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Carol Viaja: enfim, Lagos!

06 março 2017

Estar em Portugal e não visitar Lagos é algo impensável para mim. Lagos é uma cidade do Algarve (sul de Portugal) cercada de praias maravilhosas e comida incrível, além de ter alguns traços que lembram a Grécia, como as casas branquinhas com paredes e janelas arredondadas. Mas mais do que a beleza surpreendente, Lagos tem um forte apelo emocional para mim.

Já falei várias vezes aqui no blog que a Brigitte, melhor amiga da minha mãe e madrinha do coração minha e da minha irmã, mora na cidade e todos os verões da nossa infância eram passados na casa da Brigitte, no meio dos cachorros, galinhas e gansos, entre suas telas, tintas e pincéis. Já fiz um post inteiro sobre isso aqui e aqui.


Lagos é uma cidade pequena, com algumas praias lindas, mas o grande propósito de visitar esse lugar é apreciar a natureza, caminhar pelas ruazinhas do centro e comer as iguarias marinhas que são características da cidade (polvo, peixe-espada, sardinhas!).

Para bater perna com tranquilidade, eu passei a viagem inteira apostando em looks muito práticos e confortáveis. Acho meio estranho aquelas pessoas que sempre usam looks muito elaborados numa viagem, porque imagino que o desconforto seja algo presente nesses looks kkkkkk, à medida que os anos passam eu vou ficando mais irritada com qualquer coisa que possa me causar desconforto, então nessa viagem usei muito tênis, roupa de malha, casacos quentinhos e produções bem básicas, pra aguentar o dia todo numa boa! :P

Esse macacão da Prosa é um vício na minha vida: é bem estiloso, fresco e confortável demais!

Quanto à hospedagem, ficamos na casa da Brigitte, que além de ser absolutamente incrível e artística, ainda disponibiliza quartos para turistas alugarem, ou seja...fica a dica. :P

A casa da Brigitte é na Meia Praia, uma praia mais afastada do centro, mas muito linda. Os quartos são aconchegantes, cheios de telas da Brigitte e a gente ainda aproveitou para visitar o atelier dela, que fica em frente à casa e é um espetáculo!

Imagem: daqui

Para quem vai visitar Lagos, algumas praias são destaque na região: a Meia Praia, Praia do Camilo, Praia do Pinhão e Praia Dona Ana. Como nós fomos em pleno outono o clima não permaneceu aberto por muito tempo e por isso não pegamos praia, mas mesmo assim conseguimos visitar a Ponta da Piedade e aproveitar a beleza das falésias recortadas de Lagos. É um espetáculo da natureza que ninguém pode perder de ver!


Eu saí de Lagos aos prantos e só de pensar meus olhos se enchem de lágrimas. Se existe um lugar onde eu me sinto em casa é em Lagos, apesar de nunca ter morado lá. Lagos não é uma cidade, é um sentimento e acredito que a casa da Brigitte é responsável por essa conexão tão forte, porque me passa uma calma, uma tranquilidade e uma sensação de ser abraçada, amada e protegida, que nenhum outro lugar do planeta me traz. É uma casa com muito amor por que a Brigitte é uma mulher com muito amor e doçura, então tudo em volta dela traz esse sentimento. Tenho apenas lembranças doces de uma infância muito especial.

A consequência desse turbilhão de emoções, que sempre me deixa um nó no peito, é que eu nunca tenho vontade de ir embora dali, sempre choro, sempre me dói muito deixar aquele lugar e sempre me questiono o que ~cacete~ (desculpem a expressão) eu ainda estou fazendo aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, quando meu coração e meu sonho de lugar feliz está tão longe daqui. Sigo em busca dessa resposta. 

Sigamos a viagem.


