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Um lugar para sempre

24 agosto 2015
Quem me acompanha no snapchat e instagram (@carolburgo) já está a par do fato de que, meu sumiço no blog, é uma questão de saúde. Digamos que, quando a saúde vai mal, não há inspiração pra nada nesta vida, muito menos para escrever e aí o blog fica assim, abandonadinho. Além da saúde tem várias outras prioridades acontecendo e não dá tempo pra fazer tudo. hehehehe

Mas o tempo é relativo, dizem. E quando a gente se inspira verdadeiramente com alguma coisa, brota tempo de onde não existe, relógios param, ponteiros congelam. É isso que acontece em Tiradentes. 

Mais uma vez fui visitar a cidade com meu namorado e um grupo de amigos. Confesso que foi uma viagem difícil: está rolando o Festival de Gastronomia da cidade e meu problema no estômago não me deixa comer nada além de canjas e frango grelhado, então foi uma certa tortura visitar a cidade nesse período delicioso e não poder comer nada, nem beber um bom vinho para aquecer o corpo no frio.

Mas Tiradentes é tão encantadora, que a paisagem distrai a gente das dores. O tempo parece longo por lá e a gente nunca tem pressa pra nada. Eu e Igor sempre ficamos imaginando como seria incrível ter uma casinha em Tiradentes, pra fugir da loucura das nossas vidas. Um sonho que eu alimento com um certo carinho, por que desde a primeira vez que fui a esse recanto mineiro, nunca mais quis ir embora.



















 Os pais da Jo, donos queridos da pousada Pouso das Andorinhas e nós todos, a turma de casais <3

Desta vez ficamos numa pousada que é da mãe da Jo, uma de nossas amigas. O Pouso das Andorinhas é uma casa linda onde todo mundo é recebido com muito carinho, muitos sorrisos e café da manhã divino!! A pousada fica a 400m do centro de Tiradentes, então é o equilíbrio perfeito entre estar perto de tudo, mas dormir no profundo silêncio. Que vontade de nunca mais sair dali.  Tiradentes é mesmo um lugar para sempre. <3

Beijos, Carols

Um pouco mais de Inhotim

14 julho 2015
Mais um fim de semana incrível em Minas Gerais. Sempre vou com o tempo contado, chegando num dia, indo embora no outro, então eu e o namorado temos pouco tempo pra ficar juntos, mas o tempo que temos é sempre muito bem aproveitado! Este fim de semana não foi diferente. Apesar de eu ter ocupado o sábado inteiro com trabalho, fazendo o namorado ser fotógrafo da Prosa (heheheh), pelo menos no domingo nós tivemos nosso momento de "descanso". Fomos novamente a Inhotim!

Desta vez pegamos a estrada de Casa Branca, um povoado nos arredores de Belo Horizonte onde encontramos um vale belíssimo. O caminho é bem mais longo e cheio de curvas (fiquei meio enjoada), mas a paisagem é tão linda que é impossível não parar no meio do caminho para tirar foto da vista.


Chegamos a Inhotim depois do almoço. Achamos que não daria tempo de ver todas as obras que ainda nos faltava visitar, uma vez que o museu a céu aberto tem vários setores (identificados por cores) e é tão grande, que dificilmente dá para ver num único dia. Mas...nos enganamos! A primeira vez que fui para Inhotim foi com Igor e nós ainda nem éramos namorados. Abafa. Andamos MUITO dentro do local, cansamos muito, ficamos destruídos, mas não imaginávamos que tínhamos percorrido praticamente o museu inteiro.

Então desta vez nosso passeio foi bem leve mesmo e focamos em visitar duas obras: a intervenção de Yayoi Kusama, com as famosas bolas prateadas flutuantes e as paredes coloridas de Hélio Oiticica, que já tínhamos visto, mas eu queria visitar novamente. De resto passamos a tarde passeando pelo jardim, tirando fotos da natureza exuberante do local, tudo sem muita pressa e sem muito cansaço.

Foi ótimo por que deu para aproveitar o visual deslumbrante do lugar. Confesso que, apesar das inúmeras obras de arte absolutamente fantásticas do local, a natureza e o paisagismo dos jardins cativam muito mais minha atenção. 




