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Um novo lugar favorito

25 maio 2015
Sou dessas que chego num lugar e já vou elegendo lugares preferidos. É uma forma de criar laços afetivos, ainda que momentâneos. O namorado mora em BH, todo mundo já sabe, mas nós não sabemos até quando e não parece que esta cidade encantadora será seu último destino. Por isso, já que vou pelo menos uma vez por mês, tratei de criar apego a um lugar em especial: o CCBB.




Ao contrário do Centro Cultural Banco do Brasil aqui do Rio, o CCBB de Belo Horizonte é infinitamente mais tranquilo e bem menos cheio. Isso nos proporcionou a possibilidade de ver a exposição do abstracionista Wassily Kandinsky sem precisar enfrentar filas de um quarteirão. Além das exposições tem também o Café com Letras, um restaurante tão delicioso quanto o Brasserie Brasil do CCBB do Rio. Ou seja, dá pra ver coisa linda e ainda encher muito bem a barriga, com comida maravilhosa.

E tem mais: o CCBB fica bem na Praça da Liberdade onde, em volta, se espalha um dos maiores circuitos de museu do Brasil. Não visitei os outros ainda, mas a certeza que fico é que BH tem ótimas opções culturais além da óbvia beleza da cidade e dos grafitis lindos, que deixam qualquer passeio mais incrível.

Então neste sábado foi basicamente isso que eu e o namorado fizemos. Visitamos a exposição, sentamos no banquinho da praça pra apreciar um senhor que tocava sanfona, tiramos umas fotos, fomos felizes e tranquilos e nosso sábado passou devagarinho.

No domingo nos dedicamos à jardinagem! Igor está enchendo a varanda de plantas (#projetojumanji hahaha) e sempre que eu vou nós dedicamos um tempinho a mexer nos vasos, trocar as plantas de lugar, plantar novas mudas. Desta vez criamos um jardim de cactus, enquanto tomávamos vinho, e esse foi o ponto alto do nosso domingo. hahahahahah Passamos o resto do dia assistindo Chef’s Table, um programa incrível do Netflix.

Ah, esqueci da sexta-feira!!!! Assim que eu cheguei na sexta, fomos ao Dub, na varanda do Maletta. Essa dica foi dada pela Maria Letícia Ticle, leitora aqui do blog, a quem somos eternamente gratossss! A-M-E-I o lugar, a vibe alternativa do Maletta (é a minha cara!) e o Dub é sensacional. Além do drink maravilhoso que eu tomei (escolhi o Mari), nós comemos um hambúrguer de chorar! Bom demaissss! #ficadica

E este foi mais um fim de semana em BH! Um "até breve" pra cidade que já conquistou meu <3

Beijos, Carols

3 lugares saborosos em BH

21 maio 2015
Oba!! Mais uma vez estou a caminho da terra do pão de queijo pra visitar o boy. Que dureza essa vidaaaa! #namoradadramática. Sempre que vou a Belo Horizonte faço questão de explorar as programações mais casalzinho ever por que já que o namorado não está no Rio para um cinema em plena quarta-feira, então temos que fazer tudo num fim de semana só. As programações variam entre chorar assistindo Os Miseráveis embaixo do cobertor (Igor não chora, ele dorme kkkk), até redecorar o apartamento do bofe, ir ao supermercado, cuidar da horta na varanda e fazer jantarzinhos improvisados à luz de velas. <3

Mas é claro que nós reservamos sempre um tempinho para visitar uns lugares legais da cidade (ainda conheço pouco) e comer em locais bacanas, com comida deliciosa. Aliás, onde se come mal em Minas ein? Eita lugar bom pra engordar!!! Daí que eu resolvi fazer um postzinho sobre 3 lugares bem bons que comemos da última vez que estive por lá! São eles: Café com Letras, Xapuri e Udon.



1) O Café com Letras é meu xodó. Primeiro por ser localizado dentro do CCBB de BH, o que confere toda aquela aura intelectual e extremamente interessante ao local. Das vezes que fui provei um risoto incrível, um medalhão com batatas rústicas, um carpaccio e um petit gateau mais divino da minha vida. É tudo muito gostoso, ainda mais acompanhado com um vinhozinho Carmenérè que eu amo.

2) Xapuri foi uma novidade. Saímos da Lagoa da Pampulha e fomos comer num restaurante de comida típica mineira: muita carne e feijão tropeiro à vontade! Minha única ressalva: tudo leva pimenta e taí uma coisa que eu odeioooo! Percebi que o tempero era delicioso, o lombo assado era sensacional, o tropeiro bem feito, mas tudo era apimentado, então eu simplesmente não consegui comer. :( Mas pra quem curte comida ardida, a pedida é ótima. Igor amou. Mas o que eu amei mesmo foi um bolinho com café que eles oferecem na saída do restaurante! Tive vontade de levar vários dentro da bolsa. hahahaha Brinks! Comi vários lá mesmo. :P

3) Udon! Confesso que eu não sou muito fã de comida japonesa. Esse papo de peixe cru não cola comigo, então eu como apenas os sushis fritos. haahahaha Hot Filadélfias e todos da mesma família. E foi justamente os sushis fritos que nós pedimos. Sério...tá pra nascer coisa mais deliciosa que esses Ebis do Udon. Tô salivando enquanto escrevo este post.

