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Limpando o armário: o que sobrou dos meus acessórios!

13 maio 2016
Quem acompanha este blog sabe que Carol Burgo e "muitos acessórios" são conceitos que sempre andaram juntos, né? Mas como tudo por aqui tem mudado, os acessórios também tiveram sua parcela de transformação e eu ainda não tinha compartilhado aqui o que sobrou deles!

Mais do que mudar meu próprio estilo, eu estou em busca de mudar minha relação com as coisas que compro e uso. Quero ter aquela praticidade de perceber que tudo combina com tudo, pra que isso facilite a minha vida no dia a dia. Com os acessórios não foi diferente. Me livrei de muita coisa, mantenho apenas o essencial para dar uma bossa no look, sempre apostando em peças que não me incomodam.

Eu já fui de usar muitas pulseiras, por exemplo. Mas, apesar de ser lindo, incomoda, gente. Você não consegue almoçar se tiver um trilhão de pulseiras balançando no seu pulso, se você for pegar o saleiro a pulseira bate na comida, dependendo da pulseira ela puxa fio de blusa, esquenta o braço, enfim. Eu já usei toda a sorte de pulseiras, mas mantive no meu ~acervo~ apenas as mais práticas.

Obcecada por essa moda dos cristais!
Eu também já fui a louca dos anéis! Aliás, era um clássico Carol Burgo, a própria encarnação de Frida Kahlo. kkkkkk Usava anéis em todos os dedos, mas sempre que chegava ao trabalho tinha que tirá-los. Eu não trabalho com mouse, eu crio meus layouts usando aquelas mesas com canetinha, sabe? Coisa de designer kkkkkk E usar anéis pode ser um incômodo danado quando trabalhamos com essa canetinha. Além disso minha mão incha bastante quando está calor, então era comum eu usar os anéis pela manhã e ter que tirá-los durante o dia por não aguentar o incômodo. Por todos esses fatores, a decisão estava tomada: menos anéis, mais conforto. E assim me livrei de anéis icônicos da minha vida, sem dó nem piedade, sobrando apenas estes:

Os únicos anéis grandões que tenho agora são esses dois da Zara. Só pra dar um tcham de vez em quando!
(Ps: coloquei o relógio junto com os anéis, pois é o único que eu tenho. kkkk)

Louca dos colares? Já fui também. Mas entrei no mesmo dilema dos anéis. Incomoda o pescoço, faz nó no cabelo, eu descarto. Tem os colares longos, que eu curto ainda, mas sempre engancham na mesa quando me levando. Já arrebentei vários colares lindos dessa forma. Então estou preferindo comprimentos mais curtos, pra evitar quebrar os colares o tempo todo. Maxi-colar foi uma tendência que durou pouco na minha vida, por preguiça de colocar tanta pedra pendurada no pescoço, mas abusei bastante do uso de sobreposições e hoje faço questão de deixar meu pescoço livre, leve e solto. 

HAHAHAHAHA que miserê!!! Mas vou confessar: eu teria mais colares na minha lista, se minha caixinha não tivesse caído no chão e vários colares com pendentes de pedra não tivessem se quebrado. :'(

Eu sou APAIXONADA por óculos de sol. Acho que, de todos os acessórios, o óculos compete com o sapato pra ver quem dá mais personalidade a um look. Sua produção pode ser uma calça jeans com camiseta branca, mas se o óculos for maravilhoso, já dá outra cara ao look. Contudo eu resolvi tirar alguns óculos do armário, que não agregavam muito ao meu look do dia. Gosto de óculos com personalidade e até agora vinha escolhendo modelos meio repetitivos. Aos poucos pretendo adquirir outros formatos, cores, etc, mas por enquanto mantive esses comigo.


Gente, o que falar dos brincos? Deixa eu contar um fato pra vocês: minha orelha inflama com QUALQUER coisa que não seja prata ou ouro (ryca demais!). Então eu nunca fui extremamente fã de brincos, apesar de comprar vários. kkkkkkk Sempre fui de usar por 30 minutinhos e depois guardar na bolsa, porque minha orelha começava a queimar. Uso diariamente micro argolinhas de prata que nunca tiro, mas deixei alguns poucos brincos para ter o que usar numa festa, num casamento, num evento qualquer ou simplesmente num look poderoso.

Amo e uso todos esses brincos, mas o único que realmente não inflama minha orelha é essa bolinha amarela porque é brinco de pressão. hehehehe
Chegamos às bolsas! Ôh coisa pra eu detestar comprar é bolsa!! É o tipo de coisa que eu não curto muito escolher e acabo usando sempre as mesmas até elas ficarem nojentas e caindo aos pedaços. O problema? Aqui nas lojas de fast-fashion (onde eu posso comprar bolsas kkkk) temos uma profusão de modelos cafonas, cheios de fivelas, zípers, alças de corrente que puxam o cabelo e escorregam do ombro (quem inventou essa merda?) tachinhas, aparatos metálicos que deixam a bolsa com cara de pouca sofisticação. Como eu não curto muito comprar bolsa, fico pirangando em comprar uma bolsa cara e poderosa. Aí faço o quê? Sofro pra achar uma bolsa baratinha e legal e quando encontro só uso ela por meses. Pelo menos faço valer cada centavo gasto, né?!
Gente, olha o miserê. Dessas bolsas todas, nunca uso as de festa e raramente uso as clutches. Ou seja, sobram 5 bolsas realmente usáveis! kkkkkk
E por fim chegamos ao oásis da minha vida ~acessorística~: os sapatos! Sou LOUCA ALUCINADA por calçados, apesar de fazer péssimas escolhas de vez em quando. O que acontece é que eu gosto sempre da mesma coisa: preto, caramelo ou metalizado. Mas eu passei muito tempo querendo negar essas vontades e tentei comprar outras cores de sapatos, outros estilos, mas gente...vamo respeitar nossa natureza né? Resolvi assumir que só gosto de calçar essas cores e pronto. Tirei MUITO sapato praticamente novo do meu armário (que em junho colocarei à venda no meu brechó) e fiquei apenas com os mais amados/usados.


