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All About Iris

28 outubro 2015
Ela de novo. Há tempos escrevi um texto sobre Iris Apfel aqui no blog, mas esta mulher é um assunto que não me enjoa e sempre alimenta meu pensamento crítico e olhar sobre a moda e por isso ela está de volta a esta casa. :)

Dia desses assisti a um documentário intitulado IRIS, um material sobre a vida de Iris Apfel e sua importância no cenário da moda atual. Aos 94 anos, Iris Apfel é uma lúcida "estrela geriátrica" americana que sempre foi conhecida por lá como uma referência do design de interiores. Iris é uma empresária que, junto com o marido, montou uma fábrica de tecidos tão diferente do que existia no mercado, que assinou a decoração 9 restaurações da Casa Branca. Ela se aposentou aos 84 anos quando vendeu a companhia e, como toda sua vida social estava ligada ao trabalho, encontrou-se num certo marasmo em plena velhice.

Mas a vida de Iris mudou drasticamente quando o MET descobriu que a americana possuía um dos maiores acervos de roupas e acessórios vintage do mundo. Assim nasceu a Rara Avis, a primeira exposição do MET Museum sobre uma única pessoa (e viva!). A própria Iris Apfel escolheu as peças que seriam expostas e montou os looks. Foi um dos maiores sucessos do museu e a empresária se transformou num ícone de moda instantâneo para quem não a conhecia de outros carnavais.


Na última década Iris Apfel foi capa de inúmeras revistas, garota propaganda de marcas famosas como MAC e Kate Spade e é sempre figura certa nas semanas de moda. Como, aos 94 anos, ela consegue ter uma vida tão agitada? Ninguém compreende,  mas segundo ela, quando envelhecemos precisamos fazer um esforço ainda maior para não nos "desfragmentarmos". Precisamos ocupar a cabeça e manter o corpo funcionando por que envelhecer não é para covardes. O fato é que o documentário sobre Iris me ensinou muitas lições bem valiosas e estas são só algumas:

Mais importante do que estar bem vestida, é ser feliz. Como uma verdadeira entusiasta da criatividade e de tudo que é único e diferente, Iris nos lembra constantemente que a moda (e a vida) são eternas experiências e que é preciso manter aquele brilho infantil da imaginação a todo custo e não se levar tão a sério afinal, como a própria diz, "Coisas como a nossa saúde é que são verdadeiramente importantes. A moda não tira o meu sono".

Manter os pés no chão é o que te mantém conectada com a realidade. Apesar de hoje ser uma riquíssima aposentada, Iris continua mantendo seus hábitos de adolescente que viveu durante a Grande Depressão de 1930 que devastou a economia americana: garimpa roupas e acessórios em lojinhas de subúrbio em Nova York, compra peças vintage em feiras e brechós de rua e barganha tudo, por que né, dinheiro não dá em árvore.

Trabalhar com o que amamos é ter sorte. Iris é uma excelente compradora e usou esse talento nato para crescer na sua profissão como designer de interiores. Ela transformou sua vida numa grande viagem de garimpos, encontrando pelo mundo peças raras, obras desconhecidas, tecidos especiais e, claro, roupas. Iris é uma colecionadora e possui tantas peças de roupas e acessórios, que tem todo esse acervo espalhado entre suas duas casas, um depósito e museus.

Quando não somos "bonitas", direcionamos nossa personalidade para outras áreas. E bonito é uma questão de perspectiva. Iris fala com muita certeza: "Nunca fui bonita. Nem quando era jovem, nem quando casei. Mas nunca me importei com isso." Quando uma mulher não nasce bonita ela busca outras formas de beleza, seja através do seu intelecto, da sua criatividade ou mesmo das suas roupas. Para Iris, a beleza pode acomodar e ela gosta do que é diferente.

