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O look não publicado

01 novembro 2017

Não sei bem explicar como isso aconteceu, mas a verdade é que este look estava guardado nos rascunhos do blog, sem nunca ter sido publicado. Acontece que minha cabeça caótica, com uma certa inclinação ao devaneio, acaba se perdendo nas próprias tarefas, de modos que eu pulo de um coisa pra outra, me distraio no meio de um trabalho e acabo esquecendo o que estava fazendo. Neste caso, esqueci um post inteiro. Mas nunca é tarde para resgatar um assunto e eis-me aqui compartilhando com vocês um look que usei há meses, antes mesmo de me casar, e que foi uma produção que repeti algumas vezes por ser muito confortável e bonita.


O look tem bem cara de outono e já estamos quase em pleno verão heheheh então o timing dele talvez sirva pra inspirar o inverno do ano que vem. kkkkk Mas gostei muito da composição que combina algumas das minhas cores preferidas (verde militar, branco, preto) com essa saia linda da Prosa. 

Outro ponto que gostei muito na produção foi o contraste da blusinha e saia leves, com a parka e a sandália tratorada mais pesada. Gosto muito de equilibrar looks com peças de "pesos" diferentes. :)

Parka e bolsa: super antigas, da C&A | Blusa: Loja Três | Saia: Prosa | Sandália: Arezzo 

A dificuldade em criar o simples

09 junho 2016
Há tempos venho desejando mais simplicidade nos meus looks diários. Claro, tem toda uma micro-tendência movimentando inconscientemente esse desejo, mas esse tipo de tendência não brota do nada. Geralmente nasce de uma vontade coletiva que envolve outras variáveis que acabam influenciando a moda. 

Por exemplo: a tecnologia simplificando os processos de comunicação, a vida cada vez mais corrida das pessoas, a questão ambiental urgente começando (lentamente) a pautar nossas escolhas de consumo, o excesso de informação trazendo uma necessidade quase imediata de "limparmos" nossa vida de tudo que é excedente, uma força feminista totalmente renovada, nos ajudando a entender que nosso corpo não é adereço masculino, os discursos empoderadores mostrando que não temos que agradar ninguém, que nosso conforto é mais importante que mostrar nossas curvas, as discussões sobre identidade de gênero apresentando toda a gama de nuances que existem entre o binômio homem-mulher. Tudo isso são questões que estão pipocando por aí e que influenciam de forma significativa aquilo que desejamos vestir.

Pode parecer conversa de doido, mas não é. O que vestimos é um reflexo do nosso contexto. É uma liguagem cheia de signos como qualquer outra e igualmente influenciada por questões sociais e políticas. A roupa sempre foi uma forma de "conversar" com o outro, ainda que o texto nem sempre traduza o que somos, afinal roupa é roupa, essência é essência. 

Mas foi justamente no meio desses questionamentos, dessa minha necessidade pessoal de me livrar de certos signos, que eu comecei a pensar em fazer roupas básicas para a Prosa (assim nasceu o #BásicosDaProsa). E aí entrei num dilema enorme: a dificuldade em criar o simples. Criar o simples vai de encontro à natureza da própria criação. O simples é o caminho oposto à experimentação criativa e às vezes fica difícil conciliar nossa "efervescência" artística com uma coleção simples.

Minha amiga Nathalie que, além de maquiadora, virou diva-musa da coleção minimalista da Prosa | Cliquem na imagem pra conhecer o perfil dessa maravilhosa. 
Dia desses parei para pensar no que levamos em consideração quando compramos uma roupa. Tecido, modelagem, estampa, qualidade, bordados. São muitas variáveis! Mas a simplicidade de uma peça é sempre motivo de conflito interior: a gente nunca acha que vale a pena pagar por uma peça simples.

Quantas vezes na vida me peguei pensando: "poxa, R$ 80 numa camiseta básica? Não compensa." E lá ia eu gastar meus R$ 80 numa blusa de franjas, bordados e apliques. Porque eu entendia que uma blusa básica não tinha um valor agregado pelo qual valesse a pena gastar meu dinheiro. Mas eu gastava o mesmo dinheiro numa peça cheia de detalhes, recortes, golas, babados que dificilmente seriam tão versáteis quanto a tal blusinha branca. Por anos gastei meu dinheiro com a ~peça bapho~ e negligenciava a necessidade de ter roupas mais democráticas no meu armário. O resultado disso foi um guarda-roupa excessivamente grande, cujas peças não conversavam entre si. Um estilo mudo.