Eu queria colocar a procedência dos sapatos, mas são muitos!!!! Contei 25 pares e, apesar de ser uma quantia razoável, fiquei impressionada como eu diminuí para menos da metade do que eu tinha! :O Pasmem. Quando saí de Recife, eu tinha cerca de 65 pares de sapato. Inúteis, mas tinha. Portanto é uma conquista pessoal ter eliminado o excesso. Vendi muitos sapatos, doei muitos outros e assim fui deixando apenas os que mais amo. (claro que tenho tênis de academia e chinelo de praia, mas não coloquei no quesito ~estilo~ porque são meramente funcionais hehehe)

Ufa! Acabou!!

É impressionante como o conforto é uma espécie de epidemia que dá na gente. Começa com a escolha de um calçado mais confortável. Depois escolhemos uma blusinha confortável e depois simplesmente não conseguimos aguentar nada mais que incomode nenhuma parte do nosso corpo, seja anel, seja brinco, seja cabelo, seja o que for! É como se o conforto físico fosse uma necessidade de manifestação da alma, algo do tipo "me dá espaço, por favor!". Sem perceber, as coisas que escolhemos para vestir, podem nos castigar diariamente com pequenos incômodos. 

Muitas vezes a gente não tem a dimensão do que aquilo pode nos causar a longo prazo e é importante vermos até que ponto vale o sacrifício de ser musa. hahahaha Pra mim não vale mais, pois hoje, aos 30 anos, eu sofro de dores constantes que acredito ser por conta dos saltos altos. Uso salto desde os DOZE ANOS. Eu ia pra escola de salto. E com certeza todos esses anos de incômodo são responsáveis pelas dores diárias que sinto nos joelhos, na coluna e nos pés. Nada melhor do que rever nossas escolhas para termos uma vida física (e financeira!) mais confortável, né? :)

Garance Doré: o effortless chic de uma mulher inspiradora

11 maio 2016
Gente, olha que interessante: três anos atrás, lá em 2013, eu estava completando 28 anos e, naquele momento, meus anseios fashion eram outros! Em 3 anos nossa vida muda tanto e a cada experiência que vamos adquirindo, coisas dentro da gente vão se transformando, né?

Então lá em 2013 eu fiz este post aqui sobre o que eu esperava que fosse meu estilo 10 anos depois, ou seja, aos 38 anos. Me inspirei numa das minhas musas da moda, a italiana Giovanna Battaglia, cujo estilo eu sou fã até hoje.

Acontece que o mundo dá voltas e hoje eu me vejo aqui, totalmente diferente dos meus 28 anos e com desejos fashion mais diferentes ainda. Quem sofre de ansiedade como eu, é i-n-c-a-p-a-z de viver o presente. Não sei se com vocês é assim, mas eu estou sempre planejando alguma coisa para o futuro, desejando alguma coisa que ainda não tenho, trabalhando para alguma coisa que ainda nem chegou. Meu cérebro está sempre 3 passos adiante e, se por um lado é ótimo ter esse desejo de construir coisas, por outro é bem difícil viver o presente e aproveitar o momento AGORA, porque o presente é sempre o ponto onde não quero mais estar. (vou fazer terapia, depois dessa conclusão, tá?) 

Essa ansiedade toma conta de todas as esferas da minha vida, inclusive influencia no meu estilo. Olha que louco? Tô começando a construir meu armário da Carol com 30 e já estou pensando na Carol com 40, sendo que eu ainda nem cheguei nos tais 38 que eu planejei 3 anos atrás. HAHAHAHAHA Alguém me interna?

Apesar de eu continuar amando (e desejando!) aquela moda de fashion week, eu simplesmente me resignei com o fato de que essa moda não cabe no meu estilo de vida e não posso mais sofrer com isso. E, portanto, minha busca por um estilo novo, um armário novo, passa por uma série de desejos bem mais básicos de se realizar do que os anseios de anos atrás. 


Hoje, minha musa inspiradora é outra, meu ícone de "estilo para o futuro" está muito mais próximo não só da minha realidade, como do meu presente mesmo, o que me deixa um pouco mais tranquila em relação a essa ansiedade imensa que eu tenho de estar sempre me transformando de alguma forma. Hoje vou falar para vocês de Garance Doré, uma blogger, ilustradora e fotógrafa francesa adepta do melhor estilo effortless chic, ou seja: chic sem esforço.

Estou O-B-C-E-C-A-D-A por esta mulher.

Como toda francesa, Garance tem aquele "je ne sais quoi" que faz com que ela esteja sempre vestida de forma simples, mas muito, muito, elegante. Acho que é coisa que vem da alma, mas como minha alma não é elegante (sou farofa mesmo! kkkk), vou ter que apelar pro estilo.