Você não precisa seguir roteiros. E Iris foi expert em  driblar todas as expectativas que a sociedade faz de uma mulher (ainda mais sendo nascida quase um século atrás). Iris é uma mulher contemporânea, sem os preconceitos das mentes pequenas e simplesmente viveu sua vida como quis, sem interferências machistas de como seu comportamento deveria ser. Apesar do seu longo casamento de 63 anos (seu marido Carl morreu aos 100 anos), Iris nunca quis ter filhos. "É o que se espera de qualquer mulher, mas eu não gosto de ser enquadrada em protocolos." Segundo a fashionista, ter filhos é abrir mão de algumas coisas que, para ela eram fundamentais (como sua liberdade, suas viagens constantes) e, como tudo na vida, é preciso ceder em alguma coisa. Ela preferiu viver uma vida efervescente, criativa, aventureira, fora do comum, do que ter que cuidar de filhos. E eu achei inspirador e louvável, principalmente por que nessa jornada Iris nunca esteve só: seu marido sempre foi seu maior admirador, incentivador, parceiro e amigo e a falta de filhos nunca afetou o humor contagiante do casal.

Por fim, o que vemos no documentário é a história de uma mulher cujo poder e influência emanam de toda a criatividade, inventividade e glamour que ela externaliza em forma de roupas e acessórios exóticos. Uma mente instigante dentro de um enérgico corpo de 94 anos. Uma inspiração de vida que desperta um anseio enorme de sermos únicas, individuais e extremamente fiéis ao que somos.

Mix de estampas para todos os níveis

15 outubro 2015

O vídeo não está com grande qualidade, o som não é uma maravilha, a edição não é um primor, mas eu juro que é de coração! hahahaha Está no ar mais um videozinho caseiro/tosquinho feito para vocês! <3 Como vocês sabem, eu sou a louca do mix de estampas. Mesmo nesta minha fase mais minimalista, não dispenso um bom look estampado e resolvi fazer um vídeo com 3 sugestões de mix para facilitar a vida de quem não sabe/consegue/tem coragem de sair misturando tudo. Já fiz alguns posts sobre mix de estampas aqui no blog, mas é muito mais emocionante ver em movimento né? #carolyoutuber




O vídeo é curtinho, como sempre, mas vale a pena vocês assistirem e, sim, fazerem isso em casa. hehehe


beijos carols

Carol Fashion Week

11 março 2015
O que custa sonhar? Nada. 

Acompanhar as semanas de moda via instagram/blogs/portais etc é um grande exercício de sonhar, pelo menos pra mim. Gostaria muito de um dia ir a uma semana de moda internacional só para respirar aquela aura fashion enlouquecedora, beber referências (e quiçá drinks!) diretamente da Veuve Clicquot fonte (sim, uma diva exuberante mora dentro de mim, sorry), ficar tonta com a profusão de formas, estampas, propostas visuais fora do comum. Enquanto esse dia não chega, eu sonho através do olhar dos outros, de algumas blogueiras e veículos que sigo.

É impressionante como as semanas de moda são motivo para sairmos da caixa no quesito look do dia. Se no resto do ano todo mundo tenta ser apenas linda, nas semanas de moda o propósito é ser inusitada, ousada, vanguardista, e acho que é por isso que eu amo tanto acompanhar os blogs de streetstyle nessas semanas. Fico maravilhada, embasbacada, boquiaberta (adicionem aqui quaisquer outros adjetivos de qualificação) com tudo.

Mas como eu não tenho uma fashion week para ir (chorem comigo), eu invento a minha própria semana de moda e me dou a licença poética para sair do lugar comum (apesar de tentar fazer isso sempre que posso, hihihi) numa quarta-feira normal mesmo. E hoje não foi diferente. Montei um look do tipo "tô-correndo-entre-um-desfile-e-outro-mas-faço-pose-pro-paparazzi".



Este seria um look que eu usaria tranquilamente para assistir qualquer desfile. Claro que numa semana de moda todo mundo quer usar marcas bacanas e designers maravilhosos. Pelo menos eu gostaria de ter essa experiência um dia. Mas não havendo essa riqueza oportunidade, eu sei que é possível sim, descolar um look ~boladíssimo~ com poucas dilmas e muitíssima criatividade, porque estilo é tipo casamento: na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amém.

