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5 truques de estilo para quem trabalha em casa!

19 maio 2016
Eu trabalho em casa. Diariamente sou eu e meu computador forever alone. E por isso é bem normal que eu trabalhe um dia inteiro de camisola velha e cabelo bagunçado e só perceba meu estado quando preciso sair de casa correndo pra resolver alguma coisa na rua e me olho ao espelho naquele estado deplorável.

Em vários blogs de moda vocês vão encontrar dicas de como se vestir bem para o trabalho, para uma entrevista de emprego, como usar a moda a favor da imagem que queremos passar para as pessoas, mas raramente nos importamos com o que vestimos quando ninguém está vendo. 

É ÓBVIO, que é uma delícia poder trabalhar de pijama, que é mesmo muito libertador não seguir nenhuma regra de beleza imposta socialmente mas, e aqui eu falo por mim, eu me tornei uma pessoa muito mais desleixada quando passei a trabalhar de casa. Uma ressalva: ninguém precisa se preocupar com estética, mas EU CAROLINA, gosto e me preocupo, portanto, me incomodei com a negligência estética (palavras bonitas pra dizer que eu pareço um traste kkkkkk) que eu adquiri trabalhando sozinha entre quatro paredes.

E por que este assunto hoje, Carolina? Porque esta semana recebi o moço que veio instalar o gás no ap novo. O cara da net que veio instalar a net, a moça que veio limpar as coisas...em todas as situações eu fui obrigada a CORRER pra vestir algo decente e não receber as pessoas de pijama. E foi aí que eu pensei: "caramba, eu preciso começar a me vestir assim que acordo, igual a todo mundo! Não dá pra esperar uma necessidade, pra ficar digna." Não me sinto bem em estar sempre de pijama e resolvi parar com isso.

Agora é beleza todo dia! kkkkkkkk Mas como ficar bela, trabalhadora e do lar, com muito conforto? Com aquela sensação de estar trabalhando de pijaminha??? Selecionei algumas inspirações pra compartilhar com vocês dicas de estilo que são muito úteis para a ~montação~ de quem trabalha em casa. Vejam só:


Vamos aproveitar que estamos no ~inverno~ pra poder abusar bastante desse tipo de peça! Quase nada no mundo é tão confortável quanto usar moletom ou tricô e se ele for assim, oversized, melhor ainda. É tipo um moletom-vestido. Além da praticidade de usar apenas uma peça, o look é charmoso do mesmo jeito e tem muito cara de pijama. 

Tá ~a maior moda~ esses pullovers grandões e, se fosse um pouquinho mais frio aqui no Rio, acho que eu compraria um só de zuêra. Na falta de um frio digno de Winterfell (entendedores, entenderão), o maximoletom é uma aposta boa. Apenas amei esse look e agora estou obcecada também por esse cabelo e esse tênis.


Peguei referências de um estilo bem minimalista para compor as inspirações deste post, mas vocês podem adaptar as ideias ao próprio estilo. Todas as opções de look ficam igualmente lindas em tecidos estampados, com texturas, com bolinhas, com badges, enfim!

Seguindo essa ideia de fazer um look de trabalhar em casa com apenas uma peça, eu escolhi essa referência aí: um vestidão bem amplo, super prático e alinhado. O comprimento dele é uma coisa importante: ele não é curto (coisa curta sempre causa um desconfortozinho), nem é longo (tem aquela praticidade de não pisar, não arrastar, não entalar em canto nenhum). Aliás, esse comprimento midi/longuete é minha paixão. Sinônimo de conforto extremo em todos os sentidos. Mais um modelo que entra na lista de "estou de camisolão, mas tô apresentável".