A vida gastronômica em BH é uma coisa de louco. Todos os lugares que fui são maravilhosos e até a pizza do Verdemar (um supermercado!!!!) é uma das mais incríveis que já comi na vida. Sempre que visito a cidade, eu e Igor vamos ao Verdemar comprar iguarias para preparar qualquer coisinha em casa, já que esse supermercado tem todo tipo de produtos diferentes e sucos maravilhosos (juro que não é merchan! hahahaha) E foi justamente desse hábito de fazer comidinhas que nasceu a Burgo & Tedesco Trattoria (sim, o sobrenome dele é Tedesco. Não, ele não é filho da Nazaré. Não, ele não me joga da escada!). HAHAHAHA

Claro que essa trattoria não existe a não ser nas nossas noites de culinária caseira, mas resolvi compartilhar mais esta dica com vocês: a receita das nossas mais maravilhosas bruschettas (pediram no instagram kkkk)! Tentamos fazer igual à bruschetta que comemos em Ouro Preto e chegamos quase lá!



Ingredientes para 5 bruschettas:

Azeite

1 folha de louro

1 pão italiano para fatiar

1 pacotinho de extrato de tomate

15 tomatinhos cereja

3 dentes de alho bemmm picadinhos

Orégano

Manjericão

Queijo Parmesão Grana Padano


Modo de Preparo:

Cubra as fatias de pão com azeite e deixe o pão absorver bem essa delícia. Refogue o extrato de tomate em azeite, com o alho, o orégano e a folha de louro. Adicione uma pitada de sal e uma pitada de açúcar (o açúcar tira a acidez do tomate) ao molho. Depois de pronto, espalhe sobre as fatias de pão azeitadas. Use um recipiente que possa ser levado ao forno. Corte os tomates-cereja ao meio e distribua pelas fatias de pão. Coloque orégano por cima, junto com as folhas de manjericão. Se possível, é bom ralar o queijo parmesão em casa mesmo. Depois de ralado, cubra bem as bruschettas com queijo e leve ao forno por aproximadamente 30 minutos ou tempo suficiente para os tomatinhos ficarem assados e o queijo bem derretido. Abra um vinho, acenda velas e seja feliz no friozinho que se aproxima. <3

Beijos, Carols

Uma visita a Inhotim

27 janeiro 2015
Antes de falar da minha visita relâmpago a Inhotim, preciso dizer que este fim de semana fui a Belo Horizonte, sempre daquela forma corrida que é a minha vida, como vocês sabem. Não conheci muitas coisas em BH por falta de tempo mesmo, mas dei um pulinho em 3 lugares rápidos para fazer o quê? COMER.

Todo mundo sabe que Minas Gerais está no top 5 delícias do Brasil e eu confirmei isso de perto. Comi feito uma condenada nos 2 dias que passei na cidade e eita que alegria. BH me encantou de verdade e olha que eu não era fã de cidades que não beiram o mar. Vocês sabem, eu amo praia, amo azul, amo banho de mar e nunca cogitaria morar longe de um oceano, mas BH me deu um abraço bem apertado, que não deu vontade de sair. A cidade é charmosa, quase pacata, linda, limpa, com pouco trânsito e cheia de beleza pra onde a gente olha. Fofuras em cada canto. Pracinhas, restaurantes deliciosos, cafés, monumentos e leitoras fofas que encheram meu instagram de mensagens queridas e convites pra um cafézinho. Todo mineiro é assim, um amor, um doce? <3

Fui tão bem recebida, que provavelmente devo voltar para conhecer melhor a cidade e, quem sabe, fazer um encontro pra conversar potoca. Nem preciso mencionar a atenção da minha amiga Flavinha, que conheci na viagem a Cartagena, e abriu os braços (e o espumante rosê) em BH pra mim, no meu primeiro dia de viagem. Amei! Então separei 3 lugares deliciosos que visitei na cidade antes de ir pra Inhotim, propriamente.


Comi de passar mal mesmo. Fui no Casa Cheia, um restaurante dentro do Mercado Central de BH que faz super jus ao nome: é lotado e maravilhoso. No CCBB almocei no Café com Letras, mas não deu tempo de ver nenhuma exposição. E conheci também a Casa Bonomi, um café perdido no tempo, absolutamente maravilhoso, com interior todo em madeira, produtos frescos e artesanais da casa e uma música clássica de fundo. Ficaria ali pra sempre comendo croissant com queijo de cabra. Isso foi tudo o que vi em BH. Inhotim foi o destino!