Garance aposta sempre em peças neutras, modelagem boa, poucos acessórios e quase nada de make/cabelo. Os looks dela nunca são over e são SUPER possíveis de encontrar coisas similares nas nossas lojas do Brasil. Só numa busca rápida no google eu já encontrei esse scarpin verde na Schutz, a camisa listrada numa loja online (que agora não lembro) e a calça verde de alfaiataria tem opções parecidas na Zara e na Renner. Ou seja, é o tipo de inspiração fashion que não deixa a gente depressiva por ser um ideal inatingível.

Garance é bem real e o charme dela reside justamente nessa forma natural de se colocar no mundo. Não bastasse ter um estilo impecável, Garance ainda é uma super ilustradora de moda, uma fotógrafa de mão cheia (ela sempre cobre o streetstyle de várias fashion weeks) e lançou seu livro de lifestyle e estilo. O blog dela também é cheio de dicas de beleza, moda e entrevistas bacanas com mulheres interessantes. Tudo orquestrado de forma muito leve e charmosa.



Não só o estilo dela me inspira, mas todo o trabalho que ela desenvolve na vida, no blog, nos livros, nas fotos. Não é o tipo de blogueira de quem eu seria "a melhor amiga". É o tipo de mulher que me inspira pra vida, de quem eu gostaria de ser aprendiz, trabalhar com ela, aprender com ela. Que coisa né? A gente se relaciona virtualmente com as pessoas e cria admiração por elas assim, através de uma telinha.

Resumindo, hoje meu armário caminha para esse sentido, o sentido Garance Doré. O sentido trés chic, o sentido simplificado da moda e eu não poderia deixar de compartilhar com vocês uma das minhas maiores fontes de inspiração!

E vocês? Quem são seus ícones de moda no momento? Já conheciam Garance?


O que as cores podem dizer sobre nós

03 maio 2016
Como falei nos posts anteriores, mais do que organizar o armário e selecionar novas peças, eu estou também definindo as cores que quero usar na minha vida. E explico o porquê disto: eu adoro trabalhar com cores, tudo que eu crio é extremamente colorido, eu compro muita coisa colorida, mas eu não me sinto mais tão confortável usando roupa colorida. 

Não sei até que ponto o fato de ter sido criada num país como Portugal, onde a maior parte do ano usamos roupas de frio (que geralmente não são coloridas) influenciou no meu apego às paletas mais escuras, mas o fato é que eu me sinto infinitamente mais confortável com uma gama bem restrita de cores sobre a pele. 


Neste processo de transformação sobre o qual eu tenho falado quase que exaustivamente neste blog, tenho levado em consideração vários aspectos para a construção do novo armário: modelagens, tecidos, comprimentos, formas, cores. Mas o principal componente tem sido essa avaliação psicológica constante das minhas escolhas. O porquê de eu me sentir bem com isto ou aquilo. O porquê de rejeitar certas coisas e amar outras. Tudo está passando pela minha peneira mental e alguns insights têm ocorrido durante minhas reflexões. Um desses insights veio justamente quando pensei sobre as cores que visto: verde, preto, cinza, verde, preto, cinza...

Como muitas de vocês sabem, existe um tipo de profissional de moda que nos ajuda a definir nossa paleta de cores ideal. É a Consultora de Imagem quem auxilia na tarefa de transformar nosso estilo  e isso passa por uma análise da paleta de cores que combina mais com nossa pele, olhos, cabelo, que evidencia nossos pontos fortes, ilumina o rosto, etc, etc. 

Eu não tenho nenhuma consultora pra me ajudar nessa avaliação, então estou seguindo minha intuição e montei uma paleta de tons que me deixa realmente feliz de usar. Segundo minha amiga Talita Mattos, que é consultora de imagem, minhas cores preferidas se encaixam numa paleta de Outono Profundo. Fui catar essa paleta e realmente lá estavam todas as minhas cores preferidas, mas também algumas que eu não uso nunca. Então optei por trazer pro post apenas as cores que realmente me agradam e falar um pouco sobre essas escolhas.

Quando estudei publicidade lembro de ter lido um livro chamado Psicodinâmica das Cores e achei muito interessante ver como que cada cor emana um tipo de "energia". Não no sentido espiritual (mas também, se você for pensar por essa vertente), mas no sentido psicológico mesmo, de como as cores causam impactos diferentes no cérebro das pessoas.

Então, além de selecionar minhas cores preferidas, eu resolvi fazer um paralelo entre a minha paleta e as minhas características de personalidade mais evidentes. Mais uma vez aviso que tudo isso aqui é pura experimentação e intuição mesmo, mas se pesquisarmos um pouco sobre o significado das cores, podemos ver como certas características tem tudo a ver com a gente. heheheh Confesso que foi uma espécie de terapia, tentar entender que traços meus (defeitos e qualidades) são representados pelas cores que visto, mas achei o exercício muito interessante e acho que é um tópico legal para compartilhar por aqui. 