É fato que, para muita gente, a blusinha básica tem "menos" valor percebido e é por isso que é tão difícil encontrarmos roupa simples nas lojas. Tente encontrar um vestido de Reveillon sem paetês, sem recortes, sem rendas, sem rachas, sem drapeados, apenas um vestido simples, bem cortado, bonito, num tecido liso bacana. Você não vai encontrar. Por que uma roupa simples não tem um apelo comercial que faça as pessoas quererem pagar por ela. As pessoas entendem que o simples é fácil, quando na verdade, a simplicidade é infinitamente mais difícil de ser criada, do que a complexidade.

E por quê a simplicidade é tão difícil? Porque é uma síntese. Quando criamos uma peça simples, passamos por um processo de "aparar as arestas" constantemente. A prolixidade, no texto ou na moda, é mais fácil de criar do que a síntese. Pegue um texto enorme e tente resumir o mesmo assunto em cinco linhas. Você vai quebrar a cabeça pra fazer isso. E vai quebrar ainda mais para fazer com que seu texto de 5 linhas seja igualmente incrível, claro e envolvente.

O mesmo acontece com a criação de roupas simples ou básicas. Ao mesmo tempo que nosso desejo é consumir e criar coisas simples, essa simplicidade não pode ser esvaziada de interesse. A roupa simples tem que ser tão desejável quanto a roupa mais rebuscada e fazer com que o consumidor perceba esse valor, é uma tarefa difícil para muitas marcas.


Hoje eu entendo o porquê de existirem poucas lojas que apostam num conceito mais minimalista. Porque todo mundo precisa de um basiquinho, mas ninguém quer pagar um preço justo por ele. A gente faz a conta errada. Pensa no preço que pagamos por uma roupa, mas não na quantidade de uso que ela tem na nossa vida.

Percebo que essa onda de minimalismo, armário cápsula, consumo consciente, etc, está, finalmente, fazendo a gente contabilizar o valor de uma roupa pelo que ela realmente agrega ao nosso armário, pelas possibilidades de combinação e o quanto ela pode ser versátil no nosso dia a dia.

Hoje, depois de me livrar de 80% do meu armário, não só consigo valorizar mais as peças básicas, como consigo também criá-las para a Prosa com mais tranquilidade. Os desafios de vestir ou de criar uma roupa básica, simples, passam quase que pelos mesmo processos: limpar os excessos e encontrar uma síntese que continue sendo interessante e desejável.


Ps: a coleção nova da Prosa estará disponível na loja a partir de segunda-feira, 13/06. :)

Make a statement!

31 maio 2016
Recebi as peças da minha costureira, fotografei cada uma e mandei pro grupo de whatsapp das amigas para receber as críticas sobre o trabalho. Uma disse: "gostei dessa estampa no vestidão. Tá bem statement!" A outra perguntou: "O que é statement?". Eu expliquei: "uma afirmação, amiga."

Era isso que eu queria com a nova coleção da Prosa. Uma afirmação. Não só uma afirmação do estilo da marca, do meu estilo, das cores da moda. Uma afirmação de um viés criativo que eu desejo explorar cada vez mais na minha marca. Uma identidade reconhecível, que não passe despercebida no meio de tantas estampas lindas que o mundo já nos oferece. Ok, nem todas as minhas estampas vão agradar a todos, mas eu não quero produzir nada que suscite qualquer tipo de indiferença. 

Eu quero que minha roupa cause qualquer sentimento, que mexa com os sentidos das pessoas, seja por amor ou estranheza, não importa. Quero que meu trabalho cause nos outros, o que o tantos trabalhos, lugares, viagens, causam em mim: aquele preenchimento de espaços sensoriais. Cada exposição que eu vou, cada paisagem que eu vejo, cada textura de chão, de árvore, de tinta, eu tenho vontade de vestir. Pode me deixar 5 minutos sozinha numa exposição e eu não conseguirei controlar meus pensamentos, tamanho é o meu desejo de me cobrir das coisas que vejo.