Apesar do look de hoje não ter aquele shape óbvio, que agrada a todos os olhos, acho que não daria para passar vergonha no streetstyle de Milão, né? O que acham? Tô viajando na maionese? Bom, seja como for, montei o look com algumas peças que têm um quê todo especial, mas que prezam principalmente pelo conforto, afinal é uma "semana de moda" e eu presumo que a correria seja grande. Rá! (certeza que muitas fashionistas não levam o quesito conforto em questão, mas ok)

1) saia midi! Essa é uma saia especial pra mim. Além do comprimento "must-have", ela tem uma modelagem tipo saia de exército, mais especificamente da marinha. Acho navy, acho chique, acho feminina, acho poder! 2) moletom com estampa camuflada! Se o militarismo vem com tudo, nada melhor que uma estampa "de guerra" para contrastar com a feminilidade da saia. Dá um equilíbrio bacana! 3) Flatforms foram a cara do verão 2014, mas ainda vale arrastar para o inverno, principalmente quando a sandália em questão estava em promoção na Zara. hihihihi 4) Clutch com "dizeres" (odeio essa palavra!) sempre dá um toque moderninho ao look. 5) Óculos espelhado já está pra lá de batido, usado e abusado, mas gente...desculpa...é muito poder e eu não abro mão dessa pegada SASHA FIERCE no meu visual. Quem quiser que ache ruim.



T-Ô-M-E-A-C-H-A-N-D-O.

Saia: garimpada no O Grito Bazar, R$ 80 | Moletom: comprei o tecido e a mamis costurou pra mim | Clutch: Zara, R$ 79 | Sandáloa flatform: Zara, R$ 79 na promo | Óculos: da 25 de março (eita blogueira ryca!) R$ 25 | Pulseiras: um mix de Zara, Accessorize e Renner <3

Beijos, Carols

Marca Registrada

17 novembro 2014
Ouvi dizer, e acredito que seja verdade genuína, que toda mulher pode usar a moda como um coadjuvante do seu estilo pessoal, mas que moda é só isso mesmo: um acessório. O que isso significa na prática? Que todas nós temos ou buscamos ter, uma marca registrada do nosso estilo, algo que nos define e nos torna únicas (ainda que essa marca seja a mesma para muitas pessoas). Então a moda, com suas tendências, idas e vindas, é uma ferramenta para brincarmos com nosso estilo, incorporando isto ou aquilo, mas sempre tentando lapidar nossa imagem a algo muito mais consistente do que somente um "must-have" do momento. Dito isto, eu acredito que, nestes quase cinco anos de blog, descobri que minha marca registrada é, definitivamente, o mix de estampas! E como eu estava com saudades de um mix por aqui! :D



 Não sei o que eu estava falando. Provavelmente algo do tipo: "tá esquisito, meu cabelo?"
       Fotos: Mamis

Talvez esse visual "poluído" + batom vermelho + maxi-acessórios e toda essa aura urbano-mexicana seja mesmo aquilo que me deixa feliz. Gosto de verdade de arriscar a mistura de cores, estampas e texturas e criar produções que, mesmo tendo um toque moderno, com alguns elementos "must-have" (como eu odeio essa expressão!) como saia midi e óculos espelhado, neste caso, conservem um charme meio barroco/clássico/etc. Nem sei explicar direito o nome desse tipo de estilo, mas independente de rótulos, é disso aí que eu gosto.

E vocês, já descobriram suas marcas registradas? :D

Blusa: Zara, R$ 59 | Saia: juro que é um pedaço de pano amarrado >.< | Sandália: Arezzo, na promo, R$ 129 | Bolsa: C&A, R$ 29 | Óculos: Margaux, R$ 148 na promo | Brincos: comprados na feira do Lavradio, R$ 10 | Batom: Russian Red da MAC

Beijos, Carols

Man Repeller: O Livro

14 outubro 2014
Man Repeller: a divertida moda que espanta os homens, por Leandra Medine. Foi o livro que li mais recentemente e antes que eu comece minha resenha sobre ele, preciso falar sobre a autora do livro (e assim estruturar o raciocínio que vai me levar à análise da obra propriamente dita). Já falei sobre Leandra Medine várias vezes aqui no blog. Se existe uma blogueira neste mundo que me salva de olhar sempre para a moda com um olhar óbvio e cansado, essa pessoa é ela.