Antes de visitar Inhotim eu apenas sabia que o local era o maior Centro de Arte Contemporânea a céu aberto da América Latina. Tal grandiosidade não poderia passar despercebida na minha vida, de forma que mais cedo ou mais tarde esse roteiro iria aparecer por aqui. Mas conhecendo pessoalmente esse lugar, percebi que além de arte, Inhotim é igualmente exuberante em fauna, flora, arquitetura e paisagismo. Um lugar pra gente se perder!

Localizado no município de Brumadinho, a uns 60 km de BH, Inhotim possui um complexo de galerias de arte espalhadas por um território tão vasto que é praticamente impossível visitar o lugar inteiro num só dia. Eu mesma só consegui visitar uma área e meia do mapa. Além do calor danado que estava fazendo, eu não fui preparada para caminhadas porque 1) sou demente e esqueci o tênis no Rio; 2) achei que o lugar fosse menor. HAHAHAHAHAHAAHAH #imbecil. Mas pelo menos tirei fotos lindas de alguns dos meus momentos/monumentos preferidos.



 Galeria Adriana Varejão

 Obra de Luiz Zerbini

 Obra de Hélio Oiticica

 Viveiro de Cactus

 Obra de Matthew Barney[/caption]

 Galeria Adriana Varejão

 Orquidário de Vandáceas

 Obra de Olafur Eliasson

 Obra de Valeska Soares

 Obra de Chris Bürden

 Jorge Macchi (sim, você pode tomar banho na piscina)

 Viveiro de Cactus

 reflexos inusitados

 folhagens exuberantes


Depois de passar um dia inteiro em Inhotim, saí de lá cansada, suada e estafada. A gente anda demais ali dentro e tudo é uma subida, uma descida, outra subida, uma ladeira, uma loucura. Muita perna e muita água pra aguentar o tranco. É essencial ter um pouco de preparo físico, fôlego e disposição para aproveitar o que o lugar oferece. Eu fiquei especialmente encantada com toda a sorte de plantas e cenários paradisíacos do lugar. Inhotim é uma sinfonia harmoniosa entre a natureza e a arquitetura e a vontade que dá é de morar em alguma galeria daquelas. Para quem gosta de artes plásticas, mais especificamente pintura, como eu, o lugar oferece poucas obras que realmente impressionam e por isso o que mais gostei nas áreas que visitei, foram os quadros do Luiz Zerbini e os azulejos de Adriana Varejão. Ok, são justamente os artistas brasileiros clichê, que eu já conhecia, mas fazer o quê né? hehehehe amor é amor. Mas pra quem curte mais arquitetura e experiência, Inhotim é um prato cheio.

Sobre o local

Além das galerias de artistas do mundo inteiro, espalhadas em 3 grandes áreas, Inhotim tem também restaurantes muito bons (almocei no Tambaril, que é maravilhoso!), lojinha de plantas com várias espécies presentes no parque, pra quem quer montar um jardim exótico, uma loja de lembranças e peças lindíssimas de decoração e papelaria, bancos talhados em troncos de madeira absolutamente surreais pra quem quer descansar entre uma galeria e outra, bebedouros de água fresca everywhere, carrinhos tipo de golf para levar os visitantes entre determinados pontos do lugar (isso é pago, ok?), guias em cada galeria que explicam tudo sobre a obra e o artista em questão. Então quem visita precisa apenas levar roupa confortável e fresca, tênis, garrafa de água, umas barrinhas de cereal pra não morrer de fome.

Dicas Importantes

1) O aeroporto de Confins não tem esse nome à toa. Ele é realmente nos confins do mundo e longe de BH. hahahaha (tava doida pra usar essa piada sem graça) A dica é pegar um bus executivo da Unir, que custa R$ 23 e te leva ao centro de BH no maior conforto, em apenas 1 hora de ar-condicionado delicioso e poltronas fofinhas. Então contem bem o tempo na hora de voltar pro aero, pra não perder o vôo. #blogueiraamiga

2) Para ir de BH pra Inhotim tem ônibus na rodoviária e todas as informações necessárias no site do Inhotim: https://www.inhotim.org.br  Inclusive dicas de onde ficar em Brumadinho, a lista de exposições permanentes do local e etc.

3) A entrada para Inhotim custa R$ 30, mas vai aumentar para R$ 40 em Fevereiro. Além disso o lugar fecha às segundas-feiras, que é o "dia mundial de fechamento de museu". hahahahah

4) usem o mapinha gratuito que é oferecido na entrada do parque. ele vai ser muito, muito útil.

5) em Inhotim não pega rede nem 3G. Aproveitem o local sem aquela neurose de postar tudo no instagram. Façam como eu,  usem o wi-fi grátis do aeroporto pra encher o insta de foto maravilhosa. HAHAHAHA

6) Vão pra Minas, gente. É incrível! 

Beijos, Carols