E foi pensando justamente nisso que eu criei a nova coleção da Prosa. Uma coleção mais intuitiva, eu acredito. Pensei no quão legal seria vestir uma peça de arte, uma tela mesmo, e coloquei as mãos à obra. Criei uma série de desenhos com tinta acrílica sobre o papel e deixei as pinceladas bem marcadas para criar uma textura artesanal quando a estampa fosse impressa sobre o tecido. Busquei uma inspiração mais pop, com elementos geométricos, maiores, mais definidos, e assim nasceu a primeira estampa desta coleção que, apesar de colorida, tem um toque minimal nas modelagens e nas peças que vão compor o lookbook.

Tudo foi pensado para ser confortável, prático e statement! Uma afirmação da arte que somos e que vestimos. Tirei duas fotos apenas pra vocês terem um preview do que vem por aí. :)


O lançamento deste primeiro trabalho será na segunda semana de junho (está quase!), no e-commerce da Prosa (www.lojaprosa.com) e eu estou ansiosa para saber a opinião de vocês sobre a coleção! Estou muito empolgada com todas as novidades que vão entrar em breve no site. 


Preto no branco

21 dezembro 2015
Acho que só entrando numa fase minimalista mesmo para eu, Carolina Burgo, sair de casa toda de preto e branco. Uma combinação tão básica, tão simples, tão clássica, mas que eu sempre fui relutante, não me perguntem o porquê. Sempre optei por sair toda de branco. Ou toda de preto. Ou preto e cinza. Ou branco e outra cor. Mas preto e branco total vocês viram raríssimas vezes por aqui. Mas há umas duas semanas eu usei este look ~todo Prosa~ para visitar o Museu de Arte do Rio na Praça Mauá e tirar umas fotos com essa linda estrutura do Museu do Amanhã atrás.

 
Fotos: lovely-boy <3

O look é todo da minha loja e a blusa já esgotou faz tempo, mas a saia vai entrar logo mais no e-commerce. Poderia ser um look bem fresquinho, por que a roupa é levíssima, mas o calor que fazia no centro nesse dia estava insuportável e nem um biquini iria me salvar de passar o dia inteiro suando. A Praça Mauá está linda, mas aquele imenso chão de concreto é uma chapa quente que me faz questionar o porquê da maioria das obras públicas não contemplarem espaços verdes. O mundo esquentando e as prefeituras colocando lenha no forno.

Mas obras à parte, gostei muito da produção. Tô bem viciada nas blusas ciganinha. O modelo deixa os ombros e pescoço livres pra pegar um ventinho, como não tem manga as axilas também ficam livres pra qualquer brisa hehehehe, então é uma blusa perfeita pro calor senegalês que está rolando no Rio.

Blusa e Saia: Loja Prosa | Pulseira: Mercado Bossa, presente da marca | Bolsa Miallegra, R$ 89 | Sapatilha: presente da minha irmã | Óculos: presente do Club Melissa (eita quanto presente!!!) | Anéis: um mix de anéis de feira com anéis da Flow Acessórios


Um dia corrido

16 novembro 2015
Esse vai ser o post mais corrido deste blog. O motivo? A vida, né gente? Sempre fazendo a gente correr maratonas sem linha de chegada. hahahaha O fato é que estou criando coisas, projetos, sonhos e neste momento fiz uma pequena pausa para postar o look que usei no sábado de sol que rolou este fim de semana. Não fiz nada de mais (brinks, depois faço o resumão no Drops), a não ser ir à Vista Chinesa dar aquela olhada básica na geografia carioca e aproveitei pra pedir pro boy fotografar meu vestido que faz parte das próximas novidades da Prosa. Peço desculpas pelo sumiço de leve e por só falar da Prosa ultimamente, mas é que vocês não têm noção do grau de envolvimento amoroso. hahahaha

     
Fotos: boy-amor-eterno-amor-verdadeiro

Além de estar vestindo estampa nova (e de ter tentado, em vão, abrir os olhos nas fotos hihihih), estou preparando mais algumas novidades estampadas para o começo de 2016 e ainda a Black Friday que vai rolar na lojinha este mês. Ou seja, tô sugada até o tutano por essa vida doida que é vender roupas e ser uma ~business woman~. kkkkkkkkk :D

Vestido Prosa, em breve na loja online | Bolsa: Feira de Ipanema, R$  | Sandália: Pull & Bear, presente da irmã | Óculos: Zerezes, R$ 390



Memória Afetiva

04 novembro 2015
"A memória afetiva é fundamental no nosso processo de desenvolvimento psicológico, de auto conhecimento e desenvolvimento pessoal. Quando trazemos à tona nossas memórias afetivas estamos elaborando e compreendendo experiências carregadas de afetos do nosso passado e que se depositaram, no fundo da alma, fazendo parte assim da edificação do nosso ser.” Vanilde Gerolim Portillo - Psicóloga Clínica.