Inhotim é um desses lugares que todo mundo deveria ir pelo menos uma vez na vida. É inspirador, é onírico, é maravilhoso. É a materialização da capacidade humana de produzir coisas fantásticas e é, a meu ver, um dos motivos pelo qual eu acredito que a missão do homem na terra não é apenas a reprodução de si mesmo, mas sim a criação constante da arte e da beleza. Viajei na maionese? #libriana :P

Beijos, Carols

Um novo lugar favorito

25 maio 2015
Sou dessas que chego num lugar e já vou elegendo lugares preferidos. É uma forma de criar laços afetivos, ainda que momentâneos. O namorado mora em BH, todo mundo já sabe, mas nós não sabemos até quando e não parece que esta cidade encantadora será seu último destino. Por isso, já que vou pelo menos uma vez por mês, tratei de criar apego a um lugar em especial: o CCBB.




Ao contrário do Centro Cultural Banco do Brasil aqui do Rio, o CCBB de Belo Horizonte é infinitamente mais tranquilo e bem menos cheio. Isso nos proporcionou a possibilidade de ver a exposição do abstracionista Wassily Kandinsky sem precisar enfrentar filas de um quarteirão. Além das exposições tem também o Café com Letras, um restaurante tão delicioso quanto o Brasserie Brasil do CCBB do Rio. Ou seja, dá pra ver coisa linda e ainda encher muito bem a barriga, com comida maravilhosa.

E tem mais: o CCBB fica bem na Praça da Liberdade onde, em volta, se espalha um dos maiores circuitos de museu do Brasil. Não visitei os outros ainda, mas a certeza que fico é que BH tem ótimas opções culturais além da óbvia beleza da cidade e dos grafitis lindos, que deixam qualquer passeio mais incrível.

Então neste sábado foi basicamente isso que eu e o namorado fizemos. Visitamos a exposição, sentamos no banquinho da praça pra apreciar um senhor que tocava sanfona, tiramos umas fotos, fomos felizes e tranquilos e nosso sábado passou devagarinho.

No domingo nos dedicamos à jardinagem! Igor está enchendo a varanda de plantas (#projetojumanji hahaha) e sempre que eu vou nós dedicamos um tempinho a mexer nos vasos, trocar as plantas de lugar, plantar novas mudas. Desta vez criamos um jardim de cactus, enquanto tomávamos vinho, e esse foi o ponto alto do nosso domingo. hahahahahah Passamos o resto do dia assistindo Chef’s Table, um programa incrível do Netflix.

Ah, esqueci da sexta-feira!!!! Assim que eu cheguei na sexta, fomos ao Dub, na varanda do Maletta. Essa dica foi dada pela Maria Letícia Ticle, leitora aqui do blog, a quem somos eternamente gratossss! A-M-E-I o lugar, a vibe alternativa do Maletta (é a minha cara!) e o Dub é sensacional. Além do drink maravilhoso que eu tomei (escolhi o Mari), nós comemos um hambúrguer de chorar! Bom demaissss! #ficadica

E este foi mais um fim de semana em BH! Um "até breve" pra cidade que já conquistou meu <3

Beijos, Carols

3 lugares saborosos em BH

21 maio 2015
Oba!! Mais uma vez estou a caminho da terra do pão de queijo pra visitar o boy. Que dureza essa vidaaaa! #namoradadramática. Sempre que vou a Belo Horizonte faço questão de explorar as programações mais casalzinho ever por que já que o namorado não está no Rio para um cinema em plena quarta-feira, então temos que fazer tudo num fim de semana só. As programações variam entre chorar assistindo Os Miseráveis embaixo do cobertor (Igor não chora, ele dorme kkkk), até redecorar o apartamento do bofe, ir ao supermercado, cuidar da horta na varanda e fazer jantarzinhos improvisados à luz de velas. <3

Mas é claro que nós reservamos sempre um tempinho para visitar uns lugares legais da cidade (ainda conheço pouco) e comer em locais bacanas, com comida deliciosa. Aliás, onde se come mal em Minas ein? Eita lugar bom pra engordar!!! Daí que eu resolvi fazer um postzinho sobre 3 lugares bem bons que comemos da última vez que estive por lá! São eles: Café com Letras, Xapuri e Udon.



1) O Café com Letras é meu xodó. Primeiro por ser localizado dentro do CCBB de BH, o que confere toda aquela aura intelectual e extremamente interessante ao local. Das vezes que fui provei um risoto incrível, um medalhão com batatas rústicas, um carpaccio e um petit gateau mais divino da minha vida. É tudo muito gostoso, ainda mais acompanhado com um vinhozinho Carmenérè que eu amo.

