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A gente se acostuma

13 novembro 2017


À primeira vista tudo é novidade. Mas aos poucos a gente se acostuma. Ao sol, ao cheiro, à paisagem, ao contorno do morro, à cor das flores, ao desenho da calçada. A gente nem enxerga mais a rua, o azulejo, o mar azul, a sombra dos coqueiros. A gente acostuma a vista e a vida a uma paisagem e perde aquele olhar de encanto do turista. Cada esquina era uma nova descoberta e em pouco tempo a alma não desperta mais para as belezas tão evidentes. Mas quando a gente resolve sair da inércia, aguçar os sentidos novamente, é como se tudo fosse diferente, o sol, o cheiro, a calçada, a paisagem e o gosto, quase um amor à primeira vista.

Look do dia pra curtir o fim de semana de praia e sol
Um passeio por Ipanema
Algumas belezas de Botafogo
Dourado grelhado com purê de batata baroa e tomates e palmito assados
Dupla de bruschettas do meu novo restaurante favorito: o Salomé Bistrô, no Leme

Um fim de semana que me despertou, de novo, para a beleza da cidade onde eu vivo.


Créditos do look: vestido Prosa (em breve estará à venda) | Bolsa: Mr Cat | Brincos: comprei no centro da cidade, em Recife | Cinto: garimpado num brechó | Chinelo: Havaianas | Batom: Russian Red da Mac

Quando o amor esfria

19 maio 2015

É normal que relações antigas um dia esfriem. A paixão pode durar uns meses e até anos, mas quando o verdadeiro amor se instala dentro da gente, ele transforma a paixão eufórica numa cadeira de balanço desgastada pelo hábito. É o que acontece com todos os tipos de amor. O amor por outra pessoa, o amor pelo trabalho, o amor por uma cidade. Quando o amor faz do nosso peito uma casinha confortável e pacata, invariavelmente nos perguntamos se ainda existe amor mesmo, ou se é só o costume vestido de bem querer.


Há tempos eu me questionava onde andava meu amor pelo Rio, minha vontade de engolir a cidade com os olhos, me perguntava se já estava chegando a hora de partir para um novo destino, já que meu coração andava enjoando das coisas por aqui. Mas percebi que o amor pela cidade, como qualquer amor, precisa ser diariamente alimentado com tempo e dedicação. É que namorar à distância tem me feito ficar longe e aí, por momentos, eu achei que não queria estar mais aqui.


Mas aí veio o domingo, o dia em que eu e mamãe batemos perna por aqui por perto, fizemos nosso programinha habitual de passear na Lagoa, visitar o Parque Lage, almoçar por lá, tomar sorvete de tapioca no Joaquina da Cobal, pegar um cineminha mais tarde e, de repente, meu mundinho passou a fazer sentido de novo. E o amor pelos contornos do Rio deu as caras aqui no peito. <3


Beijos, Carols


 

Lumiar é logo ali

04 maio 2015
Faz tempo que eu estou devendo um post sobre minha visita a Lumiar! Essa história de namoro à distância acaba rendendo algumas viagens e os posts vão se atropelando e o trabalho entra no meio e quando eu vejo tá tudo uma zona! Por isso, apesar de ter voltado hoje de BH, o post é sobre este pequeno distrito do muninícipo de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro.

Confesso: fui para Lumiar a contragosto. O namorado falou com muita empolgação sobre o local, mas como viajamos à noite eu não consegui ver beleza no lugar. Apenas vi enjôo em cada curva e fiquei nervosa com a estrada escura. Dois dias depois eu descobri que, na verdade, eu estava de TPM e por isso fui tão relutante em ir para Lumiar, como seria para ir pra qualquer parte do planeta que não fosse a minha cama.

Mas no dia seguinte, depois de acordar com o sol, eu vi uma beleza surreal que não poderia deixar de compartilhar aqui no blog. Lumiar é uma graça! Muito, muito pequenino, é o tipo de lugar ideal para quem quer tirar uns diazinhos de folga da agonia das grandes cidades. As montanhas que nos cercam por todos os lados parecem proteger a calma da paisagem de qualquer intervenção.