Gente, esquece trabalhar em casa de calça jeans! Calça jeans ou qualquer outro tecido plano nunca vai ser tão confortável de usar quanto uma calça de elastano. O babado mesmo é encontrar calças de tecidos bem molinhos, que não amassam muito, como malha e moletom. Já falei desses dois tecidos aí em cima, mas é sempre bom reiterar, porque malha e moletom são MUITO confortáveis. E olha como fica um charme essa calça despojadinha com a regata de malha? Achei muito digno. Se você tiver uma reunião de emergência na rua, é só colocar um blazer por cima e um scarpin. Tudo certo. Ninguém vai nem sonhar que você estava em casa, trabalhando no sofá.

Ainda preciso encontrar a calça de moletom dos sonhos da minha vida. Sempre vejo umas com cara de roupa de academia dos anos 80, mas assim que eu encontrar uma mais arrumadinha, vou comprar com certeza. 


Usei o look que estou vestindo hoje, agora mesmo, para falar sobre outra dica: sobreposições! No calor fica difícil ser feliz sobrepondo roupas, mas agora que já deu uma esfriada, é tranquilo colocar um tantinho de roupa a mais, seja um casaquinho, um colete ou até um lenço, pra dar aquela bossa. 

Hoje eu resolvi vestir um vestido todo de malha canelada (conforto) e coloquei esse cardigan longo pra deixar o look mais "sofisticado" (conforto e quentinho). As duas peças são básicas, mas mesmo assim renderam um comentário da minha vizinha: "nossa como você está chique hoje!" Duas peças de roupa e uma botinha e eu fiquei "chique". Até da hora de comprar uma peça básica, é legal termos em consideração o quão "descoladex" ela pode ficar num look, né? Pra não virar apenas mais uma roupinha-pano-de-chão que a gente nunca usa. 


Entendo que pantufas e chinelos são legais pra trabalhar em casa. Também entendo que tem gente que não curte usar sapato dentro de casa pra não sujar demais, não trazer nojeira da rua. Aliás, acho isso muito correto e higiênico mesmo. Mas não sei por que, eu sempre fui acostumada a andar com sapato dentro de casa. :/ Uó né? Mas uso e sempre aposto em tênis e sandálias ou botinhas.

A questão é: quando eu não ando com algum sapato (tênis, bota, seja o que for), eu ando descalça e meu pé vive sujo. É impressionante como não consigo ficar com o pé no chinelo. Por isso tenho montado looks completos para trabalhar em casa e, assim que organizar meu novo lar, invisto num par de pantufas mais apropriadas e numa sapateira para deixar o sapato perto da porta, e usar só na hora de sair.

Portanto, gente, é o seguinte: trabalhar em casa de pijama, com a desculpa de que nada no mundo é mais confortável que isso, é uma falácia! kkkkkkkkk A gente pode sim, usar peças muito confortáveis para trabalhar em home office e ainda assim ter um ar profissional. Isso é bom não só para o espelho, como também para nos motivar no trabalho. Eu percebo (e sei que isso é efeito meramente psicológico) que quanto mais eu me arrumo pra trabalhar (tem dias que eu até coloco maquiagem!), mais eu consigo ficar focada no trabalho e esquecer que estou em casa e que poderia estar assistindo Netflix. O cérebro e seus mistérios.

Alguém aqui trabalha em casa? Vocês se arrumam ou se jogam às traças mesmo? hahahaha

Moda acessível?

17 março 2015

Recentemente fiz este post aqui no blog, respondendo a dezenas de perguntas de leitoras e seguidoras e grifei em vermelho uma pergunta em particular, que prometi responder com calma e detalhadamente:



@misscriacao: Carol, agora que você lançou sua marca e fez curso de estampas e tomou conhecimento do processo de criação, você continua defendendo uma moda mais acessível?

Quem acompanha o blog sabe que há uns tempos escrevi um texto mais ou menos sobre esse assunto (que vocês podem encontrar neste link aqui), mas resolvi responder a esta questão de forma mais específica. Há anos que venho trazendo para o Small um conteúdo pautado no uso de uma moda acessível e de como podemos ser mais criativas/ousadas/irreventes/fashion mesmo usando roupas de departamento. Porque, como já disse, estilo é igual casamento: na riqueza e na pobreza. Então, não sendo ricas, temos que trabalhar dentro das possibilidades da nossa realidade, sem neura, sem regras e com um olhar super apurado.