2) Xapuri foi uma novidade. Saímos da Lagoa da Pampulha e fomos comer num restaurante de comida típica mineira: muita carne e feijão tropeiro à vontade! Minha única ressalva: tudo leva pimenta e taí uma coisa que eu odeioooo! Percebi que o tempero era delicioso, o lombo assado era sensacional, o tropeiro bem feito, mas tudo era apimentado, então eu simplesmente não consegui comer. :( Mas pra quem curte comida ardida, a pedida é ótima. Igor amou. Mas o que eu amei mesmo foi um bolinho com café que eles oferecem na saída do restaurante! Tive vontade de levar vários dentro da bolsa. hahahaha Brinks! Comi vários lá mesmo. :P

3) Udon! Confesso que eu não sou muito fã de comida japonesa. Esse papo de peixe cru não cola comigo, então eu como apenas os sushis fritos. haahahaha Hot Filadélfias e todos da mesma família. E foi justamente os sushis fritos que nós pedimos. Sério...tá pra nascer coisa mais deliciosa que esses Ebis do Udon. Tô salivando enquanto escrevo este post.

A vida gastronômica em BH é uma coisa de louco. Todos os lugares que fui são maravilhosos e até a pizza do Verdemar (um supermercado!!!!) é uma das mais incríveis que já comi na vida. Sempre que visito a cidade, eu e Igor vamos ao Verdemar comprar iguarias para preparar qualquer coisinha em casa, já que esse supermercado tem todo tipo de produtos diferentes e sucos maravilhosos (juro que não é merchan! hahahaha) E foi justamente desse hábito de fazer comidinhas que nasceu a Burgo & Tedesco Trattoria (sim, o sobrenome dele é Tedesco. Não, ele não é filho da Nazaré. Não, ele não me joga da escada!). HAHAHAHA

Claro que essa trattoria não existe a não ser nas nossas noites de culinária caseira, mas resolvi compartilhar mais esta dica com vocês: a receita das nossas mais maravilhosas bruschettas (pediram no instagram kkkk)! Tentamos fazer igual à bruschetta que comemos em Ouro Preto e chegamos quase lá!



Ingredientes para 5 bruschettas:

Azeite

1 folha de louro

1 pão italiano para fatiar

1 pacotinho de extrato de tomate

15 tomatinhos cereja

3 dentes de alho bemmm picadinhos

Orégano

Manjericão

Queijo Parmesão Grana Padano


Modo de Preparo:

Cubra as fatias de pão com azeite e deixe o pão absorver bem essa delícia. Refogue o extrato de tomate em azeite, com o alho, o orégano e a folha de louro. Adicione uma pitada de sal e uma pitada de açúcar (o açúcar tira a acidez do tomate) ao molho. Depois de pronto, espalhe sobre as fatias de pão azeitadas. Use um recipiente que possa ser levado ao forno. Corte os tomates-cereja ao meio e distribua pelas fatias de pão. Coloque orégano por cima, junto com as folhas de manjericão. Se possível, é bom ralar o queijo parmesão em casa mesmo. Depois de ralado, cubra bem as bruschettas com queijo e leve ao forno por aproximadamente 30 minutos ou tempo suficiente para os tomatinhos ficarem assados e o queijo bem derretido. Abra um vinho, acenda velas e seja feliz no friozinho que se aproxima. <3

Beijos, Carols

Páscoa em Tiradentes

11 abril 2015
Eu sei, o blog andou abandonado por que estava fora do ar e eu ainda estou devendo o post sobre meu fim de semana em Lumiar, mas agora quero falar sobre Tiradentes. A memória ainda está fresca e o coração ainda sente as pedras da cidade. Pra quem não sabe, meu namorado é carioca, mas mora em BH e por isso as viagens a Minas Gerais serão frequentes por aqui. Nosso destino de Páscoa foi visitar Tiradentes com amigos. E aqui começo a escrever um capítulo deste meu livro de memórias imaginário.



***

Confesso que minhas expectativas eram baixas, quase relutantes, em relação ao local. Achei que seria igual a Ouro Preto e, apesar de ter achado a cidade linda, com ótimos restaurantes, o ar bucólico e quase triste me deixou com um peso no peito. Mas Tiradentes me surpreendeu com uma sensação totalmente diferente. Talvez seja por que, ao contrário do tempo fechado de Ouro Preto, Tiradentes nos recebeu com um céu azul e um sol incrível. O fato é que, ao chegar em Tiradentes, eu me senti abraçada por dentro.