Carol Viaja: primeiros dias em Lisboa

06 dezembro 2016

Uhuuu, finalmente chegou o dia de postar a primeira parte do meu roteiro lusitano. Sim, eu demorei, porque é muita coisa pra escrever e muita imagem pra selecionar né, gente? (uma média de 4 horas pra montar um post desse, galera!) E a pessoa tá aqui com o tempo corrido e contado. Não vou repetir tudo que já falei de Lisboa neste blog, porque vocês podem clicar pra ver essas postagens aqui óh:


Mas como fui anfitriã do boy, acabei levando ele em quase todos os pontos que eu já fui mil vezes. hehehe Nosso primeiro ponto de parada foi Lisboa mesmo. Chegamos na terça, dia 18/10 e tiramos o primeiro dia para bater perna por Alfama, o bairro mais emblemático da cidade. 

Portugal é um país muito fotogênico. A arquitetura local é linda, a paisagem natural é linda e a luz é linda. O cenário ideal para transformar qualquer foto em cartão postal. Cada cantinho que a gente olha, tem uma delicadeza despontando. São as portas coloridas, as ruas floridas, as roupas penduradas na janela. Tudo em Portugal transpira poesia e Lisboa é um exemplo desse encanto.

Aproveitei para levar Igor na Feira da Ladra (tem um post aqui sobre ela), almoçamos por lá, visitamos a Igreja de São Vicente de Fora e seguimos por Alfama inteira a pé, curtindo as primeiras vistas da cidade sobre o rio Tejo.

Lisboa vista do Miradouro das Portas do Sol
Buganvílias da Igreja de S. Vicente de Fora
Se posso dar uma dica valiosa para aproveitar Lisboa é esta: se perca nas ruazinhas de Alfama e construa o seu roteiro com as próprias pernas. Nada é tão incrível quanto entrar nos becos da cidade e descobrir cantinhos inusitados. Mas é sempre bom parar no Largo das Portas do Sol, tomar uma bebida fresca e seguir andando. 


Não sei onde a gente arrumou gás pra andar tanto logo no início da viagem, mas além da Feira da Ladra e das Portas do Sol, fomos também ao Terreiro do Paço comer castanhas e ver o sol se por. Não levei Igor no Chiado (realmente não deu tempo de andar tanto assim), mas conseguimos fazer bastante coisa no primeiro dia.

Ainda em Alfama (mas não no primeiro dia hehehe), visitamos o Castelo de São Jorge. Quando eu era criança minha mãe e meu padrastro (e até eu mesma! hehe) vendiam artesanato no Castelo, mas naquela época tudo era muito diferente e eu fiquei meio triste ao ver que o local virou algo tão comercial, que perdeu parte do seu charme (apesar da vista continuar deslumbrante!). 

Quando eu tinha meus 7 anos existiam pavões no Castelo. Pavões lindos, cisnes, uma fonte de água potável que brotava das pedras e uma imensa árvore com enormes raízes bem no meio do mirante onde as crianças brincavam de esconde-esconde. Nada disso existe mais e pra piorar a entrada custa 8 euros. Ou seja, 16 euros um casal, ou seja quase R$ 60 reais só pra entrar numa fortificação. Igor achou que a visita não valeu o $$ gasto. Eu fiquei apenas com aquela sensação de saudade de algo muito precioso que não existe mais da forma como eu conheci.


No segundo dia em Lisboa fomos explorar a zona de Belém, mas antes de passear pelo mosteiro, tomamos um café da manhã reforçado num lugar incrível que encontramos por acaso próximo ao Shopping das Amoreiras, a Leitaria!


A Leitaria é um café que serve brunches maravilhosos. Nem preciso dizer que tudo era muito gostoso, porque servir comida boa é praticamente a essência de Portugal. Da leitaria pegamos o metro para o Cais do Sodré e de lá um ônibus para Belém. Durante nossa estadia em Portugal, compramos um bilhete recarregável e andamos sempre de transporte público pra todo lugar. 