Depois de passar anos consumindo o que a moda me oferecia, eu decidi explorar o outro lado da moeda: oferecer moda. Já falei aqui que minha mãe sempre costurou e vendeu suas roupas, mas eu enveredei por um caminho diferente, que envolve todo o processo de produção de uma peça de roupa, desde a criação da estampa, do tecido, até o desenvolvimento e venda de uma coleção. Um trabalho ardiloso, cheio de percalços. E sim, posso dizer que hoje eu tenho dificuldade em defender a dita "moda acessível", porque sei o quanto é inacessível produzir moda no Brasil. 


Isso não quer dizer que eu tenha abandonado essa busca por uma moda mais, digamos, democrática. Continuo sim comprando roupa barata nas lojas de fast-fashion por falta de verba, mas além de não ser um consumo justo com meu próprio trabalho (que ironia), cada peça que eu compro numa loja de departamento, eu tento imaginar o quanto aquela rede pagou para produzir aquilo em quantidades industriais fora do país e por quanto eu produziria aqui, em pequena escala, em território nacional. É uma concorrência muito desleal e por isso decidi que o melhor é gastar minha energia criando algum diferencial para a minha marca, ao invés de chorar as pitangas de não poder competir com esse tipo de produção. É claro que é desestimulante saber que o metro de viscose estampada da tal loja custa uns R$ 5 (no máximo!!!) e o preço da minha viscose estampada exclusiva custa entre R$ 29 e R$ 52 o metro, mas o que eu posso fazer? Sentar e chorar? Comprar qualquer tecido estampado da China e perder justamente a única coisa que diferencia minha marca de qualquer outra? Definitivamente não é esse o meu plano.


moda acessivel via


Para mim, hoje o conceito de "moda acessível" é uma via de mão única: o consumidor tem acesso a esse gigantesco mercado de produtos baratos (fast-fashion, ebay, aliexpress, etc), mas o pequeno produtor brasileiro não tem acesso à capacidade de produzir suas peças com qualidade e preços competitivos e, por isso, não sobrevive no mercado por muito tempo. A carga tributária altíssima que permeia toda a cadeia de produção é repassada para o cliente a preços que, nem de longe, são comparáveis a uma loja de departamento. Inclusive arrisco dizer que marcas novas que praticam preços baixos demais, em algum momento vão fechar suas atividades porque simplesmente seus lucros não vão cobrir a inflação galopante dos seus custos. (acreditem, muita gente abre uma marca sem saber fazer essa conta!)


Então, por mais que eu consuma a moda dita acessível, eu não tenho como criar essa moda acessível (que controverso!), muito pelo contrário: me vejo todos os dias debatendo formas de baratear custos de produção para criar peças com preços "dignos" e esbarro na enorme parede dos custos altos (e sempre subindo!) de ter uma marca no Brasil: aluguel, costureiras BOAS (cada vez mais caras e mais raras), tecidos, impressões, cortes, modelagens, fornecedores, provas que dão errado, máquinas industriais, energia que aumenta, transporte, etc, etc, etc. Uma série de despesas que não passam pela cabeça de quem está do outro lado da moeda consumindo a "moda acessível". Um lado no qual continuo até hoje, porque é o que posso consumir, mas sobre o qual agora tenho uma consciência que me entristece.


Beijos, Carols

Criação de Coleção

09 março 2015
Finalmente arrumei tempo para escrever um post que muita gente já me pediu aqui no blog: como montar uma coleção de moda! O post vai ser longo, então eu aviso logo que é preciso paciência pra ir até o fim. hahahaha

Como muitas de vocês sabem, eu sou formada em publicidade e propaganda e entrei no "mundo da moda" pelo blog. Ok, fui criada no meio dos tecidos, mas mamis também não tem formação de moda, então sempre foi um mundo da moda meio amador. Até hoje temos dificuldade em organizar uma coleção e confesso que tudo o que eu faço é uma mistura de intuição, observação e minha própria experiência como publicitária. É que moda e publicidade têm uma coisa muito particular em comum: ambas precisam vender mais do que um produto, uma ideia. 