As ruas fervilhavam de turistas e a única pracinha repleta de bares, exalava cheiros de comida boa por todos os lados. Em cada esquina cintilavam os paralelepípedos alaranjados do barro, que decoram o chão que a cidade pisa. Se meu corpo descansava sentado no banco do carro, enquanto nos dirigíamos à pousada, o mesmo não posso dizer dos meus olhos, que percorriam a paisagem, as casas, as flores, as igrejas, as montanhas, com uma euforia infantil. Imagino o quão irritante deve ser acompanhar meu encantamento desesperado, que me faz agir como se aquele fosse meu último dia para ver as melhores coisas da vida.

Não conseguia conter meu espanto diante daquele lugar que, cinco minutos depois, entraria para a minha lista de quero-morar-aqui-para-sempre. Como se pudesse levar no bolso a história de uma pequena cidade inteira, fotografei o que a vista alcançava, mas desconfio que as imagens não cheguem nem perto da lembrança que vou guardar comigo.

  

Lamento dizer que este post está longe de ser um guia de viagem. Minha dica é apenas: vá a Tiradentes sem dicas. Descubra o lugar sem roteiros. Digo isto por que não fiz script detalhado, apenas saboreei a cidade com o namorado e amigos. Partimos de BH de carro e pegamos aproximadamente 2:40 h de estrada até Tiradentes. Ao chegar na cidade ficamos supresos por ser tão fofa e florida, cheia de lojinhas de artesanato, bons restaurantes e ruas lotadas de gente (amo um movimento!). Nos hospedamos numa pousada de conhecidos, que ainda nem abriu realmente e nossa primeira providência foi encontrar nossos amigos para um almoço tardio em casa mesmo: bacalhau com vinho tinto <3. Depois formos caminhar pelas ruazinhas de pedras da cidade e suspirar com a paisagem fenomenal. Jantamos um risoto de linguiça no Divagar Gourmeco e assim terminou nosso primeiro dia de Tiradentes.

 

Nosso sábado foi um espetáculo à parte. Um dia de aventura! Resolvemos fazer uma trilha de 5h de caminhada: a Travessia da Serra de São José, que está localizada entre os municípios de Tiradentes e São João del-Rei. Acho que nunca fiz uma trilha tão longa na vida, mas valeu a pena cada passo dado. A vista lá de cima é incrível, ao longo da travessia encontramos alguns riachinhos que dá pra refrescar o  rosto, a água é potável e no fim ainda tomamos um banho de cachoeira geladíssimo e revigorante. Tipo, não queria mais ir embora dali. Mentira, queria sim, porque estava morrendo de fome. Depois de 5 horas de trilha eu não tinha mais joelhos. Mancava das duas pernas (tipo o Cadeirudo!) e sonhava apenas em comer um belo prato de comida. Foi o que fizemos. Sentamos no Viradas do Largo, mais conhecido como Restaurante da Beth e devoramos o melhor da comida mineira: feijão tropeiro, linguiças variadas, costelinha de porco e sei lá mais o quê. Só sei que saí de lá passando mal de tanto comer e até hoje não sei como cheguei à pousada a pé. O nível de destruição física e gastronômica foi tanto que eu não imaginava que pudesse sobreviver. Sobrevivi e ainda terminei a noite bebendo vinho e jogando Imagem e Ação com nossos amigos. hahahahaha

 

No domingo o dia foi tranquilo. Nos permitimos acordar tarde, com o único propósito de passear pela cidade, comprar uns potes de doces e almoçar em algum lugar legal. E foi isso que fizemos. Comprei potes de compota para trazer pra família, visitei algumas igrejinhas e ruelas, tirei dezenas de fotos de todas as plantas bacanas que quero aquarelar e fui almoçar no Empório Santo Antônio para depois pegar a estrada de volta a BH.

Confesso que deu uma dor no coração ir embora de Tiradentes. Por ser uma cidade fortemente católica, em cada esquina, cada janela, cada portinha, tem um santinho, um terço, uma Nossa Senhora. Eu não sou católica, mas essas imagens me trazem um conforto muito grande e uma sensação de proteção que não sei explicar. Me lembram demais o relicário que vovó tem em casa e acho que acabo associando os santinhos ao amor e à candura da minha avó. Confesso também que pensei em comprar um terreninho, construir uma casinha e criar filhos e cachorros num lugar tão tranquilo quanto o que eu fui criada quando criança. Mas Tiradentes está bem longe de ser um lugar barato. Como tudo que faz sucesso no Brasil, o município é caríssimo e o sonho provavelmente vai ficar no travesseiro.

