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Minhas últimas paixões de beleza

08 setembro 2015
Vai, eu confesso: não sou obcecada por produtos de beleza, passo bem longe de ter vício por maquiagens e tudo meu é muito básico e funcional. Na verdade tenho apenas 3 tipos de make: natural, clássica com olho de gatinho ou mais despojada com olho esfumado. Vario essas 3 opções com batons vermelhos, pinks ou nudes. Sou uma pessoa com cada vez menos talento para a maquiagem, não sei fazer contorno (já tentei, não consigo), morro de preguiça de usar mil pincéis e camadas de produtos, não levo muito jeito para esfumar, então toda a minha lista de beleza é bem simples. Mas sempre tem quem me pergunte que base eu uso, que marca é meu delineador que dura uma balada inteira até de manhã sem perder a integridade, que protetor solar eu uso na minha pele oleosa. Posto isto resolvi compartilhar com vocês o que ando usando atualmente. Há uns tempos fiz esse mesmo tipo de post e pouca coisa mudou nos meus gostos, mas tem coisinhas novas que eu ando usando muito. <3


Já estou com pena desse blush da QDB?. A tampa já quebrou e o bichinho continua firme e forte, durando uma vida inteira. Em 2013 (pasmem!) eu comprei esse blush e até hoje continuo usando o mesmo todos os dias. E milagrosamente ele ainda não acabou.

Recentemente adicionei 3 produtos aos meus itens do amor: o protetor solar facial antibrilho, que ajuda a controlar a oleosidade da minha pele e que eu não tinha o hábito de usar a base + pó da Bourjois que eu comprei mais pelo cheirinho de fruta. hehehe Essa base da Bourjois é "iluminada", não dá pra usar nesse clima quente do Rio, então eu uso em lugares onde minha pele fica mais seca, como BH, por exemplo.

Gostaria muito de dizer que nesta lista consta o delineador da Kiko, que tem um pincel ótimo com cerda mais molinha, que é mais fácil de espalhar o produto nas minha pálpebras recém-enrugadas, mas meu Kiko acabou e eu voltei a usar delineadores com ponta firme. O da H&M é IMBATÍVEL no quesito durabilidade. Permanece intacto não importa o nível da balada. Daí como ele estava acabando, investi no da QDB, mas a qualidade não é a mesma.

Além das sombras bem básicas, adicionei 2 produtos que não vivo mais sem: a máscara Colossal Superfilme de Maybelline, que amo por que sai com água morna sem borrar e sem arrancar meus pouquíssimos cílios, e esse roll on antiolheiras que dá uma suavizada na catástrofe nossa de cada dia.


Por fim meus lábios! Não tenho usado batonzão com muita frequência por um motivo meio sórdido: eu tenho uma mania terrível de puxar a pele da boca. Quando uso batons escuros, minha boca descama (não sei por quê). É como se meus lábios sofressem um "despelamento" e eu começo a morder e puxar essas pelinhas até tirar tudo. Isso significa tirar o batom, claro. Então quando me dou conta estou com a boca faltando pedaços de cor (e de pele). É ridículo. Daí minha vida tem girado em torno desses 3 batons super básicos pra não passar vexame. :P

Como vocês podem ver minha coleção de itens básicos de beauté não é um sonho. Sim, eu tenho dezenas de outros produtos que comprei por impulso ou ganhei de presente, mas estes são os que uso sempre mesmo e atendem muito bem ao meu desleixo calculado.

E vocês? São as loucas da beleza, ou tá tudo sob controle?

Beijos, Carols


Firmeza X Flexibilidade

08 novembro 2014
Uma dessas crônicas sem comprovação estatística, baseada apenas numa experiência pessoal e intransmissível.

Dizem, mas não sei se é verdade, que o pincel de um delineador diz muito sobre a idade de uma mulher. Talvez os dados científicos não comprovem nenhuma teoria a respeito, talvez é dom e o jeito que guiam nossa mão do canto ao externo do olho, esquerdo ou direito, inverso ou oposto, talvez seja a força, a cadência, o ritmo ou a fluidez, mas o pincel de um delineador diz tanto sobre mim como, talvez, diga sobre vocês.

É que à beira dos 30 anos, e aqui utilizo a licença poética para arredondar minha idade sempre para cima, descobri que não sabia mais pintar o olho como sempre fiz. Subitamente me vi num ciclo vicioso de puxar o gatinho de um olho, depois puxar do outro, depois acertar as pontas e puxar de novo e então esticar ainda mais o traço, engrossar um pouco o esquerdo, engrossar ainda o direito e ao fim de 15 minutos de peleja, me assustei com o reflexo no espelho.

Onde foi que eu errei? Fiz tudo como sempre, manuseei com segurança e maestria o pincel de ponta bem firme, quase uma caneta de colorir, e sei lá como saiu tudo errado, um olho torto e o outro borrado, mais pregas no traço, que uma saia plissada de cetim. Não fosse apenas um caso isolado, o olho torto e o borrado voltaram a se repetir. Aí entendi que fazer bem um olho de gato é mais do que precisão manual ou treino de retidão é questão de pincel. Logo eu, que pinto em tantas folhas de papel, em telas e texturas diversas, não percebi que o pincel de qualquer pintura tem que acompanhar as ranhuras da sua superfície.

É que, à beira dos 30 anos quase redondos, a pele dos olhos não é mais a mesma dos 15. Não tem mais a tensão de tela nova esticada, a lisura das folhas brancas engomadas, a firmeza flexível da borracha. Aos 30 anos quase cravados, a pele dos meus olhos ganhou finas rugas e hoje tem uma textura suave de papel crepom. E é nessa idade, quando o corpo inteiro começa a perder a rigidez, que o pincel do delineador muda de forma e a gente troca a ponta firme de uma canetinha, pela incerteza de uma cerda mole e flexível. E assim o traço volta a ficar perfeito, o pincel espalha a cor sem repuxar as pálpebras, penetra a tinta em cada vinco e enfim, os dois olhos encontram de novo o gatinho bom. E se isso serve de metáfora para a vida de uma mulher, podemos dizer que, à medida que amolecemos o corpo, amolecemos tantas outras certezas, deixamos cair por terra tantas firmezas, que precisamos parar de insistir no que a gente achava que era bom, para encontrar o pincel perfeito e continuar pintando. :)



Beijos, Carols