Belém é uma beleza fora do comum (como tudo em Portugal, hehehe). Tivemos sorte de pegar dias de sol maravilhosos, que adornaram nossas fotos com uma cor especial. Em Belém visitamos o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém. Eu nunca tinha subido a Torre até em cima e depois de alguns momentos de agonia e leve claustrofobia na escadinha apertada, escura e em caracol, eis que eu me vejo no topo daquele lugar, com uma vista incrível sobre o rio Tejo. Valeu a pena e pagamos 12 euros pelo combo Mosteiro + Torre. :)



Almoçamos no Restaurante Dina, que fica próximo ao Mosteiro. Pedimos um incrível Polvo à Lagareiro (prato típico português) e um peixe espada grelhado. Portugal é um país com uma culinária super diversa e as especialidades da terra vão desde carnes, linguiças e caças até todo tipo de iguarias marinhas, passando por legumes, doces, pães, compotadas, bolos, vinhos e perdições diversas! Terminamos a tarde comendo o tradicional Pastel de Belém com um café espresso (não pedimos o vinho do Porto hehe).

Resolvi concentrar todas as dicas de Lisboa em um post só, até pra facilitar a vida de quem vem ao blog procurando dicas de viagem. Então vou aproveitar para falar de outros lugares que fomos (e adoramos) em dias diferentes na capital lusitana:

O Ninho foi um café que encontramos próximo ao airbnb que ficamos na Mouraria. Passamos por acaso na frente desse lugar super charmoso, pedimos um café reforçado e ficamos encantados com a comida a ponto de tomarmos mais uns 3 cafés aí. Uma dica: peçam o que está no menu, sem pedir pra mudar nada, porque o atendimento francês do local não tem a flexibilidade brasileira. hehehehe


Esse foi meu lugar preferido em Lisboa, porque une tudo que eu mais amo no planeta: comida boa, decoração maravilhosa e um brechó FANTÁSTICO. Como todos os lugares que fomos em Portugal, A Outra Face da Lua foi uma surpresa inesperada. 

Toda a nossa viagem foi de descobertas, não seguimos nenhuma dica de tripadvisor nem de amigos, apenas fomos descobrindo os encantos da cidade e deu muito certo. Esse mega brechó vintage é uma perdição mesmo. As roupas não são baratas, mas eu queria levar tudo. Infelizmente não tinha tanto $$ assim pra gastar com roupa. kkkkkk Além de ser brechó, eles servem um café da manhã DIVINO e à noite vira bar também. Muito descolado, né? 

Outro lugar descoberto sem querer: o Talho. O restaurante é do Chef Kiko (responsável pelo menu de diversos outros restaurantes chiquetosos em Lisboa) e tem um conceito legal que mistura charcutaria com restaurante. Os pratos não são baratos, tá? É coisa fina kkkkk, mas a experiência gourmet vale a pena pra quem curte carne e temperos fortes! Encontramos o restaurante por acaso, porque estávamos com fome às 23h e nenhum lugar estava aberto para jantarmos tão tarde. Mas o Talho estava lá e foi maravilhoso.

Foto do google

Esse point foi minha irmã que levou a gente! Como um casal de 60 30 anos que só queria comer, passear e dormir, eu e Igor não fomos em nenhuma balada/night etc. Nossos passeios foram diurnos. Mas tiramos uma noite para visitar um dos famosos Rooftops que estão fazendo sucesso em Lisboa: o Park Bar

Ele fica no topo de um estacionamento no Bairro Alto e, além da vista ABSURDAMENTE DESLUMBRANTE da cidade e o Rio Tejo, o local enche de turistas de todo canto do mundo (ou seja, gente diferente sempre deixa o local mais descoladinho), música boa e bebidas maravilhosas. Minha dica é chegar cedo para ver o por do sol sobre  a cidade e aproveitar o resto da noite bebendo e dançando. Nós chegamos tarde e já pegamos o lugar bem lotadinho, mas amamos mesmo assim. 