Este fim de semana eu fiz um Workshop de Desenvolvimento de Coleção no Instituto Rio Moda com a Alessandra Marins que, além de ser um doce de pessoa, tem uma vasta experiência em consultoria de moda no Rio de Janeiro e participa ativamente deste mercado. Fiquei super feliz em constatar que o que eu andava fazendo na Prosa era mais ou menos o que deveria ser feito na hora de criar uma coleção. Porque o processo criativo, seja ele qual for, tem algumas etapas básicas que não mudam muito de uma área para a outra.

BRIEFING

O primeiro passo é saber para quem estamos criando. Em propaganda esta etapa tem o nome de briefing. No meu caso eu crio para a Prosa, uma marca muito novinha, que ainda é difícil definir um parâmetro de público. Mas para vocês compreenderem melhor, vou dar o exemplo que utilizamos no curso: Enjoy. A Enjoy é uma marca carioca, direcionada para uma mulher mais madura, na casa dos 38 anos, com filhos jovens e que se sente jovem também. Ela curte natureza, saúde e bem estar, mas é super urbana e prioriza looks ultraconfortáveis e versáteis. Em relação à marca em si, a Enjoy se identifica como uma marca colorida, que sempre utiliza elementos da natureza seja na estamparia, seja na composição das fotografias de campanha ou lookbook. Com estas informações nós tivemos que montar um moodboard de coleção para a equipe de marketing e branding avaliar nossas propostas.



BRAINSTORM

Aí começa a parte legal do processo criativo. Do mesmo jeito que acontece na publicidade, o brainstorm é a etapa que inicia a discussão de ideias para uma coleção de moda. Nosso grupo analisou a coleção atual da Enjoy e resolveu que a próxima coleção deveria ser mais leve, ter mais elementos da natureza, mas mantendo essa aura contemporânea da mulher moderna. Todo mundo foi jogando ideias na mesa e chegamos a uma ideia em comum: poderíamos inspirar nossa coleção em Inhotim, um museu de arte contemporânea que tem uma arquitetura super urbana, mas está inserida numa natureza exuberante. Foi sobre esse conceito de dualidade feminina, de força e delicadeza, que começamos a buscar referências e a construir nossa ideia de coleção.



PALETA DE CORES

Alessandra, nossa facilitadora no curso, nos deu uma espécie de passo a passo para a montagem da coleção, mas frisou que cada profissional tem seu próprio método criativo e que esse método vai sendo descoberto, aprimorado, lapidado com o tempo. Existem várias formas de se começar a criar uma coleção: vocês podem começar a partir de uma paleta de cores, de algum tecido específico, de determinados tipos de acabamento e bordados, de uma estampa, enfim. Os pontos de partida podem ser variados. Nós escolhemos começar pela definição da cartela de cores. Confesso que, para mim, esse é um passo que simplifica o resto do processo. Eu sempre comecei pelas estampas e acabei tendo dificuldade em coordenar minhas estampas com outros tecidos disponíveis no mercado, porque não encontrava cores que combinassem. Agora resolvi que sempre vou começar pelas cores e depois desenvolvo as estampas na paleta definida! hehehehe Então nós buscamos elementos de Inhotim para construir nossa paleta de cores e voilá!

Algumas obras do museu serviram de inspiração para definirmos as cores base da coleção. As obras de Yayoi Kusama, Adriana Varejão, Matthew Barney, Hélio Oiticica, entre outras, foram alguns pontos escolhidos para virar cor e estampa. As cores de base são aquelas que predominam em toda a coleção e é pensando nelas que devemos coordenar a combinação de tecidos lisos e acessórios, por exemplo. Ok, não existe uma regra obrigatória para isso, mas é mais fácil criar a harmonia da coleção se atentarmos a esses detalhes.