Nossa estada foi muito curta. O suficiente apenas para tirar algumas fotos, tomar um banho de cachoeira e almoçar em Nova Friburgo. Mas deixou um gostinho de quero-mais, uma vontade de comprar um pedacinho de terra pra contemplar o curso do rio e esquecer o mundo irreal em que a gente vive. Por que o mundo real mesmo é esse aqui:


Como fui na sexta à noite e voltei já no domingo, tenho poucas dicas do que fazer em Lumiar por que foi tudo muito corrido. Fomos no Ranz, uma cervejaria muito legal na praça central de Lumiar (acho que era a praça central hahahaha). Todos os nossos amigos dormiram na pousada Luar da Serra, que é linda demais, tem uns chalés muito fofos e organizados, café da manhã, piscina natural e um pedaço de rio privativo (mas não é essa da foto). Nós dormimos numa ~pousada provisória~ de uns conhecidos (essa da foto), mas não indico. No almoço de domingo fomos ao Viva Rô, um dos restaurantes mais bacanas de Nova Friburgo. Absolutamente imoral, delicioso, maravilhoso e sensacional. Indico demais. E assim foi nosso micro fim de semana ultra rápido.

Mesmo sendo curtíssimo, foi uma viagem inspiradora, cheia de belezas naturais e plantinhas que um dia pretendo ilustrar. Tô nessa fixação botânica frenética. :P

Beijos, Carols

Um olhar do paraíso

20 janeiro 2015
O título é, na verdade, um pequeno furto de um filme homônimo que eu adoro (e super indico!). O filme não tem nada a ver com praia, é triste, um suspense quase terror, mas o título dele se encaixa tão perfeitamente no post de hoje, que eu fui forçada a abusar da licença poética. Sim, eu olhei o paraíso de perto e nem precisei sair deste plano pra isso acontecer.

Este fim de semana que passou fui para Ilha Grande, uma ilha (dãhh) que faz parte do município de Angra dos Reis, ao sul do Rio de Janeiro. Alguns amigos já tinham visitado Ilha Grande e falaram mil maravilhas do local, mas eu precisei ver essa maravilhosidade com meus próprios olhos míopes e agora vou relatar como foi chegar lá saindo do Rio de Janeiro.

1) Alugar um carro é uma ótima opção. No aeroporto Santos Dumont tem várias locadoras com preços diferentes. Do Santos Dumont até o local onde pegamos os barcos para seguir até Ilha Grande, são aproximadamente 107 km, ou seja, 1h40min de carro, numa velocidade normal, sem correria e sem pegar trânsito. Basta chegar na Av. Brasil (oi oi oi!) e seguir sempre em frente até a BR 101. Cem quilômetros depois a gente entra no município de Mangaratiba e segue até Conceição de Jacareí, que é o cais mais próximo de Ilha Grande (aprox. 11km de percurso de barco). Usem o Google Maps que dá super certo e a voz da moça é ótima.





Eu não sei vocês, mas eu nasci com o estômago fraco, de forma que não encaro qualquer tipo de embarcação. Em Conceição de Jacareí tem várias agências de turismo e o traslado de ida e volta da ilha sai em torno de R$ 50 por pessoa indo numa lancha rápida (minha escolha). Uns 20 minutinhos de trajeto. Quem for corajoso, pode ir de escuna e passar 1h enjoando. Boa sorte. ahahahhaha

Chegar em Ilha Grande é uma espécie de emoção indescritível. O Rio de Janeiro é abençoado demais. É muita beleza, gente. Eu fiquei embasbacada com aquela natureza tão violenta. Lindo, lindo, lindo. A principal parada de Ilha Grande é na Praia do Abraão, o ponto central da ilha, de onde saem todos os passeios. O maior vuco-vuco-farofa. Parece coisa de filme. Tem várias pousadinhas, bares, agências de turismo, campings, taxiboats, loucura.