Também fomos ao Oceanário de Lisboa que é uma programação muito linda principalmente pra quem tem filhos. Quando fomos estava rolando a exposição Florestas Submersas, de Takashi Amano. Um aquário imenso para apreciarmos os jardins de água doce criados pelo aquaflorista japonês. Foi sem dúvidas uma das melhores experiências da viagem. :)

Acho que consegui colocar todos os lugares bacanas que fui em um só post. Não exploramos a Baixa Chiado, mas Igor conheceu a maioria das belezas de Lisboa e eu revivi esse lugar tão especial de forma muito intensa.

O post ficou enorme, mas espero que vocês gostem! Nossa próxima parada: Évora! <3 p="">


#CarolViaja: de malas prontas para Portugal!

04 novembro 2016


Hello, gente!

Tudo bem por aí? Por aqui está tudo ótimo. Depois de passar 13 dias viajando com o boy, eu não poderia dizer que tem alguma coisa errada né? hehehe Quem me acompanha no instagram (@carolburgo) percebeu que eu viajei pra terrinha! Fazia tempo que eu não tirava férias e estava realmente exausta, precisando de um descanso. Além disso, viajar sempre me inspira a criar coisas novas e ter a vista "invadida" por tanta beleza é algo que eu, como libriana convicta, aprecio demais!

Como a vida seria mais incrível se estivéssemos sempre cercados de beleza né? hehehe Apesar de olhar com muito carinho para a beleza que me cerca aqui, na cidade maravilhosa, confesso que o stress diário de trabalho, o cansaço e a realidade social e política do nosso país, me tiraram um pouco a alegria de acordar diariamente. 

Então fui lá pra Portugal com o boy, mostrar o lugar onde eu cresci, visitar as pessoas que eu amo e aproveitar para me conectar às memórias mais doces! Foi uma viagem tão linda, tão cheia de sentimentos, que foi extremamente difícil voltar pro Brasil. 

Mas, bola pra frente né? Resolvi dar uma animada aqui no blog e compartilhar com vocês cada etapa da viagem, começando por este post onde eu vou contar como eu e Igor nos organizamos para viajar, o que levamos, que roteiro fizemos, entre outros detalhes! 

Dinheirinhos!


Antes de começar a viagem é bom ter uma certa programação financeira. Eu e Igor tivemos  imprevistos na viagem, precisamos arrumar hotel de última hora, de forma que nossa pseudo-organização foi pras cucuias, mas no mundo ideal você pode ser mais organizada!

Separei uma quantidade de dinheiro para gastar na viagem com tudo, mas muita coisa foi paga no cartão de crédito, sobre o qual vai incidir uma lindíssima taxa de IOF (6,38%). Se você não tiver economias pra trocar por euros, vai ter que encarar esse imposto tenebroso. Igor comprou euros no aeroporto do Rio mesmo, por uns R$ 3,75 + impostos. 

Fiquei surpresa ao perceber que tudo encareceu em Portugal. Fazia 6 anos que eu não ia e tomei um certo choque. Como Lisboa ganhou um super destaque como um dos melhores destinos turísticos da Europa, o preço de tudo aumentou consideravelmente! Contudo, por incrível que pareça, o preço pra turista de lá é o mesmo do Rio de Janeiro. Fazendo as contas na ponta do lápis, nada do que consumimos lá foi muito mais caro do que seria aqui no Rio, por algo inferior. Ou seja: o Brasil continua sendo mais caro que Europa como era 6 ou 10 anos atrás!

Nosso roteiro

Eu assumo que sou meio ruim pra planejamentos. Então contei com a expertise da minha irmã ultra-organizada, Aimara, e passei um briefing pra ela: "Aimara, quero visitar os lugares mais fantásticos (dentre os milhares que existem em Portugal hehehe), quero comer bem e só ver coisa linda." Basicamente esse foi o meu pedido e Aimara escolheu alguns lugares pra eu levar Igor. Eu conhecia a maioria, mas muita coisa eu não lembrava mais, porque fui quando criança. Este foi o nosso mapa de pontos a visitar:


Portugal é um país bem pequeno, então dá pra ver/fazer bastante coisa em 13 dias. Alguns lugares passamos mais tempo, outros passamos apenas um dia e teve lugar que passamos apenas uma tarde! Mas valeu a pena cada lugarzinho, porque sempre fica aquela vontade de voltar e explorar mais um pouco. :D

Como viajar?