FORMAS E TECIDOS

As cores de base foram escolhidas e aí passamos a definir que tecidos poderiam traduzir nossa "mulher Inhotim". Como a coleção inteira foi construída em cima da dualidade de força x delicadeza / urbanismo x natureza, entendemos que essa dualidade teria que ser traduzida nos tecidos e formas da coleção. Escolhemos então trabalhar com um mix interessante: linho x seda / viscose x tricô. Em cada look seria explorado esse equilíbrio entre peso e fluidez. A ideia foi manter sempre o conforto da marca e explorar formas mais sequinhas, sofisticadas, sem deixar de ter aquela leveza e despojamento cariocas.



DETALHES E TEXTURAS

Depois de definirmos as cores e os tecidos, passamos para a etapa de estabelecer o mood dos detalhes da coleção. O que poderia traduzir essa mulher moderna, mas com um toque de natureza? Sofisticada, mas com uma simplicidade natural? E aí fomos buscar referências (pinterest é o melhor lugar pra isso!) de acessórios que pudessem traduzir essa dualidade. Escolhemos peças que unem design sofisticado com elementos rústicos como madeiras, tramas, palhas, etc. O Brasil é um país com uma identidade muito forte de manufatura e artesanato, então pensamos que seria incrível adicionar detalhes artesanais na nossa coleção, mas de forma ultramoderna. E este foi o nosso moodboard de inspiração: temos bolsa de palha e colar de madeira, mas com uma roupagem sofisticada.




ESTAMPAS

Por fim, chegamos à parte das estampas! Estampa é uma coisa difícil de se trabalhar, porque tem que conversar muito com a alma da marca, sem deixar de seguir algumas tendências da moda, afinal o produto precisa ser desejado e vendido. Então para mim, que crio estampas, nem sempre é fácil fazer algo dentro de um briefing fechado, mas no caso da nossa coleção inspirada em Inhotim, o trabalho ficou bem interessante. O que fizemos? Exploramos as tendências sem cair no lugar comum. Este ano o verde militar vem com tudo. Temos verde militar. As bolas vem com tudo. Temos bolas. As estampas geométricas (sempre) vem com tudo. Temos geometria. Os florais nunca deixam de faltar em todas as estações. Temos florais. Mas desenvolvemos essas tendências usando as obras de Inhotim como inspiração máxima, sempre respeitando a paleta de cores!

 

Estas não seriam as estampas finais, ok? hehehe era só uma ideia do que poderia ser desenvolvido tomando as obras como ponto de partida.

RELEASE

E é isso! Criamos uma ideia de coleção, estabelecemos cores, texturas, tecidos, mas principalmente criamos um conceito que precisa ser vendido. E o primeiro passo para uma coleção ser aprovada, é vendê-la dentro da própria empresa. A equipe de estilo precisa encontrar argumentos para vender aquela história que foi criada e esses argumentos vão vender a coleção para o consumidor final através de materiais como o release. Sim, no curso criamos até o release da nossa coleção! Um textinho que "explica" a coleção, as inspirações, os moods criativos, e que serve para os veículos de comunicação analisarem a coerência do que é apresentado. Claro que muitas marcas (principalmente as que estão começando) não conseguem chegar nesse nível de detalhamento, mas é interessante o exercício de colocar em palavras conceitos tão visuais. Ler o release a todo momento, nos ajuda a manter o foco na essência da coleção e excluir possíveis pontos fora da curva.