Dicas & Curiosidades

• Tiradentes tem charretes com cavalos para quem quer passear pela cidadezinha. Eu particularmente acho uó judiar dos cavalinhos, quando temos pernas pra andar, mas ok. A maioria das charretes também é bem cafona: decoradas de hello kitty ou pela pig!!!!! Não entendi isso e achei que não combinava em nada com a aura medieval do lugar. Fiquei feliz por ter encontrado um cavalinho solto, bebendo água numa fonte. <3

• Não fui a muitos restaurantes, mas em todos os que fomos o ticket médio por pessoa é de R$ 60/70. Dizem que o Tragaluz é um dos melhores restaurantes de Tiradentes, mas pelo que percebi não existe comida ruim por lá.

• Voltar no domingo de Páscoa para BH não foi uma boa ideia. Pegamos 5:30h de trânsito bizarro.

• Na sexta-feira de Páscoa tem uma procissão muito linda, silenciosa e recatada que parte de Tiradentes. Assistimos só um pedacinho, mas é maravilhosa. Pensei em vovó.

• Quem quiser fazer a trilha, por favor vá com um bom tênis e uma mochila com água, frutas, barrinhas de cereal, sucos, enfim! Vi gente desistindo da trilha no meio do caminho porque inventou de ir de chinelo (OI???). Ao longo das 5h de caminhada eu bebi 1L de água, 1 caixinha de suco, comi 1 maçã, 2 bananas ainda cheguei morrendo de fome pro almoço. O bagulho é sinistro!!!!

• Tiradentes é um lugarzinho bem romântico. Em cada esquina tem bares com música boa para aproveitar a dois. Se joguem.


Beijos, Carols

Uma visita a Inhotim

27 janeiro 2015
Antes de falar da minha visita relâmpago a Inhotim, preciso dizer que este fim de semana fui a Belo Horizonte, sempre daquela forma corrida que é a minha vida, como vocês sabem. Não conheci muitas coisas em BH por falta de tempo mesmo, mas dei um pulinho em 3 lugares rápidos para fazer o quê? COMER.

Todo mundo sabe que Minas Gerais está no top 5 delícias do Brasil e eu confirmei isso de perto. Comi feito uma condenada nos 2 dias que passei na cidade e eita que alegria. BH me encantou de verdade e olha que eu não era fã de cidades que não beiram o mar. Vocês sabem, eu amo praia, amo azul, amo banho de mar e nunca cogitaria morar longe de um oceano, mas BH me deu um abraço bem apertado, que não deu vontade de sair. A cidade é charmosa, quase pacata, linda, limpa, com pouco trânsito e cheia de beleza pra onde a gente olha. Fofuras em cada canto. Pracinhas, restaurantes deliciosos, cafés, monumentos e leitoras fofas que encheram meu instagram de mensagens queridas e convites pra um cafézinho. Todo mineiro é assim, um amor, um doce? <3

Fui tão bem recebida, que provavelmente devo voltar para conhecer melhor a cidade e, quem sabe, fazer um encontro pra conversar potoca. Nem preciso mencionar a atenção da minha amiga Flavinha, que conheci na viagem a Cartagena, e abriu os braços (e o espumante rosê) em BH pra mim, no meu primeiro dia de viagem. Amei! Então separei 3 lugares deliciosos que visitei na cidade antes de ir pra Inhotim, propriamente.


Comi de passar mal mesmo. Fui no Casa Cheia, um restaurante dentro do Mercado Central de BH que faz super jus ao nome: é lotado e maravilhoso. No CCBB almocei no Café com Letras, mas não deu tempo de ver nenhuma exposição. E conheci também a Casa Bonomi, um café perdido no tempo, absolutamente maravilhoso, com interior todo em madeira, produtos frescos e artesanais da casa e uma música clássica de fundo. Ficaria ali pra sempre comendo croissant com queijo de cabra. Isso foi tudo o que vi em BH. Inhotim foi o destino!

Antes de visitar Inhotim eu apenas sabia que o local era o maior Centro de Arte Contemporânea a céu aberto da América Latina. Tal grandiosidade não poderia passar despercebida na minha vida, de forma que mais cedo ou mais tarde esse roteiro iria aparecer por aqui. Mas conhecendo pessoalmente esse lugar, percebi que além de arte, Inhotim é igualmente exuberante em fauna, flora, arquitetura e paisagismo. Um lugar pra gente se perder!