2) Não fiquei no furdunço de Abraão. Fui para um hotel em Praia Brava de Palmas (uma das inúmeras praias da ilha) e foi um perrengue pra chegar lá. O motivo? Encontrar um taxiboat que aceitasse cartão de crédito. COMO EU NÃO PENSEI NISSO????? Na verdade eu pensei que, sendo o Brasil tão brasileiro, era provável que qualquer dinheiro transportado para a ilha fosse saqueado por piratas e por isso não deveria ter caixa eletrônico em Ilha Grande (acabei confirmando com os locais que meu pensamento estava certo, infelizmente). Só que eu pensei nisso quando já estava dentro do barco a caminho da Ilha. HAHAHAHAH Gênia. Cheguei com míseros R$ 22 na carteira e o taxiboat para Palmas custava R$ 25. Aliás, R$ 25 é o preço-chave em Ilha Grande. Todo lugar que íamos era R$ 25. Pra não dizer que a Ilha não tem dinheiro nenhum, tem uma agência da Caixa que não tem caixa eletrônico, ou seja, o saque é direto no balcão, dias de semana (eu cheguei no sábado, aplausos). Tive que bolar um plano master de sentar num bar e pagar a conta alheia pra ficar com o dinheiro do povo e conseguir chegar na minha praia. HAHAHAHAH #carolmcgyver



3) Ao chegar em Palmas e descer do taxiboat, descobri que o Hotel Cabanas do Paraíso, onde eu estava tentando chegar desde as 11 da manhã (e já era 16h!) era na praia ao lado, chamada Praia Brava. Então encarei uma trilha "ótima" pelo meio do mato, entre uma praia e outra, com uma mala de viagem. Só sendo muito imbecil mesmo pra levar uma mala de rodinhas com várias roupas, pra uma ilha. Eu fui essa pessoa. Mas fiquei feliz de perceber que outras pessoas tiveram essa mesma ideia estapafúrdia.

Chegando em Praia Brava o paraíso se materializou de verdade, em forma de mar calmo, praia vazia, hotel super agradável, cabanas maravilhosas, bom gosto, lençóis limpinhos, banheiro incrível, comida boa, coqueiros fotogênicos, um pavão! e um cachorro fofo. Apesar de ser uma cabana de praia, tinha todo o conforto de um quarto de hotel de verdade. Achei digno porque já passei da idade de montar barraca em acampamento com mosquito. Passei o resto do dia dentro do mar, marinando e mergulhando com os míseros peixes que eu vi.



 Fauna local: o pavão do e os passarinhos do hotel, a tartaruga que vimos na praia de Maguariquessaba e os únicos peixinhos da Lagoa Azul[/caption]
6) Aproveitei que estava numa ilha, para curtir uma night diferente: substituí o brilho de uma saia de paetês pelo das estrelas. EITA TROCADILHO PODRE. Não sei como ainda escrevo num blog. hahahahah Mas foi isso mesmo. Sábado à noite apenas deitei na areia e fiquei olhando pro céu mais estrelado da vida. No domingo pela manhã acordei pra ver o sol nascer, tirei fotos desse momento de tirar o fôlego e voltei pra dormir (e perder a hora).



5) O domingo foi uma correria louca por um motivo doido: perdemos a hora de todos os passeios para conhecer as praias da ilha, simplesmente porque decidimos curtir a vibe do café na manhã, jogar conversa fora, fotografar o pavão louco. Nem acreditei quando percebi que o último barquinho de Praia Brava tinha ido embora. Conseguimos um traslado para Palmas e de lá arrumamos um taxiboat para a Praia do Pouso (por R$ 15), uma praia que todo mundo vai porque faz ligação (via trilha na mata) com a Praia de Lopes Mendes, uma das mais famosas da ilha, e perfeita pra quem gosta de surfar.

De Pouso conseguimos um barco para Abraão (mais R$ 25), na esperança de arrumar um passeio. Como assim, eu vou pra Ilha Grande e não conheço as praias? Demência total. Chegando em Abraão não conseguimos nenhum passeio, óbvio, porque todos saem antes das 10h. Fui catar pessoas para formar um grupo grande e fretar uma lancha para os atrasados que quisessem conhecer a ilha. O plano deu certo e acabei entrando numa lancha ótima, com uma turma muito louca, que bebeu cerveja e tocou pagode durante todo o passeio. R$ 120 por pessoa pelo passeio em volta da ilha.