Por fim, vamos lá apresentar a coleção e esperar que ela venda. hehehehe Este post é um passo a passo bem básico e não rígido de como criar um conceito de coleção, mas é claro que o processo todo é muito mais trabalhoso e envolve bastante pesquisa não só de referências bacanas, como de macrotendências, microtendências em várias esferas das artes visuais como a arquitetura, a escultura, a fotografia etc. A moda é uma dessas matérias em que todos os eventos humanos são fonte de interferência e inspiração e guiam processos criativos. No nosso caso, Inhotim foi uma micro inspiração para tudo: desde a concepção das cores e dos materiais, até a ideia de usar as obras do local como cenário para o shooting da "campanha", mas está inserido numa macrotendência chamada Wild, que vimos no curso, que explora conceitos como liberdade, natureza, selvagem, etc. Olhando assim, parece simples, mas o processo entre criar uma coleção e tê-la de fato nas lojas, pode levar até 2 anos para ser concretizado e muitas marcas trabalham com toda essa antecedência (ainda não é o caso da Prosa, kkkkk). Num próximo post sobre o assunto, vou detalhar para vocês esse "cronograma" de produção de coleção, baseado na minha minúscula experiência com a Prosa. Tenho certeza que vamos poder trocar informações valiosas!

Tcharamm! Ufa. Que postzão. Gostaram deste tipo de conteúdo? Depois deste curso, fiquei interessada em fazer alguma pós-graduação na área de moda, seja de branding, ou marketing, ou estilo, não sei. Alguém tem dicas de pós-graduações interessantes? :D

Beijos, Carols

louca anatomia

28 novembro 2013
Ontem falei sobre criatividade e, ontem mesmo, a minha teve um esgotamento intelectual, no último dia do curso que fiz na Perestroika. O objetivo da aula final era levarmos um objeto para transformar. Escolhi levar um livro muito antigo, encontrado num sebo aqui do centro e nele esculpi um dos meus "tradicionais" corações aquarelados. 

Mas o que seria de uma obra/coração sem conceito? O livro não foi escolhido em vão: arrumei um livro de anatomia e esculpi meu coração até o capítulo de cardiologia. Para dar início à obra, uma frase do poeta Maiakovski: "Comigo a anatonia ficou louca, sou todo coração." Durante todo o processo eu pensei em várias alegrias e frustrações emocionais. Fiz uma "regressão" a muitos sentimentos adormecidos e, enquanto minhas mãos doíam e os dedos perdiam a força diante do estilete, o coração ia ganhando vigor e forma. 


O que era pra ser um trabalho de curso, virou um intenso (e doloroso) processo de libertação. Como se a dor do corpo e do esforço suplantasse a dor do peito. Usar o cérebro às vezes esgota mais que qualquer exercício físico. Cheguei em casa destruída em diversos níveis, mas tão feliz. Dormi pesadamente e acordei com a sensação de que nem toda pedra no caminho é obstáculo, às vezes é o degrau para o maior pulo da nossa vida. :)

Beijos, Carols

novidades profissionais!

23 setembro 2012
Não, gente. Ainda não foi desta vez que eu virei blogueira profissional! :P


Depois de pensar bastante e ouvir bastante tantas pessoas dizendo que eu deveria vender minhas ilustrações, eis que eu tomei vergonha/coragem pra tomar uma atitude. Criei minha primeira lojinha online, com reproduções das minhas ilustras, impressas em papel canson creme A3 (29,7 x 42 cm), 200g. Coisa fina, chiquérrima, gente. Papel do bom!!! kkkkkk A lojinha estava tomando forma e hoje eu postei a primeira leva de cartazes, que agora estão à venda! Corrammm! ahahahha




Pra mim é uma novidade profissional e a lojinha vai servir de termômetro para eu saber se rola investir na produção de outros itens de decoração (não somente cartazes) e até de moda! Quem acompanha meu trabalho de ilustradora sabe do apego/amor que eu tenho por cada pedaço de papel desenhado. É mais do que uma série de cores misturadas. É um esforço do coração mesmo e por isso as pinturas originais só serão vendidas, quem sabe, numa futura (e longínqua) exposição. :)

Apliquei os cartazes na parede só pra vocês imaginarem como fica lindo! hehehe

Na lojinha tem apenas 5 tipos de cartazes disponíveis que serão enviados para as ilustres compradoras num canudinho de papelão bem chinfroso, pra não chegar amassado ao destino! uiaaa! Ainda não imprimi tudo o que queria, por que a ideia é sentir primeiro a receptividade das pessoas. A estrutura do e-commerce da tanlup é bem organizadinha e vai facilitar bastante a minha vida! O pagamento é feito apenas por depósito bancário (lá tem todos os dados direitinho) por que né....estamos começando essa bagaça!!! ahahhahaha vamos ver onde tudo isso vai dar! O que vocês acham???? :D