Leandra Medine é uma jovem blogueira americana, de família judaica tradicional, dona de um estilo peculiar, uma das 30 pessoas mais influentes com menos de 30 anos, pela Forbes, que um dia resolveu criar um blog para mostrar como ser uma repelente de homens. Conversando com uma de suas melhores amigas, sobre sua vida amorosa, a amiga afirmou que Leandra não conseguia namorar por causa das roupas que ela escolhia usar, sempre diferentes do óbvio, extravagantes, improváveis e, na maioria das vezes, não muito sexys nem femininas. Foi assim que nasceu o blog The Man Repeller, hoje um dos 25 blogs de moda mais influentes do mundo. Um dos poucos, se não o único blog que eu leio impreterivelmente todos os dias porque, além de mostrar looks realmente criativos, Leandra é uma exímia escritora, tem um humor sarcástico maravilhoso, é ultra-inteligente e articulada e transforma qualquer assunto banal em pura ~interessância~. É o tipo de mulher que eu sonho em ser quando crescer. 



Leandra Medine: o estilo e o livro na versão original. 
 
Posto isto, posso analisar agora o livro na versão brasileira. Em primeiríssimo lugar eu, particularmente, acho um absurdo as traduções TOSCAS que são feitas de títulos de livros e filmes no Brasil. Man Repeller: procurando o amor. Encontrando macacões. Pronto, estava resolvida a tradução que, além de ser mais fiel ao título original, já entregava a essência da história de Leandra e nos poupava desse título "a divertida moda, blá, blá, blá" versão sessão-da-tarde. Em segundíssimo lugar, achei a capa do livro horrorosa, jocosa e imbecil. De verdade. Quando vi o livro na prateleira, imaginei que pudesse ser uma dessas publicações cafonas de "como enfrentar os amores da adolescência e sobreviver à universidade", algo do gênero. Infantil e bobo. Nada a ver com a MULHER INTELIGENTE que o escreveu. Inclusive a capa original chamaria mais atenção e pareceria menos fútil. Em terceiro lugar, eu imagino que o texto original seja infinitamente mais interessante, com expressões que devem ter sido mal traduzidas para o português, porque Leandra é engraçada e o livro nem tanto. Por último, encontrei vários erros de português. Socorro.

Agora o conteúdo: leve, muito leve e extremamente pessoal. Leandra faz um apanhado da sua vida e conta suas histórias (desde perder a virgindade até suas bebedeiras em Paris) através das roupas que marcaram cada momento. Adorei essa ligação, porque eu mesma tenho N histórias ligadas ao que eu já vesti e, se para um homem a roupa diz pouco, para uma mulher a roupa tem um significado muito mais amplo do que somente a necessidade de cobrir o corpo. Muitas referências do livro não são do nosso entendimento, porque simplesmente não somos nascidas e criadas em Nova York, né? kkkkkk Mas todas as histórias são pontuadas por uma verdade da blogueira que é a minha máxima para a vida (e por isso eu me apaixonei):



"Sempre me preocupei mais em parecer "descolada" que "bonita". Roupas atraentes do tipo convencional, como pretinhos básicos, jeans skinny [...] nunca despertaram tanto o meu interesse quanto formas interessantes...e cores escandalosas. Percebi rapidamente que essa minha preferência era libertadora."


O livro poderia ser mais incrível? Sim. Mas ainda vou ler a versão em inglês pra saber se não houve um telefone sem fio aqui. Mas no geral, eu gostei, principalmente do meio para o final da narrativa. Por fim, o que o livro nos passa é essa mensagem de liberdade onde, mais importante do que encontrar o amor, é encontrar quem somos, mesmo que isso signifique ser...extravagante.

O livro é da Editora Novas Ideias e não custou mais de R$ 30.