6) Visitamos algumas das praias mais famosas: Lagoa Azul, Lagoa Verde, Maguariquessaba e Praia do Amor. Todas lindas, mas as duas primeiras estavam bem lotadas. Tinha até lancha fazendo churrasco ao som de sertanejo. Toda aquela vibe de comunhão com a natureza não rolou. hahahahahah Mas o lugar é lindo e vale a pena visitar. Confesso que fiquei desapontada com a falta fauna do local. Acho que o acúmulo de turistas espanta os animais e a água não é super transparente, então mal dá pra ver peixinhos. Mesmo assim ainda avistamos uma tartaruga. <3



7) Foram 2 dias muito intensos de sol e mar (estou negra!) e valeu cada segundo, mas é muito pouco tempo pra tanta coisa linda. Depois de um domingo de passeios, voltamos a Conceição de Jacareí na lancha rápida e pegamos novamente a estrada. SETE, eu disse sete, HORAS de trânsito até o Rio de Janeiro. Bizarro, surreal, até agora não acredito.


Dicas, Lições & Considerações Finais


1) A primeira grande lição desta viagem: leve dinheiro, leve dinheiro, leve dinheiro. R$ 200 voam em um dia de passeios e traslados. É de lascar. Se puderem, já comprem a passagem de ida e volta da Ilha lá em Conceição de Jacareí, porque as filas em Abraão são imensas.

2) Para um fim de semana, leve apenas uma MOCHILA com: 1 óculos de sol, uma canga, um biquini, um vestido de praia, 1 short, 1 blusinha, 1 par de chinelos, 2 calcinhas, shampoo, sabonete, protetor solar, hidratante corporal, desodorante e pente (um tênis pra quem quiser fazer trilhas). NADA MAIS QUE ISSO. Não será necessário. (já facilitei a listinha pra vocês). Quem aparecer em Ilha Grande de mala de rodinhas vai sofrer as consequências.

3) Acorde cedo, tome o café da manhã rapidamente e vá fazer passeios. Aprendam com a blogueira aqui que, quem cedo madruga, praias conhece. ahahahaha Quem dorme até tarde, perde o bonde. Todos os passeios saem de Abraão antes das 10h.

4) Ilha Grande não é Porto de Galinhas: não vai rolar mil peixes multicoloridos e snorkeling inesquecível. Isso foi uma coisa que me deixou ~bolada~ com as praias de lá. Não sei se a época do ano não é favorável, mas quase não vi animais marinhos e a água é verdinha e linda na foto, mas na real é meio turva. Fotos com gopro ficam péssimas mesmo.

5) A água do mar é quente! Fiquei besta. Eu realmente curto praia com água gelada e esperava que Ilha Grande fosse tipo Búzios, geladinha, mas para meu espanto as águas da ilha são mornas. Ok, não é tipo Nordeste, mas é tipo água do chuveiro no verão.

6) Se puderem voltem ao Rio na segunda-feira, ou visitem a Ilha em dias de semana. Pegar 7 horas de trânsito não é legal, gente. Barcos para a ilha saem a partir das 8h da manhã até 22h, dependendo do local (vejam a lista aqui).

Ufa. Desculpem o texto enorme. :P

Beijos, Carols

Almoço na Urca

08 janeiro 2015
A vida anda uma loucura com todas as coisas da loja, mas esta semana, mais precisamente ontem, arrumei uma horinha para almoçar na Urca com um casal de amigos muito queridos. Faz tempo que eu não sento num lugar especial para aproveitar o melhor da gastronomia carioca. hehehehehe Sou dessas que adora bistrô com comida honesta (sem experimentalismos, sem farofa de pipoca, sem sorvete de tomate...kkkkk), ambiente agradável, que dá vontade de não sair mais.

Então fui com a Lu e o Rodrigo conhecer o Julius Brasserie, um bistrô bem charmosinho na Urca, que dizem ser um lugar incrível para um jantar de casal descontraído, mas também reúne quem está a fim de almoçar bem, com um menu executivo digno. Nem preciso comentar que a Urca tem uma beleza fora do comum, porque só isso já valeria o almoço. Sentar na Urca e comer pastel já seria uma programação mais do que maravilhosa, mas como não vim a este mundo a passeio, resolvi experimentar o cardápio do Julius e adorei! Para quem vem visitar o Rio de Janeiro, taí uma dica boa de onde comer bem. :)



Aproveitei o menu executivo inteiro, que inclui entrada e prato principal e, já que estava com o pé na jaca, enterrei logo a perna inteira numa mousse maravilhosa. heheheheh Escolhi uma opção bem leve: salada de entrada e filé de tilápia com risoto de limão siciliano como prato principal e finalizei com uma gordice, porque ninguém é de ferro. Depois aproveitei essa vista maravilhosa criada pela mãe-natureza e tirei umas fotos de look do dia. :P