Dividi minha análise de cores em 4 esferas muito importantes da minha vida, que dizem muito sobre minha personalidade. São elas: esfera profissional, pessoal, emocional e social. (Emocional e Pessoal estão intimamente ligadas, mas coloquei em tópicos separados pra ficar mais claro)

As 3 primeiras cores da minha paleta são o preto, o cinza e o taupe, uma espécie de marrom bem escuro e desbotado e, no meu entendimento, elas representam bem a minha energia profissional. Algo como "noite", "concreto" e "chão". Não, eu não sou uma bruxa má kkkkkkk, mas meu ascendente em capricórnio é quem manda as cartas nesse jogo. Eu sou muito séria trabalhando. Muito mesmo, mal converso com as pessoas. Adoro trocar ideias, mas quando sento pra trabalhar eu sei que sou uma espécie de maquininha que foca e não para. Sou muito concentrada, objetiva, prática, detesto perder tempo com besteira. Sou ambiciosa, não no sentido ruim que as pessoas dão à palavra, mas no bom sentido, o sentido de quem almeja sempre fazer mais, fazer melhor, crescer na carreira (quando eu tinha uma kkkkkk), ser reconhecida. E por isso sou competitiva, mais uma vez não no sentido de passar as pessoas para trás, mas de correr atrás do que eu quero e superar qualquer situação.

Além disso sou aquele tipo de profissional muito resiliente, resistente a quase todo tipo de provação. Já fui humilhada por cliente, já vi meu trabalho sendo jogado fora mil vezes, já levei esculacho de chefe, já fui injustiçada, mas nunca derramei uma lágrima de sofrimento por nada disso, simplesmente porque, no âmbito profissional, eu não me permito esse tipo de reação. Por quê eu não me permito? Porque meu ascendente é capricórnio, ele quer passar uma imagem industriosa e eu deixo ele fazer o que ele quiser comigo. HAHAHAHA

Então essas 3 cores representam bem essa espécie de "escudo" emocional que eu uso no meu universo profissional. O que isso faz de mim? Com certeza eu não sou a pessoa mais amada do trabalho - já que eu não sou de conversar muito kkkkk - mas sempre fui muito respeitada e admirada por onde passei e eu gosto dessa sensação. 

É por isso que essas 3 cores me fazem sentir segura: é como se elas me dessem essa força "indestrutível" que eu preciso tantas vezes na minha vida pessoal.


Olha, dizem que depois dos 30 nosso ascendente é quem mais comanda nossa personalidade e eu estou começando a acreditar piamente nisso. Toda a inconstância libriana continua aqui dentro de mim, firme e forte, mas em muitas coisas eu tenho sido cada vez mais capricorniana, mais teimosa, mais afirmativa. A esferal pessoal não escapou dessa influência!

Escolhi 4 cores que eu amo para representar minha esfera pessoal: verde oliva (ou musgo ou militar), verde escuro, marsala e terracota. São cores 100% terrenas, cores de tudo o que brota do chão. De mata, de fruta, de terra. E traduzem bem o tipo de pessoa que eu sou: extremamente terrena, rústica no sentido de ser meio sincera demais, ter um jeito quase grosseiro de falar kkkkkkk, sem muita paciência para dramas. Natural e crua no sentido de não ser muito adepta de nada que seja forçado: seja uma convenção social, seja um preceito que possa me podar de alguma forma, enfim. Toda aquela diplomacia libriana NÃO EXISTE em Carolina Burgo. Eu não gosto de cinismo, nem hipocrisia, nem politicagem, nem fingir sentimentos. Pense numa pessoa transparente? Sou eu.

Outro ponto dessa paleta terrena é o fato de eu ser realmente...terrena. Aquela pessoa que ama estar com os pés no chão literalmente. É uma coisa emocional tão forte na minha vida que só explicando a dimensão disso pra vocês entenderem: eu enjoo em TODOS os transportes públicos. Avião, ônibus, carro, táxi, barco, moto. Acho que só não enjôo em metrô porque ele é DEBAIXO da terra. Todos os demais eu enjôo ou passo mal ou tenho medo. Minha pressão cai, eu tenho pânico, eu fico desconfortável em qualquer situação onde meus pés não estejam em terra firme. A primeira coisa que eu faço quando chego em casa? Andar descalça. Meu pé é motivo de lavagens intensivas a cada banho, porque ter os pés no chão é importante pra mim e desde criança sempre foi assim. Minha certa negação com tudo que é astral, espiritual, aéreo, espacial também é outra coisa que denuncia o quanto eu sou terrena e apegada a esse mundão. Que louco isso né?


Esta é a parte da paleta onde entra a instabilidade emocional libriana. Hoje eu sou alegria, amanhã estou chorando num cantinho com uma crise existencial. Tem sido assim a minha vida inteira. hahahaha. Juntei 3 cores suaves para definir esses traços de personalidade, pêssego, offwhite e beige, e reuni 4 características bem minhas: desatenta, frágil, insegura e desapegada. 

Eu me sinto frágil muitas vezes. Uma espécie de desamparo e insegurança absurdos que me acometem a cada 5 horas. kkkkkkk Ainda não analisei o porquê disso, mas é um fato. E isso atrapalha um pouco algumas tomadas de decisão muito práticas da minha vida. Então toda a energia "focada e objetiva" que eu consigo desenvolver trabalhando para os outros, eu simplesmente não canalizo para a minha esfera emocional e ela fica meio caótica, às vezes. A parte boa é que eu sou desatenta e desapegada, então tudo o que me faz mal ou eu esqueço com o tempo, ou vou deixando pra trás. E isso serve para tudo: memórias, experiências, trabalhos, lugares, pessoas. O passado pra mim tem tão pouca importância, que eu esqueço uma boa parcela das coisas que já aconteceram na minha vida, até momentos marcantes, minha memória apaga completamente. E também não sou de ter muita saudade de nada nem de ninguém. Simplesmente lá vou eu seguindo em frente sem olhar pra trás, levinha e desapegada.