Nosso ponto de chegada foi Lisboa, porque minha família mora por lá. Em Lisboa, é super fácil se locomover de ônibus, metrô ou trem (comboio) pra qualquer localidade nos arredores. Uber também sai baratinho para a maioria dos lugares dentro do centro. 

É bem verdade que você consegue ir de transporte pra qualquer lugar, inclusive de ônibus ou comboio para o norte ou para o sul do país, mas todos os destinos que saíam do perímetro de Lisboa, eu e Igor preferimos ir de carro, o que acabou transformando nossa viagem numa espécie de road trip!


Alugamos um carro na Guerin, empresa que presta esse serviço lá no aeroporto de Lisboa, mas existem muitas outras empresas pra vocês cotarem aqui. Até li alguns péssimos comentários sobre essa empresa, mas fomos com ela mesmo. kkkkk Deixamos pra reservar o carro quando chegamos a Portugal e, naquele momento, foi a oferta mais em conta e deu tudo certo. E aqui ficam algumas dicas que aprendemos em sites sobre locação de carro:

1) Portugal tem muitas estradas privatizadas. Os pedágios não são baratos e, na maior parte das vezes, é cobrado em pontos sem nenhum ser humaninho pra te atender, ou seja: alugue um carro com um dispositivo de Via Verde pra evitar stress. Esse dispositivo computa automaticamente seus pedágios e no final da viagem, quando você for entregar o carro no aeroporto, eles te cobram a fatura do que você pagou nos percursos.

É possível não pagar pedágios? Sim. Mas se você usar o Waze pra viajar pelo país, o aplicativo vai te indicar as rotas mais rápidas. Rotas sem pedágio são as estradas nacionais que, além de não serem tão boas, são mais demoradas e é só pra quem realmente conhece os caminhos. Nós preferimos pagar os pedágios e gastamos cerca de 80 euros por todos. (eu sei, é caro!)

2) Quando alugarem um carro em Portugal, selecionem a opção de tanque "de cheio para cheio". Isso significa que você vai receber o tanque do carro cheio e terá que devolver o tanque cheio também. Se você não selecionar essa opção, é bem provável que a locadora te cobre preços exorbitantes pela gasolina.

3) Escolha buscar e devolver o carro no aeroporto, porque a taxa para entregar o carro num ponto diferente do da coleta é muito alta. Coisa de 80 euros! 

4) Antes de entrar no carro, confira todas as possíveis marcas, arranhões, batidas, na lataria do carro, pra depois a locadora não te cobrar por danos que você não cometeu.

5) Mantenha o carro minimamente limpo pra não te cobrarem taxa de limpeza depois. Se por acaso você quiser atolar o carro na lama, limpe antes de devolver. kkkkkk

6) Certifique-se que você escolheu um carro com quilometragem ilimitada. Existem locações que a empresa delimita a quantidade de quilômetros que você pode percorrer por dia e te cobra pelos quilômetros excedentes, o que praticamente inviabiliza uma road trip!

Onde ficar?


Vou aproveitar o post pra fazer um merchan BÁSICO! hahahaha Eu e Igor íamos ficar na casa da minha irmã Aimara, situada em Campo de Ourique, um bairro de Lisboa que tem cara de interior em plena cidade. Tem transporte na porta de casa, acesso fácil e o apartamento é um charme, PORÉM Igor tem bronquite asmática e não conseguiu sobreviver aos gatinhos lindos da minha irmã. 