Fotos: Rodrigo Soares

Taí: tenho que aprender a organizar meu tempo para dar umas escapadinhas gourmets de vez em quando. É sempre bom voltar pra casa com a cabeça descansada do trabalho e pronta para recomeçar. :)

Vestido: Zara, R$ 139 | Kimono: Loja Prosa, à venda amanhã, R$ 159 | Bolsa: Miallegra, R$ 89 | Sandália: C&A, R$39 na promo há muito tempo

Beijos, Carols

Antiga Fábrica da Bhering

11 novembro 2014
Se tem um espaço no Rio de Janeiro que consegue disputar com o Parque Lage, um lugar no meu coração, esse espaço é a Antiga Fábrica da Behring. Foi minha amiga Carol Santos (a do brunch!) que me levou a conhecer esse complexo artístico situado no bairro de Santo Cristo, no centro do Rio. A Fábrica da Bhering é envolta em processos jurídicos de leilão e desapropriação do imóvel e, por ser um espaço abandonado e caindo aos pedaços, servia como cenário para gravação de filmes e películas.

Aos poucos o espaço foi atraindo o olhar de artistas plásticos que perceberam o potencial do edifício para criar um polo artístico no Rio. Dezenas de escultores, pintores, designers, se instalaram no prédio, alugando e restaurando os espaços e salas abandonados, a preços módicos comparados com o aluguel de um atelier comum. O resultado foi um complexo de criativos trabalhando sob o mesmo teto. Depois de ter sido leiloada, a fábrica passou por momentos de tensão e os artistas correram o risco de serem expulsos da propriedade. Mas em 2012 a Prefeitura do Rio assinou um acordo de tombamento e desapropriação da Fábrica, que hoje integra o circuito do ArtRio e conta com renomados artistas como Bel Lobo (móveis e decoração) e René Machado (artes plásticas). Se isso não é f*da, eu não sei o que pode ser.

Assim, a Fábrica da Bhering começou a abrir seus espaços para a visitação do público todo primeiro sábado do mês. A ideia é que a população conheça de perto o trabalho dos mais variados artistas: pintores, escultores, arquitetos, designers de moda, artesãos, ourives, fotógrafos, sapateiros, designers de móveis, ceramistas, músicos, marcas de roupas, entre outros. E lá fui eu, novamente, visitar a Fábrica e me deslumbrar com o que tem ali dentro.

 
Ter um atelier na Fábrica da Bhering é o meu sonho de consumo. O lugar é inspirador e trabalhar cercada de pessoas e coisas super criativas, dá vontade de produzir mais e mais. Infelizmente a Fábrica tem lista de espera para o aluguel de espaços, mas não custa sonhar cada vez que vou lá. Com a revitalização dos bairros adjacentes e a criação do Porto Maravilha, provavelmente a Fábrica vai ficar ainda mais visada e seus espaços vão ser disputadíssimos.


Um dos espaços mais incríveis e encantadores da Fábrica, é a loja da Bel Lobo, designer que cria os objetos de decoração mais desejo da minha vida. Tudo é lindo e absolutamente funcional, respeitando as características mais essenciais de um bom design. Outro espaço sensacional é o telhado da Fábrica, de onde temos uma vista incrível da cidade. Um astral maravilhoso.




No telhado da Fábrica tem a Editora Bolha, de publicações independentes e o atelier de 3 ceramistas, com peças lindas. Para minha surpresa, desta vez o atelier contou com a visita de algumas mulheres de tribos do Baixo Xingu, do Pará. Coisa linda foi pegar no colo a bebê chamada Uambé (significa cipó), com as perninhas tatuadas de carvão. Fiquei ENLOUQUECIDA com aquela criança. Acabei fazendo um desenho tribal do xingu no braço e saí dali com vontade de tatuar de verdade aquela beleza.

Minha vontade foi de morar ali, nunca mais sair dali e para todo sempre permanecer ali. Tem qualquer coisa muito mágica naquele lugar. Acho um privilégio tão grande poder ver e sentir tanta coisa bonita num dia só, que dá vontade de fazer parte daquilo, de criar loucamente, de colocar no mundo mil coisas maravilhosas, só para provocar nos outros o mesmo sentimento de encanto e "transbordamento" que eu sinto quando chego num lugar desses.