O pêssego define a característica mais marcante dos meus trabalhos "emocionais": que é essa busca pela suavidade, leveza, doçura e poesia em tudo que pinto, desenho, escrevo, produzo. Então foi uma cor que eu resolvi incorporar ao meu armário recentemente, porque traduz uma característica da minha personalidade que eu gostaria que fosse mais evidente até (mas daí vem a paleta terrena e meio que soterra isso tudo hahaha).
Por fim selecionei duas cores que representam minha esfera social: magenta e âmbar (aqui podem considerar dourados também). Cores quentes e vibrantes! Esta sou eu numa mesa de bar. A pessoa que provavelmente mais chama a atenção na mesa pela gargalhada altíssima e as piadas infames. Mas essa é uma parcela pequena da minha persona (e do meu armário) e só aparece quando estou no meio de amigos próximos e familiares, pessoas nas quais confio e ao lado das quais eu posso falar todas as minhas abobrinhas sem medo. hehehe É uma parcela que eu praticamente ofereço de presente a quem me ama, porque na maioria do tempo eu sou uma mistura das outras paletas todas e esta aqui fica meio esquecida.

Como vocês viram, minhas cores preferidas são mais quentes, mais escuras, mais "introvertidas" mesmo. Quase como se eu precisasse vestir uma caverninha meio sem luz. hahahaha Não sei se vocês notaram, mas não tem um azul sequer nas minhas cores. Azul é uma dessas cores que me incomoda mesmo. Adoro o azul no céu, do mar, da paisagem, mas não em mim. No máximo um azul marinho escuro. Já tive roupas azuis, claro, mas sempre estão entre as primeiras a serem dispensadas do meu armário. Que doido né?

Azuis e verdes claros representam harmonia e saúde, duas coisas que eu não tenho na vida. kkkkkk Roxos e lilázes representam espiritualidade, outra coisa que eu não possuo. hehehehe Em compensação os tons quentes, terrosos, representam força e energia, que são duas características bem marcantes da minha personalidade.
Por fim, eis as cores que menos gosto. Nem preciso dizer que são todas as cores da paleta de verão né? Todos os tons abertos demais, coloridos demais ou azuis, não estão entre as minhas preferências de vida. Em alguns momentos eu comprei e usei roupas de todas essas cores porque eu entendia que eu tinha "preconceito"com elas, mas me arrependi amargamente depois. 

Uma das coisas que aprendi não só com os 30 anos, mas com a quantidade absurda de roupa que me desfiz, é que não adianta forçarmos determinadas coisas, e cor é uma dessas coisas. Existe gente que é mega colorida e que bom. Existe quem não é e que bom também. O que é lindo no outro, não necessariamente vai nos fazer feliz em frente ao espelho, e por isso eu simplesmente restringi meu armário a essas cores para me sentir melhor, mais confiante, mais confortável.

É claro que uma pessoa ultra colorida pode ser uma pessoa super tímida, ou vice versa. Estilo não é regra e cor muito menos! Mas eu, Carolina França Burgo kkkkk, identifiquei pontos da minha personalidade nas cores que gosto de vestir e achei interessante esse paralelo psicológico, ainda que minha análise seja bem pessoal e subjetiva.

Atualmente estou olhando APENAS para roupas dentro dessa paleta reduzida. Isso facilita minhas escolhas na hora de vestir e otimiza meu tempo e dinheiro na hora do comprar. E de quebra, eu ainda visto cores que traduzem pelo menos uns 90% do que vai na minha alma. O saldo é positivo!

E vocês, já pararam pra olhar pra cor das suas roupas como extensões da própria personalidade?

Desapego necessário

17 fevereiro 2016
Estou eu com 30 anos, empreendendo num mercado bem difícil (esse da moda), numa crise de idade, de perspectivas (tô eternamente em crise com as notícias do Brasil), de tudo. Eu passei 10 anos trabalhando em agência e uma das coisas mais desafiadoras da minha profissão de criativa era justamente ter meu cérebro desafiado constantemente. Ora agora, por mais que eu precise de criatividade para pensar nas coleções da Prosa, o fato é que 80% do meu tempo é dedicado a tarefas que exigem muito pouco da minha inteligência, como por exemplo, embrulhar encomendas, ir aos Correios, pagar contas, passar roupas, buscar costuras. Mesmo sem querer desmerecer esse trabalho que é digno como qualquer outro, é inevitável que eu sinta meu cérebro atrofiando aos poucos com essas tarefas tão mecânicas. E, por incrível que pareça, isso influencia muito nos desdobramentos criativos da minha vida, desde a forma como eu me visto (quando tenho vontade de pensar no que vestir, né?), até minha vontade (quase nula) de escrever, pintar, tirar fotos pro blog, fazer colagens ou qualquer outra atividade que eu exercia por distração e que agora eu não exerço de todo, tamanho é o deslocamento da alma.

Apesar de não ser de hoje que eu bato nessa tecla de rever meu estilo pessoal e tudo que tem no meu armário, foi só ontem que eu parei para DETONAR tudo o que me incomodava dentro dele. Esse processo tem uma componente emocional muito forte, que eu adiei o quanto pude para enfrentar, porque eu sabia que me livrar de todas as roupas seria um ato de "destruição" pessoal. De peça em peça eu fui retirando da minha vida as várias Carolinas que eu guardei até agora. A Carolina baladeira das roupas de paetê, a Carolina despojadinha com short rasgado e mix de pulseiras, a Carolina publicitária de allstar e camisa xadrez, a Carolina perua de vestido coladinho de oncinha. Várias facetas que não fazem mais sentido pra mim, ainda que eu esteja em busca do que faz sentido.