E é aqui que entra o merchan: minha irmã vai viajar a trabalho por alguns meses e resolveu alugar seu quarto (lindo!!!) para turistas, através do airbnb. Por isso, quem quiser um quartinho maravilhoso, numa casa de família, pode chegar lá! heheheh Quem vai receber os hóspedes são Safira e Morpheu, meus sobrinhos felinos e a mamis, que cuida dos bichinhos!

Olha o anúncio lindo aqui: https://www.airbnb.pt/rooms/15803479?preview


Os anfitriões fofíneossss hehehe 
Como não fiquei na casa da minha irmã por conta da alergia de Igor, acabei tendo que encontrar um airbnb pra mim e a experiência não foi boa, por isso nem vou indicar pra vocês. Ficamos num apartamento na Mouraria, bairro bem antigo e famoso de Lisboa, mas o apartamento era muito úmido, sem janelas, com um banheiro podre fedendo a esgoto...resumindo, procurem bem onde ficar em Lisboa, porque as regiões mais antigas da cidade são maravilhosas, mas guardam certas surpresas. 

Quanto mais pro centro de Lisboa, em bairros como Mouraria, Alfama, Chiado e Bairro Alto, mais caro será o custo da estadia. Como os transportes super funcionam, eu indicaria ficar em locais um pouco mais afastados mesmo. :)

Antes que o post fique gigantesco, eu vou parar por aqui por que ainda tem muita viagem pela frente e muitas dicas legais pra compartilhar com vocês! 


Noronha: primeiras praias

21 março 2016
Continuando a saga da incrível viagem a Fernando de Noronha, hoje venho contar pra vocês sobre as primeiras praias que visitei na ilha. Infelizmente pegamos Noronha com tempo nublado e chuvoso. O sol apareceu poucas vezes pra nós, mas deu pra imaginar que a beleza das praias fica muito mais incrível com uns bons raios de sol.

A primeira praia que fomos foi o Buraco da Raquel. Não sei dizer o porquê desse nome medonho, mas o lugar é lindo, cheio de piscininhas naturais nas quais não podemos entrar para não agredir o ecossistema delas.


Passamos apenas pra tirar foto mesmo e de lá fomos para a Praia do Meio dar um mergulho. A praia é linda e cheia de pedras pretas maravilhosas, que criam uma textura muito incrível na paisagem. O mar estava super agitado e por isso não ficamos muito tempo por lá. Como a previsão era de chuva torrencial TODOS OS DIAS da nossa viagem, queríamos aproveitar a sorte de termos chegado com o sol.


Nosso primeiro dia em Noronha foi verdadeiramente frenético. Além da ilha ser bem pequena (o que nos permitiu ir a várias praias próximas), a urgência de aproveitar o clima bom fez com que a gente não demorasse muito em cada praia. Nosso lema foi quantidade e não qualidade! hahahaha 

Uma das vistas incríveis e emblemáticas de Fernando de Noronha que visitamos na mesma tarde foi a Praia da Conceição. Tá proibido ir nessa praia e não tirar uma foto maravilhosa, mesmo que o céu esteja assim, azul clarinho, apagadinho, quase sem cor. O lugar é lindo e é um dos points da ilha pra quem curte surfar. Como não é o meu caso e eu estava doida pra dar um mergulho, saímos de lá em direção a uma praia mais ~calma~.


E a praia que escolhemos ficar o resto do dia foi a Praia do Leão! Abriu um super sol assim que chegamos lá e deu pra aproveitar bastante o mar azul! Foi minha praia preferida de toda a viagem e explico o porquê: apesar da Praia do Sancho ser a mais bonita/famosa, nós pegamos o mar muito revoltado por causa da chuva, então a Praia do Leão foi a que eu mais consegui tomar banho e curtir o clima bom. hahahaha #medrosa