Beijos, Carols

O Prato Perfeito

07 outubro 2014
Foi mais ou menos assim que aconteceu: sábado acordei decidida a comprar louça decoradinha com motivos florais, daquelas bem românticas, com cara de casa de vó. Queria encontrar, inclusive, vários pratos de cores, tamanhos e desenhos diferentes, para fazer combinações muito fofas que a gente encontra só nas casas do pinterest. Idealizei tudo o que eu desejava em termos de pratos, porque não quero ter que comprar pratos comuns nas Casas Bahia (nada contra, ein, gente?), e sim alguma coisa realmente diferente. Então resolvi ir na Feira de Antiguidades da Praça XV, porque esse lugar me lembra muito a Feira da Ladra em Lisboa (já falei aqui neste post). As únicas diferenças entre os dois lugares são: 1) A Feira da Ladra é INFINITAMENTE maior e com mais variedade; 2) Você encontra louça antiga MUITO MUITO barata, coisa que não aconteceu na feira daqui. O pinterest da vida real tem poucas opções! hehehehe

O passeio foi super divertido e eu aproveitei para fazer um vídeo tosquinho com a ajuda da mamis, mas saí bem decepcionada por não ter encontrado um pratinho sequer que desse para ser comprado. O prato mais barato que encontramos custava R$10 a unidade. Num deu, né gente? Imagina comprar uns 10 pratos a uma média de R$ 25 cada??? Achei caro. Vou ter que comprar prato duralex marrom. hahahaha 


Apesar de todo o nosso esforço, a única coisa que compramos dentro da proposta louça-de-vó foi um conjuntinho de chá que custou R$ 20. heheheh Nada de pratinhos lindos, só isso mesmo. Além disso garimpei, obviamente, umas pecinhas de roupa: esse vestido de babados, que olhando assim parece cafona, mas vestido fica DEUSO e eu pareço muito rica hihihihi, essa bolsa retrô que eu vou ter que costurar o fundo, mas achei linda kkkk e uma jaquetinha que eu esqueci de tirar foto, mas vocês verão em breve, em algum look do dia. Não gastamos mais de R$ 100 nas compras todas, mas eu fiquei com aquela dorzinha no coração de missão não cumprida. Mas já que não teve prato, pelo menos tem vídeo, né?


Ps: o almoço foi no Arco dos Teles e não na Rua do Ouvidor. hehehehe

Beijos, Carols

Sweet Saturday

06 outubro 2014
Fim de semana é mesmo a coisa mais legal do universo. Nada me deixa mais feliz que um sábado de sol. hahahaha Principalmente se esse sábado envolve uma feirinha de antiguidades, feijoada ao som de samba, mamãe fotógrafa, look do dia e vídeo pro blog. Vocês acreditam que eu fiz um vídeo?????? hahahaha Fiz! Não está um primor de edição, mas vou melhorando aos poucos. Mas enquanto o vídeo não fica pronto, eu vou postar o look que usei para bater perna na Feira da Praça XV, no sábado.


Fotos: Mamis

Saí de casa como objetivo de encontrar louça antiga para comprar para o meu novo apartamento. Estou para me mudar de casa e não tenho nada (tudo o que tem no atual apartamento, é do dono dele hihihi), então acho que nas feiras vou encontrar coisas interessantes. Para combinar com o climinha do momento, usei um look de garimpos: blusinha comprada na feira do Lavradio e saia garimpada no bazar O Grito, no O Cluster. <3 Tudo muito muito confortável e perfeito para andar sem incômodos. Ah, tenho uma nova bolsa de franjas. hahahaha Quando eu pensei que não poderia ter mais nenhuma, mamãe me traz uma de presente, lá de Portugal. Perguntou se santo quer reza, né? :P



Blusinha: Feira do Lavradio, R$ 39 | Saia: O Grito Bazar, R$ 60 | Colar: Karamello, R$ 79 | Bolsa: presente da mamis | Tênis: Farm para Adidas, R$ 249 | Óculos: Zara (troquei as lentes pelas de grau).

Beijos, Carols