Beijos, Carols

SS 2015 Ready-to-Wear

06 outubro 2014
Acho que pela primeira vez em quase 5 anos de blog, eu arrumei tempo, paciência e vontade para ver, pelo menos, uns 80 dos 400 desfiles diferentes, das 4 semanas de moda, que estão acontecendo desde o começo de setembro até agora. Apesar de gostar de moda, meu passatempo sempre foi me divertir comprando roupa e criando looks, mas quando a gente começa a trabalhar com isso, nosso foco amplia e surgem outras necessidades, como por exemplo acompanhar os desfiles que estão rolando por aí.

Mais do que encontrar inspiração para se vestir, assistir aos desfiles é uma forma de expandir nosso olhar para inúmeras possibilidades seja de estampas, cortes, materiais, modelagens, acabamentos, etc. A criatividade do ser humano não tem limites e se existe uma matéria da vida na qual é bem complicado inovar, essa matéria é a moda. Por que o que vestimos não tem muito mais para onde evoluir (basicamente todas as peças de roupa e funções já foram criadas) e criar coisas novas em cima de um assunto já tão explorado, é uma tarefa árdua e incrivelmente bonita. 

Uma vez aprendi que um dos objetivos de qualquer marca deve ser: emocionar. Então resolvi trazer para vocês algumas imagens de desfiles que me emocionaram. Não no sentido de me fazer chorar, obviamente, mas de causar espanto/vontade/desejo/ etc. Não sou nenhuma crítica de moda e minha formação nem é na área, como todas vocês já sabem. Eu vejo os desfiles como se estivesse vendo uma exposição de arte, porque é esse o sentimento que eu tenho diante de uma roupa maravilhosa e uso esse olhar para, depois, adaptar certas tendências ao meu dia-a-dia. :)





Tramas geométricas 

A primeira coisa que fiz foi dar uma olhada nos desfiles das marcas mais famosas, por que né, o mundo gira em torno delas. Acho interessante como, a cada estação, algumas variáveis se repetem em cada desfile. Além dos desfiles da Versace, Altuzurra, Balenciaga e Balmain, outras marcas usaram as mesmas tramas geométricas em algumas peças. Adorei principalmente a proposta da Versace, que é super usável (no mundo ideal).



Bordados

Riqueza, riqueza, riqueza! Destaque para Dolce & Gabbana que já são experts em bordados e desfiles luxuosos e mais uma vez deram espetáculo. A coleção inspirada na Espanha é surreal. Ultrafeminina, sexy e cheia de bordados incríveis. Minha diva da estamparia, a estilista Mary Katrantzou (sou fã dela) resolveu criar um desfile todo trabalhado no bordado complexo. Achei lindo, mas continuo preferindo as coleções anteriores da designer. Marni e Antonio Marras me emocionaram de verdade. Queria ter um vestido desses decorando a minha casa, por que não é possível, de tão lindo.



Transparências

Acho que 90% dos desfiles até agora, tiveram pelo menos uma pecinha com transparência. Sério, essa é uma das tendências mais fortes para o verão de 2015. Eu só lamento, por que não gosto muito de transparência (me lembra cortina de voil), mas provavelmente vou pagar minha língua até o fim do verão. hahahaha Aguardem! Mesmo assim selecionei algumas bem lindas. A saia Michael Kors é de derreter o coração e super dá pra ser usada na vida "normal" (quero fazer uma pra mim, hehehe) e o desfile da Erdem foi estupendo, apesar de ser quase todo com transparência.



Listras

Amei não só as listras bem grossas presentes em vários desfiles, como a escolha de tecidos encorpados com acabamento acetinado, como o tafetá. Apesar de serem peças coloridas e descontraídas, o tecido deu um toque de sofisticação. Palmas, palmas para Temperley London e Dries Van Noten pela modelagem ampla, reta e leve das peças, afinal é verão. Mais palmas para Missoni que deu uma renovada na marca mantendo as listras coloridas horizontais, mas sem abusar do zigue-zague de sempre (que eu, particularmente, nunca curti muito).



Clean Cut

Juro que queria ter um estilo clean, minimalista, impecável. Acho o máximo as marcas que conseguem transformar uma roupa lisa numa obra de arte. Esse corte limpo guiou todo o desfile do brasileiro Lucas Nascimento e da The Row, das gêmeas Olsen, mas também apareceu na coleção de outras marcas como Alexander McQueen, Issey Miyake e Christian Dior, sempre criando um ponto de atenção durante os desfiles. A impressão que eu tenho é que este estilo traz o equilíbrio perfeito entre crueza/força X sensibilidade/leveza. Amor excessivo pelo bolero de vinil da Osklen.