Memória Afetiva foi o nome que escolhi dar para a coleção de verão da Prosa. Se tem uma coisa que nem sempre é fácil, é começar uma nova coleção, mas à medida que o tempo passa, eu vou encontrando cada vez mais o DNA da minha marca. Se no começo eu fazia estampas que considerava apenas bonitas, aos poucos vou conseguindo transformar meu trabalho em algo mais consciente, com um propósito. Não foi fácil identificar a alma da Prosa e eu precisei ter verdadeiros momentos de desespero e tantos outros de total falta de rumo, para encontrar um caminho leve e assertivo no meio do caos. É que quando a gente começa uma marca, a gente quer fazer tudo. Criar loucamente, produzir mil coisas e é natural nos perdemos de vez em quando.

Mas aí, como diria Albert Camus, "no meio do inverno eu descobri um verão invencível". Algo muito forte e tão único por que foi vivido e sentido apenas por mim. Foi um resgate das minhas mais doces lembranças infantis. E mais, foi o nascimento de uma nova proposta criativa para a Prosa: a de que cada estampa precisa contar uma história.

A coleção Memória Afetiva vai chegar aos poucos na loja. Uma estampa por vez em peças bem exclusivas. Por quê? Por que esse é o nosso ritmo por enquanto. Com essa coleção eu quis transformar minhas memórias em estampas com significado e todas elas foram criadas a partir de aquarelas que fiz. A primeira estampa se chama Poppy e é inspirada nas papoulas que floriam o caminho entre minha casa e a praia, quando eu era criança. Mais especial do que ver esse trabalho nascer, é o universo ter promovido meu encontro com minha irmã caçula que até hoje mora em Portugal e que eu não via há 5 anos, o que me possibilitou fotografar essa estampa com ela, minha parceira de todas as trelas, meu pitoco de gente que eu carregava para a praia, catando flores no caminho.


Essa coleção é tão especial que rendeu até um vídeo onde eu conto um pouco do meu processo criativo e afetivo com as aquarelas que desenvolvi para este verão. Espero sinceramente que gostem, pois amanhã esta estampa estará à venda na loja online, a partir das 20h. :)




Perfume setentinha

22 setembro 2015
Eu não sou muito de usar looks que caracterizam uma determinada época, principalmente se essa época for entre os anos 60 e 70 por um motivo: o visual, que é facilmente reconhecido, é uma das grandes inspirações para toda a produção de looks de quem vai a festivais de música como Coachella e Lollapalooza. Nada contra, mas esse visual de calça flare + estampas florais + chapéu de feltro é lindo, porém tão banalizado, que eu perdi um pouco o encanto nele. Contudo, não sejamos radicais! Existem alguns pontos que me atraem muito no visual da década de 70: a paleta de cores mais terrosa, as estampas florais miudinhas, as modelagens evasés e as cinturas bem altas marcadas. 



Daí que hoje acordei às 6 da manhã para recontar o estoque da Prosa, organizar novamente as peças e, no meio da arrumação, percebi uma oportunidade fashion: juntar a calça cropped e camisa da mesma estampa para criar um "macacão fake". O resultado? Um visual com uma pegada super anos 70, mas sem ficar extremamente caracterizado. 

Usei uma estampa inspirada no gibão do cangaceiro nordestino, mas o perfume dos anos 70 ficou bem presente na produção, tanto na combinação de modelagem das peças, quanto na paleta de cores do look. Como estou constantemente vendo minhas próprias estampas e as roupas estão sempre fechadas em saquinhos, acabo não usando muito as peças, mas o fato de ter exposto todas as peças no Cluster, me fez enxergar novas possibilidades.