O desapego foi imperativo e, se por um lado o sentimento foi de libertação, leveza, por outro foi um momento de exaustão dos sentidos. Anos acumulando fardos e cabides das inúmeras peles que eu criei e vesti. Dezenas de peças sem propósito, coisas que ainda cabem no corpo, mas não cabem mais na alma. Naquele momento meu desejo era zerar o armário, me livrar de tudo mesmo, como se fosse uma negação de mim mesma, mas ainda não tenho o desprendimento necessário para desfilar minha completa nudez. Então tirei tudo o que foi possível para que eu me mantivesse vestida pelos próximos tempos, até ter $$ pra ir montando um novo estilo pra mim, uma nova Carolina, quem sabe.

Por fim o que sobrou no armário foi tudo de mais neutro e simples que eu poderia encontrar. Peças que não me incomodam, mas também não me fazem suspirar. Uma espécie de pausa nos sentidos, para que eu encontre um caminho novo para recomeçar meu estilo. Eis aqui a seleção das sobreviventes!






É incrível como nosso armário diz tanto sobre nosso estado de espírito. Eu confesso que estou bem introspectiva ultimamente e isso está visível nas roupas que escolhi manter no guarda-roupa. Eu sempre digo que nosso estilo é um texto poderoso sobre quem somos, mas obviamente que esse texto só faz sentido se nós formos fiéis à nossa essência na hora de escolher o que vestir. O que percebi claramente é que a cor foi praticamente eliminada do meu armário. Tudo é preto, cinza, verde musgo e offwhite. Um ou outro ponto de cor aqui e ali só pra eu não dizer que estou morta. Risos. Estou optando pela sobriedade, para que as cores não confundam ainda mais meus sentidos.


Listrado não é cor, mas é uma fixação que tenho tido ultimamente e meu armário é puro repeteco de listras. Tirando o amarelo ocre e umas pitadinhas de magenta escondidas por aí, o resto é isso que vocês estão vendo: uma paleta de cores super invernal, taciturna, obscura, em pleno verão carioca. E é aqui que entra uma breve análise das minhas escolhas "fashion": eu resolvi entender em que estado de espírito anda meu armário.


E a resposta é: inverno.

Eu tirei mais de 10 sacolas de roupas para doação e aproximadamente 200 peças para fazer meu brechó online. Fiquei com 86 peças de roupa, mas mais da metade são roupas de inverno. Então hoje tenho exatas 33 peças para montar meus looks de verão e ainda não parei para exercitar as possibilidades. Também encontrei um desequilíbrio drástico entre partes de cima e de baixo. Existe uma "proporção ideal" na produção de moda que seria de 2 partes de cima para cada parte de baixo e eu, como vocês podem ver, estou pouquíssimas opções de blusa em relação às partes de baixo, mas aos poucos vou ajustando o armário para algo mais funcional.

O fato de eu ter formado minha personalidade num país frio como Portugal, faz com que eu sempre invista melhor em peças de inverno mesmo estando no Brasil. É uma espécie hábito ou de conforto emocional, apego a uma parte muito significativa das minhas raízes e, portanto, foram justamente as peças de inverno que eu tive mais problemas em desapegar, porque eram também as peças de melhor qualidade.

Em contrapartida percebi que tinha muita roupa de verão, mas todas de má qualidade, compradas em fast-fashion baratinha. Roupas que não agregavam nada ao look e serviam apenas para encher o armário. Dezenas de blusinhas que viram pijama ou roupa de academia hahaha. Tirei tudo. Deixei o básico-vou-ali-na-esquina e alguns desses básicos serão substituídos por outros básicos de maior qualidade muito em breve.

Meu guarda-roupa continua cheio de roupa velha, mas depois desse desapego tão gigantesco, vai ser mais fácil remodelar seu conteúdo novamente. Daqui pra frente quero comprar somente roupas boas relevantes! Ainda que meu estilo continue básico, que esse básico seja, no mínimo,  muito sofisticado. :D


sobre roupas e decisões

22 dezembro 2015
Falávamos sobre como a vida adulta é cheia de pequenas dificuldades e inúmeras decisões desimportantes, quando meu namorado virou pra mim e falou: "amor, sabe por que os grandes homens de negócios vestem todos os dias a mesma roupa? aquele terno, gravata e camisa branca? Pra não ter que lidar com decisões fora do trabalho." Naquele momento eu não sabia dessa informação - depois encontrei uma matéria sobre o assunto - mas foi como se uma verdade gigantescamente óbvia estivesse caindo no meu colo.

Mas como assim, vestir a mesma roupa? Vamos lá: Steve Jobs = camisa preta e calça jeans. Mark Zuckerberg = camiseta cinza e calça jeans. Karl Lagerfeld = blazer preto, camisa branca e óculos escuros. Michael Kors = blazer preto, camisa preta e calça jeans. Estes são só alguns exemplos, mas existem muitos outros. Usar sempre roupas iguais pode parecer uma falta de criatividade imensa, mas se pararmos para pensar na quantidade de coisas que podem ser transformadas na nossa vida só pelo fato de  não termos que decidir o que vestir, aí a ideia muda de figura.