Florais

Entra verão, sai verão, entra estação, sai estação, e os florais estão sempre em alta. Nada mais feminino que uma estampa florida. O que eu mais percebi nos desfiles para 2015 foram os florais vermelhos com fundo preto, com uma pegada espanhola/mexicana. Gostei da proposta de floral mais discreto de Alexander McQueen, e quase morri com tanta exuberância nos florais e babados de Valentino. Tipo, quero tudo.



Metalizados

Adorei essa tendência que, vira e mexe, dá as caras na moda. Há uns 2 ou 3 anos, todas as marcas bacanas de calçado tinham alguma sandália ou bolsa metalizada, com efeito specchio, e eu fiquei bem feliz de ver que chegou a vez das saias, vestidos, jaquetas e coletes entrarem no verão para dar aquela quebrada radical no climinha de balneário que é típico da estação. Prevejo flores & metais everywhere. Quão incrível pode ser essa combinação? <3 Simplesmente surrei com os coletes MCQ Alexander McQueen e adorei o metalizado ultrafluido Richard Nicoll.



É muito interessante ver as fotos de dezenas de desfiles e perceber que existem pontos de confluência entre as marcas. Lembro que quando eu trabalhava com publicidade, meus chefes sempre comentavam que existe uma "nuvem" pairando em cima da cabeça das pessoas. Essa nuvem é cheia de ideias e aos poucos as pessoas vão encontrando esses insights. Então, o que muitas vezes parece uma réplica ou imitação é, na verdade, uma sincronicidade do pensamento coletivo, uma tendência. Em geral é isso que acontece com a moda: mesmo que cada estilista crie de acordo com a sua visão, é notório que a cada estação algumas ideias da "nuvem" são reproduzidas em quase todos os desfiles.


Por isso resolvi listar 6 pontos que observei no catwalk: 1) muito preto e branco, principalmente em estampas geométricas; 2) em quase todos os desfiles rolou pelo menos uma peça com maxi fenda, seja saia, vestido ou blusa; 3) kimonos e qualquer outro tipo de amarração nipônica envolvendo bandages, cordas, cintos, faixas, etc foram muito presentes na criação de diversas marcas, inclusive percebi a uma quantidade insana de ombros "presos" por supergolas, numa pegada meio gueixa-style; 4) flatforms, tênis e sandálias rasteiras dominaram as passarelas e que bom para nós, por que verão combina com conforto; 5) já falei das transparências, mas não custa repetir, por que foi a coisa mais vista ever. 6) cortes assimétricos para todos os lados! Blusas, saias, vestidos, tudo na "diagonal". Perdi as contas de quantos desfiles apresentaram essa mesma modelagem.



Aproveitei que estava com a mão na massa moda e escolhi meus três looks preferidos. É claro que tudo que é estampado chama muito mais a minha atenção por motivos óbvios e por isso o desfile de Roberto Cavalli e de Antonio Marras me deixaram bem impressionada (Marni deveria entrar nesta lista, mas já tinha estampa demais no ranking, hehehe). Nunca gostei muito da estética de Roberto Cavalli, que é conhecido pelas estampas de animal print e vestidos esvoaçantes de mulher sexy selvagem, justamente por que sempre achei meio perua demais, mas as estampas (e plissados!) desse desfile, fizeram meu queixo cair no chão. Fiquei louca mesmo. Já o Antonio Marras me conquistou tanto nas estampas quanto na aplicação de texturas e bordados que fizeram os vestidos parecerem telas. Eu acho que guardaria um vestido desses apenas para decorar minha casa. Por fim, escolhi o desfile da The Row para configurar entre meus top 3 pela razão oposta dos outros dois desfiles: reto, limpo, rústico, austero e incrível. <3

Não sei se vocês gostam deste tipo de post, mas espero que sim!  Quero saber a opinião de vocês. :D
Beijos, Carols