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Combinei o look com pouquíssimos acessórios e todos dentro do mesmo tom da estampa, por um motivo óbvio: usar uma mesma estampa da cabeça aos pés já é bem chamativo, então criei o equilíbrio do look usando acessórios mais neutros, mas ainda dentro da "personalidade" da produção. Inclusive apostei no cabelo bem dividido ao meio, que é super anos 70. No fim das contas amei a produção. Não achei que ficou com cara de festival de música e a aura setentinha ficou mais atual.

O que acham? Alguém curte esse estilo? :D

Camisa: Prosa, R$ 149 | Pantacourt: Prosa, R$ 169 | Cinto: comprado em brechó, R$ 6 | Bolsa e sandália: C&A, R$ 119 e 109


Look + Prosa no Cluster

15 setembro 2015
Hoje tem look do dia no blog! De vez em quando é bom tirar a poeira deste cantinho, ainda mais quando o look é com uma peça da Prosa que está em desconto na loja. kkkkkk Aquela que aproveita o momento ~look~ pra fazer uma bela propaganda do próprio negócio. :P

Independente do moletom que estou usando hoje ser da Prosa, o look do dia é uma proposta de como usar moletom de forma arrumadinha, menos informal. Amo esse combo camisa+moletom, com a golinha aparente. Mesmo no friozinho que está fazendo no Rio, não dá pra fazer tanta sobreposição de roupas, então optei por uma camisa de viscose, bem fresquinha pra usar por baixo do moletom.

Em geral combino os moletons da Prosa com peças pretas, por que é o mais óbvio, mas adorei colocar uma calça offwhite no meio da produção. Deixou o look bem mais leve!






E já que estamos falando em Prosa, tenho uma novidade pra contar pra vocês! Eu e a lojinha vamos participar do primeiro evento físico da marca. RUFEM OS TAMBORESSS. A emoção é grande. Há tempos eu queria colocar a Prosa literalmente na rua, mas faltava uma oportunidade massa e ela acabou surgindo com O Cluster.


O Cluster é um evento daqui do Rio de Janeiro, que reúne marcas de moda e gastronomia independentes, que tem um objetivo em comum: produzir peças handmade, com originalidade e carinho, alimentando um mercado super criativo de produtores locais, ou seja, estaremos lá mostrando nosso borogodó estampado no stand 11. É uma oportunidade incrível de conhecer minhas clientes pessoalmente. hihihihi. Vem, gente!

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Moletom: Prosa, de R$ 149 por R$ 119 | Camisa: C&A, bem antiga, R$ 79 | Calça: Zara, bem antiga, não lembro mais o preço | Bolsa: C&A, R$ 119 | Tênis: Adidas Originals, presente da marca | Óculos: Zerezes, R$ 390

Mini look: do casamento para o trabalho

04 setembro 2015
Taí. Estou me acostumando com a ideia de sempre fotografar meu look do dia na parede do meu prédio, antes de sair de casa. As fotos não ficam um primor e a qualidade é duvidosa, mas nada que uma ediçãozinha de imagem no VSCO Cam não possa salvar. Pelo menos para deixar registrado aqui no blog, os looks que ando usando.

Então resolvi fazer essa espécie de mini-post, só para dar detalhes de algum look que eu tenha amado muito, como este, por exemplo. Ano passado criei esta estampa para a Prosa e foi um sucesso de vendas. Antes de entrar no site eu vesti este vestido para ir ao casamento de uma amiga minha, mas desde então usei pouquíssimas vezes, por que nunca conseguia encaixar a peça num visual do dia a dia. Sempre achava o vestido tão especial, tão marcante de um casamento, que ele ficava escondido no armário.


Até esta semana. Tirei do guarda-roupa e combinei com peças bem básicas, com uma pegada de safari urbano, para quebrar a aura tropical dele. Amei o resultado num nível, que acho que nunca mais vou encontrar outra combinação tão perfeita. :P




Casaco, bolsa e sandália: tudo da C&A! R$ 169, R$ 119 e R$ 109 respectivamente. :)

Beijos, Carols

Olinda, quero cantar

25 junho 2015
Delícia de fim de semana foi esse que passou. Além de ter levado o boy a Recife (pra apresentar o digníssimo pra família heheheh) aproveitei para passear por Olinda, cidade que mais faz jus ao nome. Se no Carnaval Olinda é incrível, fora dele ela é ainda mais charmosa. Cada ruazinha é repleta de casas das mais variadas cores e chega até ser estranho ver uma casa branca por lá. Entre as cores das fachadas, a arte se espalha pelas ruas, tomando conta dos muros das casas. <3