Espero que vocês gostem da novidade!!

ahhh, o link pra loja né??? (que demência a minha!)

www.umbreveromance.tanlup.com



Beijos, Carols

compartilhando :)

27 dezembro 2011
Oi meninas!! Hoje não tem look do dia por que né...tô atolada! Mas vim compartilhar com vocês minha mais recente ilustração por que esta vai ser uma futura tatuagem muito especial. Como vocês sabem, faz tempo, muito tempo, que eu sou fã inveterada da pintora mexicana Frida Kahlo e cada dia que passa esse fascínio vem aumentando e com ele vem aumentando a minha coleção de livros, fotos e obras da artista. Meu encanto não é somente pela coleção de obras de arte de Frida, mas de como ela transformou a própria vida num grande espetáculo de dor, cor e morte. 

Por isso, tenho andado estudando, pesquisando, rabiscando, trabalhando, calmamente, numa ilustração inspirada na estética mexicana, no folclórico Dia de Los Muertos e principalmente em Frida, claro. Uma ilustração cheia de significados ocultos e o desvelado destino (la muerte) de qualquer ser humano. Uma ilustração que está, finalmente, concluída e que em breve eu espero que se torne uma enorme tatuagem nas minhas costas. :)

Além do significado pra lá de especial pra mim, essa tatuagem imensa vai cumprir a função de cobrir uma fada bem desbotada, cafoninha e pré-adolescente que um dia eu inventei de tatuar na omoplata direta! Só falta agora eu encontrar o tatuador perfeito. :) De quebra fiz uma simulação (última foto) de como eu espero que fique a tattoo.

mais detalhes dos elementos: www.umbreveromance.blogspot.com

E aí? o que vocês acharam da ilustração? :)
Beijos, Carols

fashionary ou meu brinquedinho novo

13 outubro 2011
Genteee! Olha que lindo!! tem uns 40 dias ou mais, que eu comprei um moleskine específico para croqui fashion: o Fashionary. O moleskine direcionado para estilistas (e curiosos de moda metidos a besta feito eu) tem sido uma febre entre as poderosas ladys do mundo fashion e partiu de uma ideia bem interessante de um designer, com o intuito de facilitar a vida dos criativos de moda.


O moleskine consiste num caderninho-guia cheio de informações sobre medidas, proporções, tipos de mangas, golas, botões, nós, pontos de costura, cortes, moldes, tipos de peças, estampas e tecidos, além de uma página inteira dedicada a demonstração de como você pode criar e apresentar suas coleções. É um sketchbook bem completo e prático, para essa vida corrida de fashion designer! huhuhuh. 

Pra melhorar, o Fashionary ainda conta ainda com modelos (simmm, o corpo de modelo!) pontilhados nas páginas, para que você se preocupe somente em criar suas coleções, e não precise mais perder tempo desenhando corpos e proporções. Num é massa!??? E ainda tem a versão feminina e masculina do sketchbook, nos formatos A4 e A5. :) (eu comprei o maior, o A4).


Além do caderninho preto, o Fashionary tem essas 4 cores do babado que eu, bocóóóó, não prestei atenção na hora de comprar e acabei comprando o pretinho básico mesmo! -.-'


Achei o caderninho GENIAL pra quem está começando a fazer moda e precisa treinar suas capacidades ilustrativas na hora de montar sua coleção e apresentar seus croquis. O mais legal é que o Fashionary não é caro e me custou o equivalente a R$ 47 (mais barato que qualquer moleskine da Livraria Cultura!) e com frete grátis. Demora um pouquinho pra chegar, mas vale muito a pena. :)

Meu novo brinquedinho!!! *_*
Meu primeiro croqui :)


























