1) A primeira de todas é uma óbvia assinatura de estilo. É inegável que a repetição se transforma em marca pessoal e a gente acaba sendo reconhecido por aquilo. Eu, por exemplo, uso tanta saia midi que é como se qualquer outra roupa/comprimento não fosse mais a minha cara. É como se, ao encontrarmos nossa assinatura de estilo, a gente tivesse encontrado a formulinha que dá certo e isso traz um certo conforto na alma.

2) Quando usamos sempre a mesma roupa (lavando, claro!), diminuímos muito o tempo que gastamos com tudo que envolve a manutenção de um armário com muita variedade. Economizamos tempo para escolher a roupa, para comprar algo novo, para lavar, passar e organizar o que temos. E como o tempo é algo cada vez mais valioso para nós, gastá-lo com essas pequenas decisões acaba gerando minúsculos estresses que se acumulam com o passar do tempo. Parece exagero né? Mas digo por experiência própria que já perdi as contas de quantas vezes gastei muito tempo escolhendo uma roupa, depois trocando, depois sofrendo por achar que não tinha nada pra vestir, depois saindo pra comprar algo novo pra tal festa imperdível, e aí comprei também um sapato pra combinar e quando percebi tinha torrado horas (e dinheiros!) valiosas do meu dia em busca de uma roupa que usei apenas uma vez. Acontece com todas nós.

3) Roupas iguais, armário enxuto. Por isso que a ideia do armário-cápsula está fazendo tanto sucesso. Tem coisa mais prática do que você ter apenas 37 peças de vestuário (contando sapatos!) com que se preocupar? Isso gera menos consumo, menos estresse e mais economia.

4) A partir do momento em que você decide limpar sua vida de peças supérfluas e focar em utilizar bastante tudo o que você tem, repetindo seus looks até a exaustão, você começa a optar por comprar peças de mais qualidade, mais bem acabadas, melhores tecidos, por que sabe que o preço vai compensar a durabilidade daquele item e assim você vai parar de comprar blusinha de quinta categoria na fast-fashion mais próxima.

Resumindo: você economiza tempo, dinheiro e paciência.

Mas aí a gente pensa: poxa, vestir sempre a mesma coisa? Que boring! Até parece falta de criatividade! Mas, como profissional criativa, que sempre trabalhei nessa área, eu posso afirmar uma coisa pra vocês: criatividade demanda tempo, não brota em árvore, dá trabalho e, por isso, às vezes é importante ter um "setlist" de looks repetidos para nos salvar de um dilema que, na real, não precisaríamos ter. É claro que isso não quer dizer que você vai deixar de ser fashionista e virar molambenta (apesar de você poder fazer isso, se quiser) e sim que você vai selecionar BEM melhor tudo que entra no seu armário pra não ter crises de indecisão.

Longe de mim querer me comparar a Steve Jobs, né gente...mas quando eu resolvi adotar um estilo mais "minimalista", foi pensando em simplificar minha existência fashion e diminuir a quantidade de roupas (e decisões!) que acumulo. Explico: sou libriana e, por mais que pareça ridículo, acredito muito que minha personalidade é incrivelmente regida pela minha conjuntura astral cada um com suas crenças. kkkkkkk. E por ser libriana, tomar decisões pessoais (minhas decisões profissionais são regidas pelo meu ascendente em capricórnio! kkkkkk) é tipo o pior pesadelo da minha vida. Cardápios de restaurante são como maçaricos queimando meus olhos. O pavor é tanto que eu paraliso diante de decisões ridículas como "comer sorvete de tapioca ou pistache?" Por esses motivos, me vestir também se tornou uma fonte enorme de angústias, além de muito tempo gasto trocando de roupa, odiando, desistindo.

O fato de ter um blog onde exponho o que visto também não ajuda muito nesse processo de decisões fashion porque, de alguma forma, eu me sinto na missão de trazer ideias legais pras minhas leitoras, looks inspiradores, ousados, arrebatadores (na medida do possível da minha realidade financeira kkkk) e nem sempre um basiquinho é meu ideal de inspiração. Na verdade o basiquinho, normcore, minimalista está longe de ser o tipo de "moda" que faz meu coração bater mais forte, mas foi esse o caminho que eu encontrei para economizar tempo e angústias na minha vida. E, apesar de não ser o estilo que faz meus olhos cintilarem, é com certeza o que mais me tem feito feliz.


Fotos: mamain <3

Então, para ilustrar todo esse blá blá blá, aqui está um dos looks que mais tenho usado nos últimos tempos: blusa ciganinha e calça cropped. Tenho apostado muito em peças básicas e como raramente encontro algo legal, fresquinho, sem ser poliéster, eu mesma criei uma série de peças assim para a Prosa. Tô chegando no nível de consumo que sempre sonhei: aquele em que eu mesma mando produzir minha roupa. hahahahah

Mesmo com o calor intenso do Rio de Janeiro, ainda não consegui parar de usar preto o tempo todo. Já falei pra vocês que essa é a minha ~cor da segurança~ né? Então como estou numa fase mais introspectiva da minha vida, questionando tudo, pensando mil coisas (mas sem decidir nada, óbvio hahaha), o preto tem sido meu "manto da invisibilidade" #harrypotterdetected e eu me sinto verdadeiramente forte usando essa cor.