Apesar de não ter fotografado em detalhes, aproveitei o muro da pousada Quatro Cantos, para fotografar o look do dia que usei para passear em Olinda. Nada muito elaborado, tudo na maior simplicidade. :)

Usei minha saia branca garimpada em brechó, que eu amo. Cheguei à conclusão que preciso emagrecer uns 2 quilinhos para caber na saia sem forçar os botões. hahahaha Namoro é f*da, a gente só come! Combinei a saia com uma das novas blusas da Prosa, que em breve estará na loja à venda. A estampa meio étnica é, na verdade, composta por arabescos inspirados nos gibões de couro e assim, miudinha, criou esse efeito listrado interessante. <3

Nos pés um Adidas básico e confortável que recebi recentemente da marca + bolsinha preta basiquinha + óculos metalizado + colarzinho e tá bom demais! Pra passear no calor de Olinda o look precisa ser confortável. Como não gosto muito de shortinho curto, essa foi a minha versão despojada de um look de passeio. hehehehe

Blusa: em breve na Prosa | Saia: O Grito Bazar, R$ 60 | Bolsa: Feira Hippie de BH, R$ 20 | Óculos: Club Melissa, presente da marca | Tênis: Adidas, modelo SL 72

Beijos, Carols

Vestindo um jardim

30 abril 2015
Desconfio que vou ser repetitiva se disser que tenho vontade de vestir quase tudo que meus olhos vêem, mas mesmo assim vou dizer novamente: cada vez que eu vejo uma paisagem linda, uma obra de arte inspiradora, um jardim maravilhoso, uma construção incrível, minha vontade é de imprimir aquela visão num tecido, costurar um vestido e sair por aí. Não sei se todo mundo sente isso, mas é que para mim a roupa seria a única forma palpável de poder me "fundir" com alguma coisa que vejo. Doido né?

Acho que foi esse desejo que me levou a criar estampas. Ainda estou no começo de uma estrada que eu espero que seja longa, ainda tenho muitas coisas que quero estampar e vestir, mas aos poucos dando forma a esses pequenos universos de referências que coleciono por aí. Um exemplo prático disso é a mais recente estampa que desenvolvi para a minha marca, a Prosa.

Há tempos fui ao Orquidário do Jardim Botânico aqui do Rio e fotografei diversas espécies de orquídeas e bromélias. Fiquei tão fascinada com a exuberância das cores, dos tons quentes entre vermelhos, marsalas, amarelos, laranjas e escarlates, que resolvi transformar as fotos numa estampa floral pouco óbvia, e a estampa em tecido e o tecido...bem...em roupa claro.

Então, domingo (quando ainda estava em Recife) eu literalmente vesti o Orquidário do Jardim Botânico. Literalmente. :)

            

Eu gostaria de poder descrever a empolgação que eu fico quando meu trabalho sai do computador para um tecido e quando o tecido vira roupa, mas acho que não encontraria palavras. Mais do que fazer estampas bonitas, eu tento transmitir nas roupas a mesma emoção que eu sinto ao me deparar com a beleza que o mundo nos oferece em doses que às vezes fica até difícil do coração aguentar. Como é que tem tanta gente que nem percebe o que temos em volta, né? A benção que é ser parte de um planeta onde nascem pessoas e flores! Tô viajando né? Mas é bem isso que eu sinto mesmo.

Mas falando do look...hehehehe Taí o que usei no domingo. Recife é quente o ano inteiro, então coloquei o casaco só pra dar uma incrementada no visual, mas na verdade só daria para usar essa composição no outono aqui do Rio mesmo. O vestido é da Prosa, claro, e em breve estará disponível na loja, mas juro que vai ser um pouco mais comprido (eu pedi pra mamãe fazer o meu bem curtinho, por que tô assim, ousada! hahahahah). 

Casaco: C&A, R$ 169 | Vestido: Prosa, em breve à venda no nosso e-commerce | Óculos: Loucos por Óculos, R$ 55 na promo | Sandália: Arezzo, R$ 149 na promo | Colar: ganhei da mamis | Bolsa: Miallegra, R$ 89

Beijos, Carols