Localizado no município de Brumadinho, a uns 60 km de BH, Inhotim possui um complexo de galerias de arte espalhadas por um território tão vasto que é praticamente impossível visitar o lugar inteiro num só dia. Eu mesma só consegui visitar uma área e meia do mapa. Além do calor danado que estava fazendo, eu não fui preparada para caminhadas porque 1) sou demente e esqueci o tênis no Rio; 2) achei que o lugar fosse menor. HAHAHAHAHAHAAHAH #imbecil. Mas pelo menos tirei fotos lindas de alguns dos meus momentos/monumentos preferidos.



 Galeria Adriana Varejão

 Obra de Luiz Zerbini

 Obra de Hélio Oiticica

 Viveiro de Cactus

 Obra de Matthew Barney[/caption]

 Galeria Adriana Varejão

 Orquidário de Vandáceas

 Obra de Olafur Eliasson

 Obra de Valeska Soares

 Obra de Chris Bürden

 Jorge Macchi (sim, você pode tomar banho na piscina)

 Viveiro de Cactus

 reflexos inusitados

 folhagens exuberantes


Depois de passar um dia inteiro em Inhotim, saí de lá cansada, suada e estafada. A gente anda demais ali dentro e tudo é uma subida, uma descida, outra subida, uma ladeira, uma loucura. Muita perna e muita água pra aguentar o tranco. É essencial ter um pouco de preparo físico, fôlego e disposição para aproveitar o que o lugar oferece. Eu fiquei especialmente encantada com toda a sorte de plantas e cenários paradisíacos do lugar. Inhotim é uma sinfonia harmoniosa entre a natureza e a arquitetura e a vontade que dá é de morar em alguma galeria daquelas. Para quem gosta de artes plásticas, mais especificamente pintura, como eu, o lugar oferece poucas obras que realmente impressionam e por isso o que mais gostei nas áreas que visitei, foram os quadros do Luiz Zerbini e os azulejos de Adriana Varejão. Ok, são justamente os artistas brasileiros clichê, que eu já conhecia, mas fazer o quê né? hehehehe amor é amor. Mas pra quem curte mais arquitetura e experiência, Inhotim é um prato cheio.

Sobre o local

Além das galerias de artistas do mundo inteiro, espalhadas em 3 grandes áreas, Inhotim tem também restaurantes muito bons (almocei no Tambaril, que é maravilhoso!), lojinha de plantas com várias espécies presentes no parque, pra quem quer montar um jardim exótico, uma loja de lembranças e peças lindíssimas de decoração e papelaria, bancos talhados em troncos de madeira absolutamente surreais pra quem quer descansar entre uma galeria e outra, bebedouros de água fresca everywhere, carrinhos tipo de golf para levar os visitantes entre determinados pontos do lugar (isso é pago, ok?), guias em cada galeria que explicam tudo sobre a obra e o artista em questão. Então quem visita precisa apenas levar roupa confortável e fresca, tênis, garrafa de água, umas barrinhas de cereal pra não morrer de fome.

Dicas Importantes

1) O aeroporto de Confins não tem esse nome à toa. Ele é realmente nos confins do mundo e longe de BH. hahahaha (tava doida pra usar essa piada sem graça) A dica é pegar um bus executivo da Unir, que custa R$ 23 e te leva ao centro de BH no maior conforto, em apenas 1 hora de ar-condicionado delicioso e poltronas fofinhas. Então contem bem o tempo na hora de voltar pro aero, pra não perder o vôo. #blogueiraamiga

2) Para ir de BH pra Inhotim tem ônibus na rodoviária e todas as informações necessárias no site do Inhotim: https://www.inhotim.org.br  Inclusive dicas de onde ficar em Brumadinho, a lista de exposições permanentes do local e etc.

3) A entrada para Inhotim custa R$ 30, mas vai aumentar para R$ 40 em Fevereiro. Além disso o lugar fecha às segundas-feiras, que é o "dia mundial de fechamento de museu". hahahahah

4) usem o mapinha gratuito que é oferecido na entrada do parque. ele vai ser muito, muito útil.

5) em Inhotim não pega rede nem 3G. Aproveitem o local sem aquela neurose de postar tudo no instagram. Façam como eu,  usem o wi-fi grátis do aeroporto pra encher o insta de foto maravilhosa. HAHAHAHA

6) Vão pra Minas, gente. É incrível! 

Beijos, Carols