Gente, que papo de louco foi esse? Steve Jobs, astros, decisões? Comecei falando de uma coisa, terminei falando de outra. Tenho passado tanto tempo sem escrever aqui que estou perdendo a capacidade de concatenar ideias! Me perdoem. :P


Blusa: Prosa, R$ 119 aqui | Calça Cropped: Prosa, R$ 159 | Tênis: Adidas Stan Smith, presente da marca | Colar e Pulseiras: Mercado Bossa | Relógio: Cluse Watches | Óculos: Loucos por Óculos, R$ 110 | Bolsa: presente da irmã | Batom: um mega velho da L'Oréal Paris.


Heavy Mix

16 outubro 2015
Falando em estampas, hoje resolvi postar um dos looks que montei para o vídeo que postei ontem. Já usei este mesmo look outras vezes, mas ainda não tinha tido a oportunidade de fotografar decentemente a produção, para vocês verem todos os detalhes. Essa ~montação~ traduz muito bem o que eu sou e gosto e nada mais apropriado do que usá-lo no dia em que faço 30 anos. Sim, virei balzaca, e em breve teremos post reflexivo sobre este momento. Mas por enquanto vou aproveitar meu dia deixando a cabeça bem leve e vazia na medida do possível.


Fotos: Aimara Geissler

Aí vocês me perguntam: "Como você está aguentando usar essa roupa nesse calor senegalês do Rio????" Não estou, né, amigas. Como já usei este look outras vezes e nunca tinha fotografado ele, montei novamente só para mostrar pra vocês toda a excentricidade e ~interessância~ dessa produção. Depois de tirar as fotos, coloquei um biquini e corri pra dar um mergulho no mar. Parece que o verão chegou de vez ao Rio e a sofrência pra escolher o que vestir vai começar. hehehehe

Espero que gostem desta inspiração e se atrevam a misturar estampas improváveis usando as dicas que dei no vídeo!

Blusa: Zara, R$ 79 na promo | Saia: Saara, naquelas lojinhas indianas, R$ 35 | Bolsa: Mialegra, R$ 89 | Scarpin: Santa Lolla, R$ 145 na promo | Colar: da Feirinha Hippie de Ipanema, esqueci o preço | Óculos: roubado da irmã hehehe

Mix de estampas para todos os níveis

15 outubro 2015

O vídeo não está com grande qualidade, o som não é uma maravilha, a edição não é um primor, mas eu juro que é de coração! hahahaha Está no ar mais um videozinho caseiro/tosquinho feito para vocês! <3 Como vocês sabem, eu sou a louca do mix de estampas. Mesmo nesta minha fase mais minimalista, não dispenso um bom look estampado e resolvi fazer um vídeo com 3 sugestões de mix para facilitar a vida de quem não sabe/consegue/tem coragem de sair misturando tudo. Já fiz alguns posts sobre mix de estampas aqui no blog, mas é muito mais emocionante ver em movimento né? #carolyoutuber




O vídeo é curtinho, como sempre, mas vale a pena vocês assistirem e, sim, fazerem isso em casa. hehehe


beijos carols

Minimal, not boring.

23 setembro 2015
MINIMALISMO


substantivo masculino: princípio de reduzir ao mínimo o emprego de elementos ou recursos.



Mesmo nessa fase minimal, onde tenho buscado investir cada vez mais em visuais simples, básicos, com pouquíssímos acessórios e elementos, é impossível não querer sair colorida ou estampada em algum momento da vida, simplesmente por que minha essência é assim. Então, dentro da minha nova proposta de looks, é um verdadeiro desafio encontrar uma forma de adaptar esse estilo mais sóbrio ao contexto das cores e estampas.



Quando pensamos em minimalismo, automaticamente vem à mente uma paleta de cores que varia entre preto, branco, cinza e azul marinho e se distribui em peças sequinhas, lisas e com modelagens simples. Mas o minimalismo é uma forma de reduzir qualquer ideia/conceito/decoração/estilo ao mínimo de interferências possível para destacar apenas o essencial, e isso não significa excluir cor ou estampa, mas escolher apenas um conceito central para sua proposta minimalista.

Peguei alguns looks como referência de que é possível encaixar esse conceito dentro de uma paleta de cores e estampas mais interessante sem, no entanto, perder a essência do movimento.


O que eu entendo, e posso estar errada, é que usar cores e estampas não invalida o minimalismo. A ideia é usar a menor quantidade de interferências junto aos elementos principais de um look e por isso é sim possível criarmos um visual mais clean sem precisar sair de casa sempre vestida de preto, desde que saibamos onde vamos fazer a "limpeza" no look. Por isso hoje vim assim:






 Resolvi montar um look com mix de estampas dentro de uma paleta sóbria de 4 cores: preto, branco, azul marinho e amarelo (e um rosa muito pálido ali no meio). Usei apenas uma bolsa simples branca e uma sandália igualmente branca e NENHUM outro acessório, além das flores meramente cenográficas. Também usei apenas uma maquiagem muito básica, fechando assim meu look minimalista estampado. Em outras situações eu poderia ter adicionado um batom vinho, um colar, um óculos escuro e anéis para dar uma ~incrementada~ na produção, mas hoje reduzi o conceito do look estritamente à mistura de uma estampa gráfica (a saia listrada) e uma estampa floral menos "florzinhas",  mais moderna.

Será que fiquei minimalista dentro do possível num mix de estampas? Ou só vale mesmo a roupa lisa?

Blusa: Zara, não lembro o preço | Saia: Zara, R$69 | Sandália: Zara, R$ 79 | Bolsa: Miallegra, R$ 89