Como se não bastasse todas as praias que visitamos em um único dia, eu encontrei no mapa da ilha um açude perdido ali no meio. "Amor, temos que ir nesse açude!!!" Eu não sei o que eu esperava encontrar num açude, mas minha ideia era que meus olhos iriam ver uma espécie de laguinho no meio da paisagem. Coisa de gente que tem a imaginação fértil né? Ao invés do laguinho, o açude era praticamente um gramado de plantas aquáticas cobrindo a água e fornecendo comida para uma comunidade de garças. Igor só fazia rir da minha cara. "Ah você quer tomar banho no açude? Toma banho agora!" Foi tragicômico. Mas o açude era bonito e eu aproveitei o visual pra tirar uma foto e registrar meu momento diva-no-brejo. kkkkkkk


E por fim, nosso dia de sol terminou! Ufa. Fomos assistir ao por do sol no Forte do Boldró, um local onde todo mundo se reúne pra ver o sol descendo no horizonte. Fomos presenteados com um por do sol lindo, meio encoberto, mas fantástico. 

Dicas & Curiosidades

1) Todas as praias que fomos no primeiro dia são gratuitas, mas existem praias como a Praia da Atalaia e Praia do Sueste onde é preciso pagar uma taxa extra para entrar nas praias nelas: cerca que R$ 65 por 10 dias para brasileiros e R$ 130 para estrangeiros. Agora me expliquem o porquê do estrangeiro pagar mais, a não ser esse costume feio do Brasil de cobrar mais caro pra quem vem de fora? Ou seja, você paga pra entrar na ilha e paga mais um pouco para visitar determinados locais. Algumas trilhas também são pagas. Money talks! 

2) Já falei pra vocês que é preciso usar repelente o tempo inteiro? Então usem. Principalmente nesse por do sol aí, onde a mosquitada ataca nossa pele violentamente. 

3) Já falei que alugar um buggy é essencial? Pois é. Façam isso! :D

Um lugar para sempre

24 agosto 2015
Quem me acompanha no snapchat e instagram (@carolburgo) já está a par do fato de que, meu sumiço no blog, é uma questão de saúde. Digamos que, quando a saúde vai mal, não há inspiração pra nada nesta vida, muito menos para escrever e aí o blog fica assim, abandonadinho. Além da saúde tem várias outras prioridades acontecendo e não dá tempo pra fazer tudo. hehehehe

Mas o tempo é relativo, dizem. E quando a gente se inspira verdadeiramente com alguma coisa, brota tempo de onde não existe, relógios param, ponteiros congelam. É isso que acontece em Tiradentes. 

Mais uma vez fui visitar a cidade com meu namorado e um grupo de amigos. Confesso que foi uma viagem difícil: está rolando o Festival de Gastronomia da cidade e meu problema no estômago não me deixa comer nada além de canjas e frango grelhado, então foi uma certa tortura visitar a cidade nesse período delicioso e não poder comer nada, nem beber um bom vinho para aquecer o corpo no frio.

Mas Tiradentes é tão encantadora, que a paisagem distrai a gente das dores. O tempo parece longo por lá e a gente nunca tem pressa pra nada. Eu e Igor sempre ficamos imaginando como seria incrível ter uma casinha em Tiradentes, pra fugir da loucura das nossas vidas. Um sonho que eu alimento com um certo carinho, por que desde a primeira vez que fui a esse recanto mineiro, nunca mais quis ir embora.



















 Os pais da Jo, donos queridos da pousada Pouso das Andorinhas e nós todos, a turma de casais <3

Desta vez ficamos numa pousada que é da mãe da Jo, uma de nossas amigas. O Pouso das Andorinhas é uma casa linda onde todo mundo é recebido com muito carinho, muitos sorrisos e café da manhã divino!! A pousada fica a 400m do centro de Tiradentes, então é o equilíbrio perfeito entre estar perto de tudo, mas dormir no profundo silêncio. Que vontade de nunca mais sair dali.  Tiradentes é mesmo um lugar para sempre. <3

Beijos, Carols