Diquinha esperta para os ilustradores de moda:

Três materiais que eu, como ilustradora, indico demais para a criação de croquis bonitos, com cores bem intensas e que são relativamente fáceis de manusear: 

1. lápis aquareláveis da Caran D'Ache: são lápis de cor de ponta mais macia, que a gente pinta e depois passa um pincel molhado por cima pra criar um efeito de aquarela no desenho.
2. aquarelas em goma da Windsor & Newton: cores super intensas e duram uma vida inteira! Eu tenho essa minha caixinha desde os 9 anos de idade e elas continuam aí...
3. caneta unipin 0.2 ou 0.5: são ótimas pra fazer contornos finos e preciso, e evidenciar dobras, pregas, costuras, sombras e vincos. :)


E pronto. Depois desta comprinha, posso ser feliz criando modelitos pra usar aqui no blog! \o/ (só falta eu aprender a costurar minhas próprias peças né? por que ideia não falta! *_*)


Pra comprar o Fashionary é só entrar no site e se jogar! :)

Beijos, Carols

resumo da ópera

18 fevereiro 2011
querrrrridos @eikelindo @buchecha e @napipoca \o/
Famíliaaa buscapé! =D
eikemagreza linda do meu coração. ponto.
Tchiaaaa da Marina Morena posando comigo do lado das telas. \o/
Minhas meninas!! *_*
Julinha lindaaa e poderosa e Raul Nigro
Miau, bobflash particular e sua moçoila Mônica. =D
amigos muitooo queridos =D
abraço das amigas louras e lindams
Flavinha amiga linda e eu, do lado da tela que ela comprou. :)

Ok, eu não posso dizer que um post com umas 30 fotos é um resumo, mas foram tantas pessoas especiais que compareceram à minha exposição que eu não poderia deixar de colocar todo mundo aqui.

Como todo mundo sabe, eu estava correndo contra o tempo nos últimos dias para preparar a exposição e ontem finalmente foi a noite da vernissage. Foi tão especial gente!! Queria muito que todos os leitores pudessem ter ido, mas alguns foram e isso já foi nota 10! Além disso foram vários amigos muito queridos (nossa! como eu tenho tantosss!), várias pessoas da minha família (pai, irmã, tias, vó e outros). 

Faltou mamãe e Aimara e meu coração sentiu muita falta.

A vernissage decorreu ao som dos Beatles, mais precisamente a trilha de um filme que eu amo: Across the Universe (thanks pra Ana Melo que cuidou do meu setlist!). Servi espumante que, aparentemente ninguém bebeu por que sobraram várias garrafas, refrigerantes, cupcakes e salgadinhos. E servi sorriso gente. AHAHHAAH Tava de bandeja. Acho que nunca sorri tanto numa noite na minha vida, mas eu estava tãoooooo feliz que não tinha como ser diferente.

Para finalizar este post que eu passei o dia com preguiça de escrever (tô suuuper cansada) eu preciso apenas agradecer a todo mundo do Açúcar e Afeto (Fred Estrela e Vânia Notaro), a Cinthia Mendonça que foi a primeira pessoa a entrar em contato comigo, que foi a maior instigada de todo o processo e que não pode ir por problemas de saúde do papis (melhoras pra ele), mas que é uma fofa que já tá no meu <3. 

Obrigada ainda aos amigos queridíssimos que compareceram e me fizeram soooo happy, a Anna Terra e Miau especificamente pelas fotos e vídeos da festa, a Lucila minha amiga loira linda que me deu de presente os salgadinhos da vernissage, às leitoras/seguidoras do twitter que foram lá prestigiar e um beijo enorme pra você Xuxa! HAHAHAHAHAHAHA Desci da nave da Xuxa gente? Ganhei um Oscar? AHHAHAHAHA.

Para quem se interessar em ver as telas com mais detalhe, estou postando aos poucos as pinturas expostas, no meu blog de ilustração aqui óh. 

Beijos, Carols